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Defesa Civil Nacional destaca importância dos planos estaduais para fortalecer atuação em todo o país
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Brasília (DF) – O processo de elaboração dos Planos Estaduais de Proteção e Defesa Civil foi o tema do Bate-Papo com a Defesa Civil realizado nesta quinta-feira (30), promovido pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e transmitido pelo canal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) no YouTube. O encontro reuniu especialistas para discutir os próximos passos do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) e o papel dos estados na construção de estratégias mais eficazes e adaptadas às realidades locais.
Participaram do encontro a coordenadora de Fortalecimento e Participação Social da Sedec, Regiane Morais, que atuou como mediadora; a coordenadora de Articulação e Gestão Estratégica, Pâmela Fonsêca; o analista técnico de Políticas Sociais, Leandro Rolim; e o 2º sargento e agente de Defesa Civil de Rondônia, Daniel Maciel, representando a atuação nos estados.
Durante o debate, Leandro Rolim, destacou que o Plano Nacional vai além da esfera federal e depende da atuação conjunta de todos os entes federativos. “O plano não é apenas um plano federal, ele é um plano nacional. Sendo assim, esse plano nacional envolve além da União, os estados e também os municípios. Então, nesse conjunto de atores, dentro da nossa federação, nós temos todos os entes federativos envolvidos, de forma mais ativa, de forma mais efetiva”, afirmou o analista técnico de Políticas Sociais.
Rolim também ressaltou a importância da governança compartilhada e do pacto institucional para a execução do plano. “O plano nacional não é um plano da Sedec, não é um plano do MIDR apenas. Ele é um plano de todos nós. Nós temos aí um grande pacto com 15 ministérios, com 29 órgãos e entidades do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil, além de estados, Distrito Federal e municípios”, explicou.
A coordenadora de Articulação e Gestão Estratégica da Sedec, Pâmela Fonsêca, avaliou que a 1ª Oficina de Alinhamento Estratégico para Elaboração dos Planos Estaduais de Proteção e Defesa Civil, realizada nesta semana com os estados, foi fundamental para avançar na construção dos planos. “A oficina foi muito importante, a gente teve a participação de todos os estados, do Distrito Federal. A oficina se mostrou bastante efetiva no seu propósito. Conseguimos atingir alguns objetivos nessa interação, entender diferentes realidades e perspectivas de readequação”, destacou.
Representando a atuação nos estados, o 2º sargento e agente de Defesa Civil de Rondônia, Daniel Maciel, reforçou a importância da padronização metodológica e da troca de experiências entre as unidades da federação.
“Essa primeira oficina vai contribuir no processo de elaboração ou de adequação do plano estadual de proteção e defesa civil lá de Rondônia. Ela traz uma padronização metodológica, isso é fundamental para garantir que o nosso plano vai estar alinhado com a Secretaria Nacional e com a Política Nacional”, afirmou.
Maciel também destacou os ganhos práticos para a gestão estadual. “A oficina trouxe modelos prontos, boas práticas de estados, isso ajuda muito, porque a gente não precisa começar do zero e pode adaptar para a realidade de cada estado”, completou.
O debate reforçou que a construção dos planos estaduais é uma etapa essencial para consolidar o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, garantindo uma atuação mais integrada, eficiente e próxima das necessidades locais em todo o país.
O Bate-Papo com a Defesa Civil é uma série de encontros virtuais e mensais promovida pela Sedec e transmitida ao vivo pelo canal do MIDR no YouTube. Cada edição reúne especialistas para discutir temas ligados à gestão de riscos e desastres, com o objetivo de fortalecer a prevenção, a preparação e a resposta em todo o Brasil.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
BRASIL & MUNDO
Combate à corrupção ganha reforço com lançamento de guia para empresas contra o crime organizado
A Controladoria-Geral da União (CGU) participou, nesta quinta-feira (30/04), em São Paulo (SP), do lançamento do Guia para Empresas sobre Gestão de Riscos Associados às Organizações Criminosas, elaborado pela Câmara de Comércio Internacional (ICC) Brasil com o apoio da CGU. O evento reuniu autoridades públicas e lideranças empresariais para discutir estratégias de prevenção à infiltração do crime organizado na economia formal.
