VIOLÊNCIA EM CASA
Menina rompe silêncio de dois anos e denuncia estupro
A criança revelou o crime ao pai e disse que permaneceu em silêncio por medo e em razão da situação de vulnerabilidade
POLÍCIA
A investigação teve início em maio deste ano, após a vítima, de 12 anos, revelar ao pai que havia sido vítima de violência sexual praticada por um conhecido da família.
Conforme apurado, o crime ocorreu há cerca de dois anos. Desde então, por medo e em razão da situação de vulnerabilidade, a vítima permaneceu em silêncio.
Após o registro do boletim de ocorrência, a equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher passou a realizar diligências para esclarecer os fatos.
Durante a apuração, os policiais civis reuniram provas e evidências que fundamentaram o pedido de prisão preventiva do investigado, posteriormente deferido pela Justiça.
Com base na ordem judicial, os investigadores localizaram o suspeito em uma propriedade situada na zona rural de Rondonópolis.
Em cumprimento ao mandado de prisão preventiva, o suspeito foi conduzido para a adoção das providências cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil destaca que a denúncia é fundamental para o enfrentamento da violência sexual, pois permite o início das investigações, a responsabilização dos autores e a proteção de possíveis novas vítimas. A instituição orienta que qualquer suspeita ou informação sobre esse tipo de crime seja comunicada imediatamente às autoridades competentes.
POLÍCIA
Bebê de cinco meses sofre lesões na cabeça e babá é presa
Mãe encontrou a filha machucada ao ir amamentá-la; perícia descartou acidente e apontou que ferimentos foram provocados por ação contundente.
Uma bebê de apenas cinco meses foi encontrada com diversas lesões na cabeça e no rosto enquanto estava sob os cuidados de uma babá, em Gaúcha do Norte. A suspeita, de 23 anos, foi presa em flagrante na quarta-feira (15), investigada pelo crime de tortura após a perícia concluir que os ferimentos não foram provocados por acidente.
O caso veio à tona na terça-feira (14), quando a mãe da criança foi até a residência da babá para amamentar a filha e percebeu diversos machucados no rosto da bebê. Diante da situação, ela levou a criança imediatamente para atendimento médico.
No hospital, os profissionais descartaram a hipótese de queda acidental em razão da quantidade de lesões concentradas na região craniofacial. A partir daí, a Polícia Civil iniciou as investigações.
Segundo a apuração da Delegacia de Gaúcha do Norte, a criança permanecia diariamente aos cuidados da investigada e, no momento em que os ferimentos foram causados, apenas a babá estava com a bebê, o que afastou a participação de outras pessoas.
Em depoimento, a suspeita alegou que as lesões poderiam ter sido causadas pelo cinto de segurança do carrinho de bebê, afirmando que a criança teria dormido sobre o equipamento. A versão, no entanto, foi descartada pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que concluiu que os ferimentos foram provocados por ação contundente na cabeça, incompatível com marcas deixadas por cintos ou dispositivos de contenção.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Polícia Civil autuou a mulher em flagrante pelo crime de tortura. Ela foi encaminhada à disposição da Justiça e deverá passar por audiência de custódia.
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