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SAÚDE PÚBLICA

Casos de chikungunya caem 99% em Cuiabá em 2026

Capital registrou redução nas notificações das duas doenças em 2026; um óbito por dengue foi confirmado neste ano.

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COTIDIANO

Até 2 de julho, Cuiabá registrou 1.295 notificações de dengue, sendo 568 casos confirmados

Os casos de dengue e chikungunya continuam em queda em Cuiabá em 2026. Dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde mostram que as notificações das duas doenças diminuíram em relação ao mesmo período do ano passado, reflexo das ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e da redução da circulação dos vírus na capital.

Somente na 25ª Semana Epidemiológica, foram notificados nove casos de dengue e três de chikungunya. No acumulado do ano, a média semanal de notificações de dengue caiu de 75,6 para 51,8 casos. A redução mais expressiva ocorreu na chikungunya, que despencou de uma média de 434,9 notificações por semana em 2025 para apenas 4,8 neste ano.

Até 2 de julho, Cuiabá registrou 1.295 notificações de dengue, sendo 568 casos confirmados. A doença provocou uma morte, enquanto outro óbito ainda é investigado. A incidência é de 70,5 casos a cada 100 mil habitantes.

Em relação à chikungunya, foram notificadas 121 ocorrências, com 115 confirmações e nenhum óbito. A incidência é de 7,8 casos por 100 mil habitantes. Já a zika teve baixa circulação, com oito notificações e apenas três casos confirmados.

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Mesmo com os números em queda, a Secretaria de Saúde mantém as ações de combate ao mosquito. Desde o início do ano, agentes de vigilância vistoriaram quase 575 mil imóveis na capital. Durante as inspeções, mais de 60 mil imóveis receberam tratamento, cerca de 68 mil depósitos com água passaram por controle e mais de 17 mil criadouros considerados de risco foram eliminados.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, avalia que os resultados refletem o trabalho realizado pelas equipes, mas alerta que o cenário exige atenção permanente.

“A redução dos casos é um resultado importante, fruto do trabalho contínuo das equipes de vigilância e da atenção básica. No entanto, o combate ao mosquito precisa ser diário. A maior parte dos criadouros ainda está dentro das residências, por isso contamos com o apoio da população para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água”, afirmou.

A orientação da pasta é que os moradores mantenham caixas d’água tampadas, eliminem recipientes que acumulem água e façam inspeções frequentes em calhas, vasos de plantas, pneus e outros objetos que possam servir de criadouro para o mosquito.

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A vacinação contra a dengue segue disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele ou dor intensa nas articulações, a recomendação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.

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COTIDIANO

Sindicato rural cobra investigação sobre queimada do ICMBio

Entidade afirma que atividade precisa ser esclarecida e defende que órgãos ambientais obedeçam às mesmas regras exigidas dos produtores

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O episódio também reacende a discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal

O Sindicato Rural de Poconé cobrou investigação sobre a ocorrência registrada na segunda-feira (7) em uma área próxima à base operacional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Poconé. Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, uma equipe do Corpo de Bombeiros identificou uma área com queima de madeira nas proximidades da estrutura do instituto e conduziu um servidor à Delegacia de Polícia Civil.

Posteriormente, o ICMBio informou que não houve detenção e esclareceu que a atividade tinha caráter preventivo, com queima controlada de resíduos vegetais provenientes da limpeza da área.

Diante das versões apresentadas, o Sindicato Rural defende, em nota à imprensa, que sejam esclarecidas as circunstâncias da ocorrência, incluindo a natureza da atividade, eventual autorização, o local exato onde ocorreu a queima, os procedimentos adotados e os critérios técnicos e legais utilizados. A entidade afirma que não pretende antecipar qualquer julgamento sobre responsabilidades, mas considera necessária uma apuração imparcial e transparente.

Para o sindicato, o episódio também reacende uma discussão sobre o tratamento dado aos produtores rurais durante o período de incêndios no Pantanal. A entidade afirma que pecuaristas que vivem na região enfrentam anualmente períodos de seca extrema e, em muitos casos, estão entre os primeiros a atuar no combate ao fogo.

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“O setor produtivo não defende o uso irregular do fogo. Defende segurança jurídica, critérios técnicos objetivos, orientação adequada e igualdade de tratamento perante a lei”, afirma o Sindicato Rural de Poconé.

A entidade questiona ainda se os mesmos critérios e exigências aplicados aos produtores rurais para o uso do fogo também são observados em atividades de prevenção e manejo realizadas por órgãos ambientais dentro ou no entorno de unidades de conservação.

O sindicato cita como exemplo as exigências feitas aos produtores, como autorizações, procedimentos específicos, equipamentos, aceiros e registros, e defende que eventuais atividades de manejo do fogo realizadas por órgãos públicos também sejam submetidas a critérios técnicos e legais claros.

Além da investigação sobre o episódio, a entidade defende maior participação dos produtores rurais, sindicatos, comunidades locais, municípios, Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais e instituições de pesquisa na formulação das políticas de prevenção e combate aos incêndios.

Outro ponto levantado é a criação e ampliação de unidades de conservação no Pantanal, incluindo medidas relacionadas ao Parque Nacional do Pantanal e à Estação Ecológica de Taiamã. O sindicato afirma reconhecer a importância da conservação ambiental, mas sustenta que a ampliação das áreas protegidas deve ser acompanhada de estrutura, gestão, fiscalização e capacidade efetiva de prevenção e combate aos incêndios.

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Ao final, a entidade defende que as políticas para o Pantanal sejam baseadas em ciência, diálogo e conhecimento local. Para o sindicato, o enfrentamento aos incêndios exige maior estrutura e integração entre os órgãos públicos, além de regras claras e fiscalização imparcial.

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