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RESGATE

Indígena desaparecido por cinco dias é encontrado vivo

Jovem de 25 anos foi localizado em área de mata na Terra Indígena Zoró e encaminhado para atendimento médico

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POLÍCIA

As buscas começaram após a Funai comunicar o desaparecimento às autoridade

O indígena de 25 anos que estava desaparecido há cinco dias na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia, foi encontrado com vida na tarde de quinta-feira (9). O jovem havia sido visto pela última vez no sábado (5) e foi localizado nas proximidades da Aldeia Ipewyrej, dentro do território indígena.

O desaparecimento mobilizou familiares, integrantes da comunidade e equipes especializadas de busca, que percorreram áreas de mata fechada até localizar a vítima por volta das 13h.

As buscas começaram após a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) comunicar o desaparecimento às autoridades. As equipes concentraram os trabalhos na região onde o indígena havia sido visto pela última vez e, com o avanço das diligências, ampliaram a área de procura para locais vizinhos.

Durante a operação foram utilizadas técnicas de rastreamento terrestre, cães farejadores e um drone equipado com câmera termal para ampliar o alcance das buscas na mata.

Depois de ser encontrado, o indígena recebeu os primeiros atendimentos médicos ainda na aldeia, com apoio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Em seguida, foi transportado de helicóptero para o município de Ji-Paraná (RO), onde passou por avaliação médica.

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A operação contou com a participação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, da Funai, da Sesai e de integrantes da própria comunidade indígena. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre as circunstâncias que levaram ao desaparecimento nem sobre o estado de saúde do jovem após o resgate.

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POLÍCIA

Facção usava bingos para lavar dinheiro e financiar crimes

Operação mira grupo suspeito de movimentar recursos do tráfico por meio de jogos de azar; casa de eventos foi fechada e três presos

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Uma casa de eventos em Rondonópolis funcionava como sede permanente de bingos ilegais controlados pela facção

Uma investigação da Polícia Civil revelou que uma facção criminosa utilizava bingos e jogos de azar para lavar dinheiro obtido com atividades ilícitas em Mato Grosso. O esquema, que teria movimentado valores incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, foi alvo da Operação Adsumus, deflagrada na manhã desta sexta-feira (10).

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados judiciais, entre eles três de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão das atividades de um estabelecimento comercial apontado como centro das operações do grupo criminoso. As ações ocorreram em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

Segundo a investigação, uma casa de eventos em Rondonópolis funcionava como sede permanente de bingos ilegais controlados pela facção. Além da exploração dos jogos, o local era utilizado para ocultar recursos provenientes de outros crimes, como tráfico de drogas e extorsão. Por determinação judicial, o estabelecimento foi lacrado e as máquinas de bingo, equipamentos de jogos e outros materiais foram apreendidos.

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As investigações apontam ainda que os envolvidos são suspeitos de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, extorsão, posse irregular de arma de fogo e facilitação da entrada de celulares em unidades prisionais.

O esquema foi descoberto durante a apuração de outro crime. O inquérito teve início após um roubo seguido de incêndio em uma padaria de Rondonópolis, registrado em fevereiro deste ano. Durante as diligências, a polícia identificou os autores, que fugiram do Estado.

Em maio, os dois suspeitos foram presos pela Polícia Rodoviária Federal quando viajavam em um ônibus interestadual com documentos falsos. Os celulares apreendidos com a dupla deram um novo rumo às investigações.

A análise do conteúdo dos aparelhos revelou a existência de uma célula da facção com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso e detalhou a estrutura utilizada pelo grupo para ocultar recursos e financiar atividades criminosas.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e concluir o inquérito policial, que deverá resultar no indiciamento dos envolvidos.

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