Para o ministro da CGU, Vinícius Marques de Carvalho, o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado como prioridade estratégica para o Brasil. “O combate ao crime organizado não é apenas um desafio de segurança pública, mas uma agenda estratégica para o desenvolvimento econômico do país. Este guia, desenvolvido em parceria com a ICC Brasil, oferece as ferramentas necessárias para que o setor privado atue como um aliado do Estado na proteção da economia formal. Fortalecer a integridade das empresas é fechar as portas para a infiltração criminosa e garantir um ambiente de negócios justo, transparente e competitivo para todos”, destacou.
Representando a CGU, o secretário de Integridade Privada, Marcelo Pontes Vianna, integrou o painel de apresentação do guia e participou de debates técnicos sobre a importância da adoção de medidas de integridade e de gestão de riscos no ambiente corporativo. O encontro reforçou a necessidade de atuação conjunta entre Estado e setor privado no enfrentamento a práticas ilícitas.
Marcelo Pontes reforçou o papel das empresas na prevenção de riscos e na construção de um ambiente de negócios mais seguro. “Não basta que o Estado fiscalize; é preciso que o setor privado esteja capacitado para se proteger. O guia, lançado pela ICC Brasil com nossa colaboração, é um marco na cooperação público-privada para prevenir a infiltração criminosa nas empresas. Integridade e governança são os mecanismos mais eficazes para impedir que o crime organizado utilize a estrutura formal do mercado para lavar dinheiro e corromper o interesse público”.
O secretário também ressaltou que medidas de integridade podem ser acessíveis e aplicáveis a empresas de todos os portes. “Acho que a principal orientação que o Guia traz hoje é: conheça com quem você se relaciona. Desconfie da origem dos seus parceiros. Muitas informações essenciais, como a composição societária e o capital social de parceiros comerciais, já estão disponíveis em bases públicas. É fundamental que as empresas utilizem esses dados para conhecer melhor com quem se relacionam. A ideia de que programas de compliance são caros ou complexos precisa ser desmistificada. Na verdade, eles representam proteção. Hoje, existem ferramentas gratuitas e acessíveis que permitem implementar boas práticas de integridade de forma eficiente”, complementou.
Além do lançamento da publicação, o evento contou com painel técnico sobre a gestão de riscos associados às organizações criminosas.
“O crime organizado não é mais um problema só de segurança pública, mas, sim, um problema que aflige o setor empresarial, a nossa economia. E não existe um órgão, uma entidade pública ou privada que vai dar conta sozinha desse problema tão complexo. Temos trabalhado muito em parceria com o setor privado”, avaliou Pontes.
Durante o evento, a chefe das Relações Governamentais (Head de Policy) da ICC Brasil, Paula Costin, enfatizou a importância da interlocução entre governos e empresas para que sejam encontradas soluções conjuntas em temas tão complexos quanto à infiltração de organizações criminosas na economia do país.
Sobre o Guia
O Guia para Empresas sobre Gestão de Riscos Associados às Organizações Criminosas foi elaborado para apoiar o setor privado na identificação, prevenção e mitigação de riscos ligados à atuação do crime organizado na economia formal. A publicação reúne orientações práticas para o fortalecimento de programas de integridade, com ênfase em políticas de compliance, mecanismos de governança e controles internos eficazes, além de destacar a importância da gestão de terceiros e da verificação de informações sobre parceiros comerciais para garantir relações mais seguras e transparentes.
O documento também alerta para o avanço e a sofisticação do crime organizado no ambiente empresarial brasileiro, evidenciando práticas como infiltração em negócios legítimos, lavagem de dinheiro, fraudes e crimes cibernéticos, que impactam a economia, a concorrência e a reputação das empresas. Diante desse cenário, recomenda a adoção de abordagens estruturadas de gestão de riscos, com foco em prevenção, monitoramento contínuo e resposta a incidentes, além de reforçar a necessidade de cooperação entre os setores público e privado e de constante adaptação das estratégias empresariais. Ao consolidar essas diretrizes, o guia destaca o papel estratégico das empresas na promoção da integridade, transparência e sustentabilidade do ambiente de negócios.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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