PODER PARALELO
Polícia mira facção suspeita de movimentar tráfico e lavar dinheiro
Investigação identificou grupo envolvido ainda em roubos, furtos, torturas e homicídios; seis investigados são alvos de mandados de prisão
POLÍCIA
Uma célula de uma facção criminosa instalada nos municípios de Matupá e Sinop é investigada por estruturar um esquema de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro na região norte de Mato Grosso. Além da comercialização de entorpecentes, os integrantes do grupo também são apontados como envolvidos em roubos, furtos, torturas e homicídios.
As investigações começaram em fevereiro deste ano e, ao longo de quase seis meses, a Polícia Civil identificou os integrantes da organização, a forma de atuação do grupo e o esquema utilizado para ocultar os valores obtidos com as atividades ilícitas. As apurações revelaram que a facção mantinha uma estrutura organizada para o comércio de drogas entre os dois municípios e utilizava mecanismos para dar aparência legal ao dinheiro movimentado.
Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça expediu 25 ordens judiciais, cumpridas na manhã desta sexta-feira (31), durante a Operação Opus Nequam, deflagrada pela Polícia Civil.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão, seis ordens de bloqueio de contas bancárias, seis de quebra de sigilo telefônico e o sequestro de um veículo utilizado pelo grupo criminoso.
As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, após representação da Delegacia de Polícia de Matupá e parecer favorável do Ministério Público Estadual.
A operação mobilizou cerca de 30 policiais civis e foi coordenada pela Delegacia de Matupá, com apoio da Delegacia Regional de Guarantã do Norte, das delegacias de Peixoto de Azevedo e Guarantã do Norte, além da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop.
POLÍCIA
Homem exige R$ 2 mil para devolver Pix recebido por engano
Vítima transferiu R$ 5 mil para a conta errada; dinheiro só foi restituído após intervenção da Polícia Civil
Um morador de Nobres é investigado após exigir R$ 2 mil para devolver R$ 5 mil que recebeu por engano em uma transferência via Pix. O dinheiro havia sido enviado por equívoco pelo filho de um morador de Rondolândia, que digitou uma chave bancária diferente da destinatária correta.
Ao perceber o erro, a vítima procurou a Delegacia de Polícia de Rondolândia e registrou a ocorrência. As investigações identificaram que o valor havia sido creditado na conta de um morador de Nobres, que foi localizado com o apoio da Polícia Civil do município.
Segundo a investigação, ao ser informado sobre a transferência equivocada, o homem se recusou inicialmente a devolver o dinheiro e condicionou a restituição ao pagamento de R$ 2 mil pela vítima.
Após a intervenção dos policiais civis e das medidas adotadas durante a apuração, o destinatário devolveu integralmente os R$ 5 mil, encerrando o prejuízo financeiro causado pela transferência realizada por engano.
A Polícia Civil alerta que quem recebe valores por erro em transferência bancária não pode se apropriar do dinheiro nem exigir qualquer tipo de compensação para efetuar a devolução. A retenção indevida de recursos recebidos por equívoco pode caracterizar crime e sujeitar o responsável às medidas previstas na legislação.
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