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CRIME ORGANIZADO

Tesoureiro do CV, assessor e advogada são presos em operação

Operação Replay também cumpre mandados contra advogada, assessor parlamentar da Câmara de Cuiabá e dois jogadores de futebol

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POLÍCIA

A Justiça também determinou o sequestro de imóveis e veículos avaliados em cerca de R$ 17,2 milhões

O tesoureiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”, é um dos principais alvos da Operação Replay, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (30). A investigação apura a atuação de uma estrutura criminosa voltada à lavagem de dinheiro e ao financiamento das atividades da facção, com ramificações em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Além de W.T., a Justiça expediu mandados de prisão preventiva contra a advogada Dayane Karol Moreira, os jogadores de futebol Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, e Brunno Passos, o “Brunninho”, além de outros integrantes apontados como responsáveis por diferentes funções dentro da organização criminosa.

Brunno Passos também ocupa um cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá. Nomeado em janeiro deste ano, ele recebe salário de R$ 2.250, conforme informações do Portal da Transparência.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), apontam que o grupo mantinha um núcleo financeiro estruturado, com operadores responsáveis pela movimentação de recursos, utilização de contas bancárias de terceiros e aquisição de imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

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Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a forma como a liderança mantinha contato com os demais integrantes. Segundo a Polícia Civil, o mesmo chip telefônico foi utilizado em sete aparelhos diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026, estratégia que teria permitido a continuidade das comunicações clandestinas mesmo durante o período de encarceramento. As mensagens interceptadas mostram ordens para cobranças, movimentação de recursos, prestação de contas e distribuição de valores entre diferentes núcleos da organização.

Entre os bens alcançados pelas medidas judiciais estão um apartamento de luxo em Itapema (SC), avaliado em cerca de R$ 3 milhões, outro imóvel de alto padrão em Balneário Camboriú (SC), estimado em R$ 6 milhões, uma casa em condomínio na região de Camboriú, também avaliada em R$ 6 milhões, além de uma residência em Cuiabá, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 15,3 milhões em ativos financeiros relacionados à contabilidade encontrada durante a investigação.

Com base nas provas reunidas, a Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) deflagrou, nesta quinta-feira (30), a Operação Replay para cumprir 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú, Itapema e Rio de Janeiro.

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A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra e investiga crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.

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Empresário é investigado por estuprar a própria irmã adolescente

Crimes teriam sido cometidos contra a vítima ainda adolescente; investigado foi preso preventivamente após análise de arquivos armazenados

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Ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe e encaminhado ao sistema prisional
Um empresário de 29 anos é alvo de investigações por suspeita de praticar violência sexual contra a própria irmã, que era adolescente na época dos fatos, além de armazenar material de pornografia infantil. O caso vinha sendo apurado sigilosamente ao longo dos últimos 10 meses.

De acordo com as apurações do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher de Nova Mutum, a produção de provas contra o suspeito se intensificou após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Na ocasião, dispositivos eletrônicos utilizados por ele foram recolhidos para perícia. A análise dos aparelhos revelou a presença de inúmeros arquivos com conteúdo de pornografia infantil, consolidando os indícios dos crimes investigados.

Diante do conjunto probatório reunido sobre os crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de conteúdo ilícito, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do investigado. A ordem judicial foi expedida pela 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum.

No final da tarde de quarta-feira (29), equipes policiais localizaram e prenderam o suspeito em uma residência situada no bairro Flor do Cerrado, no mesmo município. Ele foi conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe e encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

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