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Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica reconhece quem apoia o empreendedorismo e o emprego no país
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O II Prêmio Nacional de Inclusão Socioeconômica, realizado em Brasília nesta quarta-feira (27.05), é um reconhecimento para quem apoia o empreendedorismo, a qualificação profissional e gera emprego no Brasil, por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Para milhares de brasileiros de baixa renda, acessar o crédito bancário sempre foi um desafio marcado por uma exigência difícil de cumprir: apresentar garantias. Para superar esse obstáculo, o Acredita trouxe como novidade o Fundo Garantidor de Operações (FGO), que funciona como um avalista das operações financeiras.
Sem bens ou avalista, muitos empreendedores tinham negado o recurso financeiro. “O Fundo é essencial para superar a principal barreira ao microcrédito produtivo para pessoas de baixa renda: a exigência de garantias”, pontuou o ministro Wellington Dias.
Até abril de 2026, o programa investiu R$ 15,4 bilhões, distribuídos em mais de 1,48 milhão de operações de crédito, somando o Acredita no Primeiro Passo, o Procred 360 e o Pronaf B.
O secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, destacou o caráter inovador da iniciativa. “Trata-se do primeiro fundo voltado especificamente para pessoas físicas e empreendedores individuais inscritos no Cadastro Único”, afirmou.
Apenas no crédito urbano do Acredita no Primeiro Passo foram R$ 2,65 bilhões, beneficiando 308 mil empreendedores, 70% mulheres. As operações apoiadas são destinadas exclusivamente a atividades produtivas, como capital de giro e investimentos em pequenos negócios. O valor pode chegar a R$ 21 mil.
Além da orientação na tomada de crédito, dada pelos agentes financeiros, uma rede de parceiros tem papel fundamental no fortalecimento das capacidades empreendedoras dos beneficiários.
Instituições como o Sebrae, a Aliança Empreendedora e a Rede de Mulheres Empreendedoras atuam na oferta de capacitação, orientação e educação financeira, ampliando as chances de sucesso dos empreendimentos.
Além do acesso ao crédito orientado para o empreendedorismo, o programa, lançado em 2024 e presente em mais de 20 estados, é articulado em mais dois eixos: capacitação profissional e geração de emprego.
Emprego
Entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026, mais de 3,9 milhões de beneficiários do Bolsa Família conquistaram empregos formais. O número representa 86,7% de todo o saldo líquido de vagas geradas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Se o recorte incluir todos os inscritos no Cadastro Único e não apenas os beneficiários do Bolsa Família, o saldo líquido é de quase 5 milhões de empregos formais no mesmo período. É o equivalente a mais de 110% de todo o saldo do Caged.
Isso porque o público fora do CadÚnico registrou saldo negativo de 457 mil postos. O dado revela que o crescimento formal do emprego no Brasil, que registrou saldo positivo em todas as 27 Unidades da Federação neste ciclo, foi protagonizado pelos mais vulneráveis.
Parcerias
Os resultados são possíveis graças às parcerias construídas pelo MDS. O programa conta com 148 acordos, firmados com 17 tipos diferentes de organizações, agrupadas de três formas: Terceiro Setor; Setor Produtivo; e Administração Pública.
Pelo Terceiro Setor, são 84 entidades parceiras, como igrejas e associações. No chamado Setor Produtivo, são 67 empresas, desde pequenos negócios até gigantes multinacionais. Por fim, a Administração Pública – governos estaduais e municipais e as autarquias -, reponde por 55 acordos.
Na prática, uma só parceria pode contar com várias filiais de uma mesma rede. Hoje, são quase 15 mil unidades de empresas que usam o Cadastro Único para encontrar os perfis desejados para ocupar as vagas de emprego disponíveis.
Empresas que fazem parte do dia a dia dos brasileiros, como Magazine Luiza, Carrefour, RD Saúde (farmácias Drogasil e Raia), Arcos Dourados (dona do McDonald’s) e Neoenergia, estão nesse time.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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“A cultura salva vidas”, diz ministra Margareth Menezes ao receber Medalha Tiradentes no Circo Voador
Em uma noite marcada pela celebração da cultura brasileira, da diversidade e da resistência artística, o Circo Voador, na Lapa (RJ), recebeu nesta quinta-feira (28) a cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes à ministra da Cultura, Margareth Menezes. A homenagem, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), integrou a programação que também celebrou o reconhecimento do espaço como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.
Promovido pela Comissão de Cultura da Alerj, o evento reuniu artistas, representantes da cultura popular, do samba, do hip hop, da música brasileira e de diferentes manifestações culturais em uma celebração marcada pela valorização da cultura como instrumento de transformação social, democracia e construção de futuro.
