MORADOR DE RUA
Homem é assassinado corte no pescoço em casa abandonada
A morte havia ocorrido há mais de seis horas, indicando que o crime pode ter sido praticado durante a madrugada desta terça-feira
POLÍCIA
Um homem identificado como Erivaldo Silva de Jesus, de 31 anos, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira (7), dentro de uma casa abandonada localizada na esquina das ruas São Benedito e Prainha, no bairro Baú, em Cuiabá. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio.
Policiais militares que atuavam na Jornada Delegada da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) foram acionados por pessoas em situação de rua por volta das 8h, após a localização do corpo no imóvel.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constataram o óbito e identificaram um corte profundo na região do pescoço da vítima. Segundo a avaliação inicial, a morte havia ocorrido há mais de seis horas, indicando que o crime pode ter sido praticado durante a madrugada desta terça-feira ou ainda na noite anterior.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os levantamentos no local, onde havia grande quantidade de sangue espalhada pelo imóvel. Peritos também recolheram vestígios que poderão auxiliar na identificação da autoria e da dinâmica do crime.
Moradores da região relataram que o imóvel é frequentemente ocupado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. Segundo esses relatos, havia conflitos entre frequentadores pela ocupação do espaço. A informação, no entanto, ainda será apurada pela Polícia Civil e não é tratada, até o momento, como versão oficial da investigação.
O imóvel já havia sido cenário de outro crime de grande repercussão. Em abril de 2025, um homem e uma mulher em situação de rua foram encontrados mortos no mesmo local. As vítimas foram assassinadas enquanto dormiam, com golpes de um bloco de concreto na cabeça.
Abandonada há anos, a residência pertence à Prefeitura de Cuiabá e, conforme relatos de moradores, tem sido utilizada de forma irregular por pessoas em situação de vulnerabilidade social e usuários de entorpecentes. A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.
POLÍCIA
Polícia apura vazamento em operação contra facção
Investigação aponta que informações sigilosas teriam chegado aos alvos antes do cumprimento de diligências; quatro mandados foram cumpridos
A Polícia Civil investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas que teria permitido a integrantes de uma organização criminosa antecipar diligências policiais realizadas em um condomínio residencial de Cuiabá, frustrando parte das ações e dificultando o cumprimento de medidas judiciais.
As investigações apontam que, menos de 24 horas após uma diligência sigilosa realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), pessoas ligadas aos investigados tiveram conhecimento da presença da equipe policial no local. Uma imagem de um policial civil, registrada pelo sistema interno de videomonitoramento do condomínio, teria sido compartilhada em grupos de WhatsApp.
Segundo a Polícia Civil, as informações teriam sido repassadas por funcionários e intermediários até chegarem a familiares de pessoas investigadas por possível ligação com uma organização criminosa.
A apuração também identificou que, dias depois, durante outra operação policial, diversos alvos não foram encontrados para o cumprimento das ordens judiciais. Para os investigadores, a circunstância reforça a suspeita de que informações sobre a atuação policial foram repassadas antecipadamente aos investigados.
Para aprofundar as investigações, a Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (8), a Operação Backchannel. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Cuiabá.
As ordens judiciais têm como objetivo identificar quem acessou, registrou, compartilhou ou utilizou as informações sigilosas relacionadas às diligências policiais.
O nome da operação faz referência ao termo em inglês Backchannel (“canal paralelo”), utilizado para designar uma rede informal e clandestina de comunicação que, segundo a investigação, teria sido usada para alertar investigados sobre a atuação da Polícia Civil.
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