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EXPLORAÇÃO INFANTIL

Jovem é preso por suspeita de armazenar imagens de abuso

Investigado, de 22 anos, mantinha dezenas de arquivos com conteúdo de violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo a Polícia

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POLÍCIA

A apuração começou após a Polícia Civil receber informações sobre um usuário que estaria guardando esse tipo de conteúdo

Um jovem de 22 anos foi preso preventivamente nesta terça-feira (17), em Tangará da Serra, suspeito de armazenar dezenas de arquivos com imagens de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes. A prisão ocorreu durante a quinta fase da Operação CESI-MT, deflagrada pela Polícia Civil para combater crimes de abuso e exploração sexual infantojuvenil praticados pela internet.

As investigações apontaram que o suspeito mantinha arquivos de pornografia infantil armazenados em dispositivos eletrônicos. A apuração começou após a Polícia Civil receber informações sobre um usuário que estaria guardando esse tipo de conteúdo.

Com o avanço das diligências, a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) conseguiu identificar e localizar o investigado. A Justiça autorizou a prisão preventiva, além de mandado de busca e apreensão e o afastamento do sigilo telemático.

A operação também busca apreender celulares, computadores e outros dispositivos que possam conter material relacionado aos crimes e ajudar a polícia a dimensionar a extensão da atuação do suspeito.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Tangará da Serra. Os mandados são cumpridos por policiais da DRCI, com apoio da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher do município.

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A Operação CESI-MT faz referência à sigla Combate à Exploração Sexual Infantil em Mato Grosso e integra o trabalho investigativo da Polícia Civil no enfrentamento de crimes sexuais contra crianças e adolescentes praticados no ambiente digital.

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POLÍCIA

Grupo é alvo de operação por fraude em CAR de fazenda

Investigação aponta documentos falsos, tentativa de transferência de propriedade e uso de cadastro fraudulento para buscar crédito bancário

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Um dos cadastros fraudulentos foi utilizado para produzir uma avaliação rural de R$ 84 milhões

Um grupo suspeito de fraudar o cadastro ambiental e documentos de uma fazenda avaliada em R$ 84 milhões é alvo da Operação Canadá, deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Civil de Mato Grosso. Ao todo, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em quatro cidades de Mato Grosso e no município de Tailândia, no Pará.

A investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) aponta que os suspeitos alteraram ilegalmente dados do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) para tentar assumir o controle de parte da propriedade rural localizada em Confresa.

Segundo a Polícia Civil, os legítimos proprietários descobriram a fraude após constatarem que a área do imóvel cadastrada no sistema havia sido deslocada eletronicamente para outra região de Mato Grosso. As senhas e os e-mails de acesso ao cadastro também teriam sido alterados sem autorização.

A partir das alterações, o grupo teria criado novos cadastros ambientais em nome dos proprietários e produzido documentos cartorários falsos, incluindo procurações públicas, substabelecimentos e escrituras de compra e venda. O objetivo, conforme a investigação, seria forjar a transferência da titularidade de parte da fazenda.

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Um dos cadastros fraudulentos foi utilizado para produzir uma avaliação rural de R$ 84 milhões. O documento teria sido apresentado como garantia em tentativas de obtenção de crédito junto a instituições financeiras.

A investigação também identificou suspeita de pagamento de propina a um escrevente para viabilizar o reconhecimento fraudulento de assinaturas em um documento falso de arrendamento da propriedade.

Os alvos da operação incluem engenheiros florestais, técnicos em agrimensura, responsáveis por empresas de topografia e engenharia e pessoas apontadas como procuradoras em atos cartorários suspeitos. As buscas são realizadas em Cuiabá, Rondonópolis, Ribeirão Cascalheira e Tailândia (PA).

Os investigados podem responder por fraude em informações ambientais, falsidade ideológica, falsificação de documento público, uso de documento falso, estelionato, corrupção ativa e associação criminosa.

A Justiça autorizou as 14 ordens de busca e apreensão por meio do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Barra do Garças. A ação mobiliza 54 policiais civis, além de equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil do Pará.

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A Sema e os proprietários da fazenda aparecem como vítimas na investigação. Segundo a Polícia Civil, não há indícios de participação de servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente nas fraudes.

O material apreendido será submetido a perícia e analisado pelo Núcleo de Inteligência da Dema para aprofundar a investigação e definir eventual indiciamento dos envolvidos.

O nome da Operação Canadá faz referência à propriedade rural que pertence a uma das vítimas.

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