A homenagem reconheceu a trajetória artística e a atuação de Margareth Menezes em defesa da cultura, da democracia e das expressões culturais brasileiras. Primeira mulher negra a ocupar o cargo de ministra da Cultura, ela destacou, em seu discurso, o papel transformador da arte em sua própria trajetória e relembrou o início de sua relação com a música e o teatro ainda na juventude.
“Minha mãe arrancou as cordas do meu violão pra eu voltar a estudar”, contou, ao recordar o período em que precisou equilibrar os estudos e o interesse crescente pela arte. “Eu me recuperei, voltei, me formei em artes gráficas, mas na escola começou a ter aula de teatro também”, afirmou.
A titular da Cultura também relembrou a participação em projetos culturais, no coral da Congregação Mariana da Boa Viagem e em experiências artísticas que definiram os caminhos de sua formação. “Essas foram as oportunidades que apareceram na minha vida pra me dar caminho”, disse.
Ao abordar a construção de sua identidade artística, Margareth Menezes falou sobre o processo de amadurecimento na arte e na cultura, desde a produção de cartazes até a elaboração de projetos culturais e participação em festivais e premiações.
“Decidi entender, me entender como artista também, aos poucos. Entender a responsabilidade que a gente tem quando a gente sobe no palco, porque é uma missão também que a gente faz quando a gente sobe no palco”, completou.
A ministra também refletiu sobre os desafios enfrentados ao longo da carreira como mulher negra artista. “Ser uma mulher negra, artista, nesse contexto, todo mundo já sabe qual é a luta do nosso povo pra chegar nos lugares. Eu nunca aceitei o não, porque no não a gente já estava”, declarou.
Durante o discurso, a titular do MinC enfatizou ainda o processo de reconstrução do Ministério da Cultura desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando a retomada do diálogo com a sociedade e com o setor cultural.
“A primeira coisa que a gente fez foi abrir diálogo com a sociedade. O Ministério da Cultura precisa existir pra gente ouvir o que é que é necessário fazer pra que a gente tenha qualidade de vida”, explicou.
Ao defender a continuidade das políticas públicas culturais, a ministra ressaltou a importância da cultura para o fortalecimento da sociedade brasileira. “A cultura salva vidas, a cultura transforma realidades, a cultura fortalece o povo, a cultura é a estrutura da nossa soberania”, declarou.
A deputada estadual Verônica Lima, presidente da Comissão de Cultura da Alerj e responsável pela homenagem, salientou o simbolismo da cerimônia e a importância do reconhecimento ao Circo Voador.
“A cultura brasileira vive de resistência, memória e valorização do nosso povo. Hoje celebramos a entrega da Medalha Tiradentes à ministra da Cultura, Margareth Menezes, uma homenagem à sua trajetória artística, política e à defesa da cultura popular em todo o Brasil”, celebrou.
Ela também destacou o reconhecimento do Circo Voador como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. “É um dia de celebração, reconhecimento e reafirmação da cultura como instrumento de transformação social, democracia e construção de futuro”, completou.
O secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares, frisou a força feminina presente na construção das políticas culturais e relembrou o papel da cultura durante os anos em que o setor enfrentou desmontes institucionais. “Me sinto muito privilegiado de estar compartilhando essa frente aqui com mulheres tão determinadas, fortes, poderosas e comprometidas com a cultura”, discursou. Ele também parabenizou a atuação da deputada Benedita da Silva e da Comissão de Cultura da Alerj durante o período em que o governo federal esteve “de costas pra cultura”, destacando a construção de políticas que mantiveram o setor mobilizado e resistente.
Já a deputada federal Benedita da Silva evidenciou a importância histórica da criação do Ministério da Cultura e da representatividade de Margareth Menezes à frente da pasta. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, também comemorou a homenagem e a ocupação do Circo Voador por artistas, agentes culturais e representantes do setor.
Referência histórica da cena cultural carioca e nacional desde 1982, o Circo Voador consolidou-se como um dos principais espaços da música brasileira, da cultura alternativa e dos movimentos artísticos do país, sendo responsável pela formação e projeção de diferentes gerações de artistas e manifestações culturais.
A programação contou com apresentações de Dudu Nobre, MC Marechal, Nissin, Edu Krieger, Natalia Voss, Auwerê, Sinfônica Ambulante, Maíra Freitas, Daíra, Júlia Vargas e Filhos de Gandhi, além da presença de artistas, agentes culturais e representantes de diferentes setores da cultura brasileira.
Fonte: Ministério da Cultura
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