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MISTÉRIO

Homem é encontrado morto em chácara e polícia apura causa

Vítima havia deixado um grupo de pessoas para seguir até a residência na propriedade rural e foi encontrada caída cerca de 30 minutos depois

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POLÍCIA

O corpo deverá passar por exames periciais que poderão indicar o que provocou o óbito

Um homem de 51 anos foi encontrado morto no fim da tarde deste domingo (28) em uma chácara localizada na zona rural de Santa Carmem. A vítima foi identificada como Ismael José Teixeira. As circunstâncias da morte ainda são desconhecidas e serão investigadas pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada pela equipe de plantão do Hospital Municipal após a localização do corpo na propriedade rural. Quando os profissionais de saúde chegaram ao local, constataram que Ismael já estava sem vida.

Conforme relato de uma testemunha aos policiais, a vítima estava reunida com outras pessoas na propriedade e, por volta das 17h, deixou o grupo para seguir até sua residência, localizada na mesma chácara. Cerca de 30 minutos depois, Ismael foi encontrado caído no chão, momento em que a equipe de saúde foi acionada, mas apenas pôde confirmar o óbito.

Durante o atendimento da ocorrência, a testemunha informou à Polícia Militar que não houve qualquer discussão ou agressão envolvendo a vítima naquele dia. Ela relatou apenas que os dois haviam se desentendido há cerca de duas ou três semanas, em razão do consumo excessivo de bebida alcoólica por parte de Ismael.

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A Polícia Civil foi comunicada sobre a ocorrência e ficará responsável por investigar a causa e as circunstâncias da morte. O corpo deverá passar por exames periciais que poderão indicar o que provocou o óbito.

Ainda conforme o registro policial, a testemunha ficou encarregada de acompanhar os procedimentos para emissão da documentação médica e comunicar os familiares da vítima, que residem no Paraná, para as providências relacionadas ao traslado do corpo.

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POLÍCIA

Fantástico revela domínio do CV em garimpo ilegal de MT

Reportagem especial acompanhou operação na Terra Indígena Sararé e mostrou como a facção passou a controlar a extração ilegal de ouro

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A Terra Indígena Sararé, pertencente ao povo Nambikwara desde 1985, possui cerca de 67 mil hectares

Uma reportagem especial de cerca de 14 minutos exibida pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (28), revelou a dimensão do avanço do Comando Vermelho sobre o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso. A equipe acompanhou uma megaoperação das forças federais e mostrou como a facção criminosa passou de segurança armada dos garimpeiros ao controle de um dos principais polos de extração clandestina de ouro do estado, utilizando o minério para financiar outras atividades criminosas.

As investigações da Polícia Federal apontam que a atuação da facção começou em 2023, quando integrantes do Comando Vermelho passaram a oferecer proteção armada aos garimpeiros que exploravam ilegalmente a área indígena. Com o tempo, o grupo criminoso assumiu o controle da atividade e passou a utilizar o ouro como moeda de troca para aquisição de drogas e armamentos em países vizinhos.

“Eles utilizam ouro como moeda de troca, encaminham esse ouro para países vizinhos e recebem de volta entorpecentes ou armamentos”, afirmou o delegado da Polícia Federal, Rodrigo Vitorino, durante a reportagem.

A Terra Indígena Sararé, pertencente ao povo Nambikwara desde 1985, possui cerca de 67 mil hectares distribuídos entre três municípios de Mato Grosso. Levantamentos apresentados na reportagem apontam a existência de 1.117 pontos de garimpo ilegal na área. Até poucos meses atrás, aproximadamente 2 mil pessoas atuavam na extração clandestina de ouro dentro do território.

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A exploração ilegal chegou a formar uma verdadeira estrutura urbana em um dos pontos de mineração, conhecido como Garimpo Cururu.

“Aqui a gente tinha bar, tinha comércio, tinha farmácia. Você tinha toda uma estrutura de um vilarejo”, relatou o coordenador da operação pela Casa Civil, Nilton Tubino.

Segundo a Polícia Federal, além das cavas abertas pela mineração, os criminosos escavaram túneis utilizados para esconder armas, munições e facilitar rotas de fuga durante operações policiais. Imagens obtidas pelos investigadores também mostram integrantes da facção exibindo armamento de grosso calibre e escoltando máquinas utilizadas para abrir novas frentes de garimpo dentro da terra indígena.

Desde março, uma força-tarefa coordenada pela Casa Civil reúne Polícia Federal, Ibama, Funai, Força Nacional e outros órgãos federais para desarticular a estrutura criminosa instalada na região.

De acordo com o balanço apresentado na reportagem, a operação já resultou na apreensão de 153 quilos de ouro, mais de 42 mil litros de óleo diesel, destruição de 33 túneis, quase quatro toneladas de explosivos, 200 acampamentos, mais de 800 motores e 31 máquinas de escavação. Além disso, 72 pessoas foram presas, e o prejuízo estimado imposto ao garimpo ilegal supera R$ 110 milhões.

Na última quinta-feira (25), a Polícia Federal também cumpriu mandado de busca e apreensão contra um homem investigado por fornecer máquinas e fuzis aos integrantes da facção.

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“O armamento de grosso calibre adentrou a terra indígena a partir da presença dos faccionados. Os criminosos utilizam esconderijos para ocultar esse armamento e fugir pela mata quando há atuação policial”, explicou o delegado Rodrigo Vitorino.

Além da atuação do crime organizado, a reportagem destacou os graves impactos ambientais provocados pelo garimpo ilegal. Em alguns pontos, a retirada de terra atingiu o lençol freático, enquanto o Rio Sararé apresenta sinais de contaminação. O uso de substâncias como mercúrio e cianeto pode comprometer a recuperação da área por décadas ou até séculos.

“Pode demorar centenas de anos para que a área volte a se recuperar e permita o retorno de parte da flora e da fauna”, afirmou o agente do Ibama, Sérgio Suzuki.

Um indígena da etnia Nambikwara, que teve a identidade preservada por motivos de segurança, resumiu os impactos da atividade ilegal.

“Arrebentou toda a natureza, acabou. Ficou muito difícil para a gente sobreviver.”

Em nota exibida pelo programa, o Governo de Mato Grosso informou que está construindo uma base policial em um dos acessos à Terra Indígena Sararé para apoiar a atuação integrada entre as forças estaduais e federais e reiterou que permanece à disposição para atuar em parceria com o governo federal no combate aos crimes na região.

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