OPERAÇÃO NOCAUTE
Foragida de MT é presa em quiosque de Copacabana
Mulher de 44 anos é investigada por ligação com facção criminosa e teria recebido parte de R$ 169 mil pagos por vítima em Sinop
POLÍCIA
Uma mulher de 44 anos procurada pela Justiça de Mato Grosso foi presa nesta segunda-feira (21) enquanto trabalhava em um quiosque na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Ela é investigada por suposta participação em uma facção criminosa e era um dos alvos da Operação Nocaute, deflagrada pela Polícia Civil mato-grossense na última sexta-feira (18).
A localização da suspeita ocorreu após investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação apura a atuação de integrantes de um grupo criminoso instalado no município e com conexões no Rio de Janeiro.
Contra a mulher havia um mandado de prisão preventiva expedido pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias, Polo de Sinop. Ela é investigada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O nome da suspeita não foi divulgado.
Um dos pontos apurados pela Polícia Civil envolve a movimentação de R$ 169 mil pagos por uma vítima de crime em Sinop, em setembro de 2025. Conforme a investigação, horas depois do pagamento, realizado no dia 27 daquele mês, parte do dinheiro teria chegado a uma conta vinculada à investigada.
A apuração aponta ainda que os valores foram posteriormente pulverizados por meio de transferências de menor quantia para diferentes pessoas. Para os investigadores, a movimentação teria sido utilizada como mecanismo para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A prisão em Copacabana contou com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Após o cumprimento do mandado, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional feminino, onde permanecerá à disposição da Justiça de Mato Grosso. As investigações continuam para localizar outros alvos da Operação Nocaute que ainda possuem mandados de prisão em aberto.
POLÍCIA
Bombeiros usam 20 mil litros de água para conter incêndio em Sinop
Três equipes atuaram no combate às chamas na Trilha da Bica, com apoio de caminhões-pipa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou, na tarde de segunda-feira (21), um incêndio que atingiu uma área de vegetação na Trilha da Bica, em Sinop, a 522 quilômetros de Cuiabá.
Uma equipe do 4º Batalhão Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 13h45 para atender à ocorrência. Ao todo, três equipes militares participaram da operação de combate ao fogo.
Durante os trabalhos, os bombeiros utilizaram aproximadamente 20 mil litros de água para controlar as chamas. A ação também contou com o auxílio de caminhões-pipa disponibilizados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Depois que o incêndio foi extinto, os militares realizaram o rescaldo, procedimento necessário para eliminar possíveis focos que ainda pudessem provocar uma nova queima. Na sequência, a área atingida foi vistoriada.
As causas do incêndio ainda não foram identificadas. Não houve registro de pessoas feridas.
Uso do fogo
O Corpo de Bombeiros alerta que provocar incêndios em mata ou floresta é crime, conforme estabelece o artigo 41 da Lei Federal nº 9.605/1998, a Lei de Crimes Ambientais. A legislação prevê pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa.
Além das consequências criminais, os responsáveis podem ser obrigados a responder por danos ambientais e, dependendo das circunstâncias, por outros crimes previstos na legislação.
O CBMMT reforça que o uso do fogo é proibido nas áreas urbanas durante todo o ano. Nas áreas rurais dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o uso e o manejo do fogo estão proibidos entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
A corporação destaca que a utilização irregular do fogo pode caracterizar crime ambiental e representar riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente.
Denúncias sobre uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou 190, da Polícia Militar.
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