FURTO DE ENERGIA
'Gatos' de energia em garimpo, armazém e casa levam a flagrantes
Além do desvio de energia, também foi constatado furto de equipamentos do próprio sistema de medição, ampliando crime
POLÍCIA
Ligações clandestinas de energia elétrica — os chamados “gatos” — foram descobertas em três pontos distintos de Mato Grosso e acabaram em flagrante na quarta-feira (29). As irregularidades foram identificadas em um garimpo em Nossa Senhora do Livramento, em um armazém de grãos em Santa Carmem e em uma residência em Rondonópolis.
No garimpo, a atividade operava sem qualquer sistema de medição, ligada diretamente à rede elétrica. Além do desvio de energia, também foi constatado furto de equipamentos do próprio sistema de medição, o que amplia a dimensão do crime. O responsável pelo local foi conduzido para esclarecimentos.
Em Santa Carmem, o cenário indicava estrutura de maior porte: um armazém de grãos funcionava com transformador conectado diretamente à rede, sem registro de consumo. O locatário foi preso em flagrante.
Já em Rondonópolis, a irregularidade foi descoberta durante diligência em um endereço ligado a um suspeito que já era investigado por outros crimes. No local, foi confirmada a ligação clandestina de energia, e o homem também acabou detido.
As situações, embora em contextos diferentes, seguem o mesmo padrão: uso direto da rede elétrica, sem medição e sem pagamento, prática enquadrada como furto.
Segundo o gerente de combate a perdas da Energisa em Mato Grosso, Luciano Lima, o problema vai além do prejuízo financeiro.
“Estamos falando de estruturas de alta carga conectada de forma irregular à rede, o que representa risco real de acidentes graves, incêndios e até mortes. É um crime que coloca em risco toda a população”, afirmou.
Os três casos foram registrados durante a Operação Energia Limpa, que reúne forças de segurança e órgãos técnicos para identificar e coibir fraudes no consumo de energia no estado.
POLÍCIA
Rede de “bocas” espalhadas abastecia bairros de Cuiabá
Esse modelo, conhecido como atuação pulverizada, é apontado como estratégia para manter o fluxo de drogas ativo mesmo diante de repressões
Uma rede de distribuição de drogas formada por diversos pontos de venda espalhados por bairros de Cuiabá virou alvo de investigação e ações judiciais. O esquema funcionava de forma descentralizada, com pequenos núcleos independentes que, juntos, garantiam o abastecimento contínuo de entorpecentes na capital.
Apesar de cada ponto operar com baixa estrutura individual, o conjunto formava uma malha eficiente de comercialização, dificultando o combate direto e ampliando o alcance do tráfico na cidade. Esse modelo, conhecido como atuação pulverizada, é apontado como estratégia para manter o fluxo de drogas ativo mesmo diante de repressões pontuais.
As apurações identificaram que os núcleos funcionavam de forma autônoma, mas integrados na lógica de distribuição, criando uma rede difusa de venda que se expandia por diferentes regiões urbanas.
Durante a ofensiva, foram expedidos oito mandados judiciais, sendo três de prisão e cinco de busca e apreensão, com foco na responsabilização dos envolvidos e na coleta de provas, como drogas, dinheiro e materiais ligados à atividade criminosa.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Ronaldo Binoti Filho, esse tipo de estrutura tem impacto direto na escalada da criminalidade. “Mesmo com núcleos pequenos, essas redes alimentam uma cadeia maior de crimes, como furtos, roubos e homicídios, ampliando os efeitos sociais do tráfico”, afirmou.
As investigações continuam para identificar outros integrantes e aprofundar o mapeamento da rede, que operava de forma espalhada justamente para dificultar a atuação das forças de segurança.
-
POLÍTICA7 dias atrásGovernador quer limitar uso de emendas para shows e feiras
-
POLÍCIA7 dias atrásForagido por homicídio é preso com identidade falsa
-
POLÍTICA7 dias atrásOtaviano Pivetta afirma que é da “direita de resultado”
-
POLÍCIA7 dias atrásIdosos são mantidos reféns durante assalto e três acabam presos



