CORRIDA AO SENADO
Avante oficializa Galvan ao Senado e indefinido sobre Governo
Convenção estadual também homologa nove candidatos à Câmara Federal; partido ainda discute alianças para a eleição ao Palácio Paiaguás
POLÍTICA
O Avante oficializa, nesta terça-feira (5) às 18 horas, a candidatura do produtor rural Antônio Galvan ao Senado Federal durante a convenção estadual em Cuiabá. A legenda também homologará a chapa de candidatos à Câmara dos Deputados. Por ora, ainda não está definido sobre qual projeto apoiará na disputa pelo Governo de Mato Grosso.
Principal nome do partido para a eleição de 2026, Galvan chega à convenção após intensificar agendas pelo interior do Estado e consolidar sua pré-candidatura. Na última eleição ao Senado, em 2022, ele recebeu mais de 337 mil votos e terminou a disputa na segunda colocação.
“O Avante construiu um projeto sólido, com pessoas preparadas e comprometidas com Mato Grosso. Nossa convenção marca o início de uma caminhada ainda mais organizada, com responsabilidade e diálogo com a população. Queremos ampliar a voz de quem produz, trabalha e empreende”, afirmou Galvan.
Além da candidatura ao Senado, o Avante confirmou nove nomes para disputar vagas na Câmara Federal. São eles: Charles Fernando, Ivina da Enfermagem, Jamilson Moura, Lidiane Aburad, Luís Costa, Maicon Pereira, Mirão, Paula Boaventura e pastor Neviton.
Apesar de definir sua chapa proporcional e confirmar Galvan como candidato ao Senado, o partido deixou em aberto a posição que adotará na eleição para o Governo do Estado. Segundo a direção da legenda, as conversas sobre eventuais alianças seguem em andamento.
“Seguiremos percorrendo Mato Grosso e ouvindo as pessoas. A política precisa representar quem sustenta este país com trabalho, honestidade e liberdade”, concluiu Galvan.
POLÍTICA
“Os bolsonaristas mereciam ser ouvidos”, dispara Zé Medeiros
O parlamentar afirmou que a escolha foi imposta sem diálogo com a base bolsonarista do estado e defendeu que deveria ser ouvidos
O deputado federal Zé Medeiros (PL) criticou, nesta segunda (3), a decisão da direção nacional do Partido Liberal de definir a composição da chapa ao Senado em Mato Grosso em aliança com o MDB. O parlamentar afirmou que a escolha foi imposta sem diálogo com a base bolsonarista do estado e defendeu que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro deveriam ter sido ouvidos antes da definição.
Medeiros advertiu que a defesa da liberdade e a eleição de representantes comprometidos com as pautas do ex-presidente deveria ser a prioridade do PL e garantiu que não recuar do seu compromisso com Bolsonaro.
“Nossa obrigação como bolsonarista é eleger quem tenha compromisso real e inabalável com a liberdade das pessoas. Quem tenha coragem de enfrentar o sistema e não abaixar a cabeça. Quero deixar claro que a minha linha continua sendo a linha do presidente Jair Bolsonaro. Sem desvio, sem rodeios e sem meias palavras”, afirmou.
O deputado disse que não concorda com a forma como a decisão foi conduzida e afirmou que a falta de diálogo pode enfraquecer a unidade do grupo político.
“Nós merecíamos ser ouvidos. Os bolsonaristas mereciam ser ouvidos. No fim, o voto que levou toda essa grandeza ao PL foi o voto do bolsonarista. Quando a decisão vem de cima para baixo, sem diálogo, a gente corre o risco de enfraquecer exatamente o que mais precisa: a unidade verdadeira”, declarou.
Apesar das críticas, Medeiros afirmou que permanecerá no Partido Liberal e seguirá defendendo as mesmas bandeiras.
“Eu continuo no PL, continuo bolsonarista e continuo na luta. Mas não vou fingir que está tudo bem ou que concordo com tudo só para agradar. Vamos continuar firmes, de cabeça erguida, com o objetivo de lutar pela liberdade do presidente Jair Bolsonaro e dos presos políticos”, concluiu.
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