ATRITO NO PL
Wellington constrange Flavio, que ignora Janaína
Segundo apurou o Minuto MT, a tendência é que a sigla se agrupe em dois grupos distintos: a bolsonarista e a valdemarista
ESPIA AÍ
O candidato a governador pelo PL em Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), participou de evento político ao lado do presidenciável da sigla bolsonarista, Flávio Bolsonaro, e criou um momento constrangedor para o 01 de Bolsonaro ao citar Janaína Riva (MDB) e Zé Medeiros (PL) como os postulantes ao Senado Federal pela chapa que encabeça.
Contudo, mesmo com todo esforço de Fagundes pela nora – só não maior do que o feito para emplacá-la no grupo – Flávio só soltou um “Bora Zé”, fazendo referência a Medeiros e não entrou na onda de Wellington. A vinda de Janaína e do MDB acontece sob protestos de aliados mais próximos de Jair Bolsonaro e deve rachar a sigla.
Segundo apurou o Minuto MT, a tendência é que a sigla se agrupe em dois grupos distintos com a ala bolsonarista, que deve ter como principal projeto atender o apelo de Jair Bolsonaro para eleger Medeiros ao Senado, e a ala Valdemarista, que prioriza Janaína e Wellington. Ambas só devem falar a mesma língua por Flavio Bolsonaro, na busca de derrubar o PT na cena nacional.
ASSISTA A TENTATIVA FRUSTRADA DE FAGUNDES:
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Gritaria, insultos e vaias marcam convenção do União Brasil
Mauro Mendes é homologado ao Senado, mas decisão sobre apoio ao Governo ou candidatura própria fica nas mãos de 51 convencionais
A convenção estadual do União Brasil foi marcada por gritaria, vaias e troca de acusações nesta quinta-feira (30), durante a votação que definirá se a legenda lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso, com o senador Jayme Campos, ou se integrará a coligação de apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Apesar do clima de tensão, o partido homologou a candidatura do ex-governador Mauro Mendes ao Senado e aprovou as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados.
Ao todo, foram homologadas as candidaturas de nove nomes a deputado estadual e seis a deputado federal. A definição sobre o projeto majoritário, no entanto, foi submetida aos 51 convencionais presentes, por meio de votação secreta prevista no estatuto da legenda. O resultado definirá se o União Brasil terá candidato próprio ao Palácio Paiaguás ou se apoiará a chapa encabeçada por Pivetta.
O momento mais tenso da convenção ocorreu quando o deputado estadual Júlio Campos questionou a legalidade da votação. O parlamentar apresentou questões de ordem alegando que não seria possível deliberar sobre uma eventual coligação com o Republicanos porque, segundo ele, não haveria manifestação formal do partido nesse sentido. Enquanto defendia sua posição, apoiadores do grupo liderado por Jayme Campos interromperam os trabalhos com gritos, vaias e palavras de ordem contra Mauro Mendes, chamando-o de “ditador” e pedindo sua saída da presidência estadual da legenda.
Após mais de dez minutos de manifestação, Júlio Campos foi interrompido por Mauro Mendes, que alegou que o tempo regimental havia sido esgotado e determinou o prosseguimento da convenção. Mesmo diante do tumulto, o presidente estadual rejeitou todas as questões de ordem apresentadas e manteve a votação.
Mauro afirmou que a condução dos trabalhos respeitou integralmente o estatuto partidário e negou qualquer irregularidade na inclusão da proposta de coligação na cédula de votação.
“Não existe nenhum procedimento que diga que, para se manifestar um desejo de votação da convenção, tenha que vir uma formalização de outro partido. Nenhum partido de fora pode propor algo aqui dentro. Quem tem legitimidade para propor algo dentro da convenção são os filiados do partido. Dois filiados fizeram propostas divergentes, e essas duas propostas estão sendo levadas à votação em regime secreto, que é exatamente o que estabelece o nosso estatuto partidário. Estou muito seguro no jurídico do partido nacional e daqui de que não existe nada diferente disso previsto no estatuto”, afirmou.
Durante o debate, Mauro também rebateu críticas de que estaria traindo o União Brasil ao defender uma eventual aliança com o Republicanos. Em resposta às declarações do deputado Dilmar Dal’Bosco, que classificou a articulação como uma traição à legenda, o ex-governador afirmou que o apoio a candidaturas de outros partidos faz parte da história da sigla.
“O nosso partido, historicamente, por várias vezes decidiu apoiar candidatos de outros partidos. Eu não faria isso. Não é salutar dizer que quem está apoiando a proposta de coligar com outros está traindo o partido. Isso é uma opção política. Desde os tempos de Arena e PFL, por diversas vezes fizemos a opção de apoiar outras agremiações partidárias”, declarou.
A apuração da votação secreta definirá se o União Brasil caminhará com candidatura própria ao Governo do Estado, liderada por Jayme Campos, ou se oficializará a aliança com o Republicanos na disputa pelo Palácio Paiaguás. Enquanto isso, a candidatura de Mauro Mendes ao Senado já está oficialmente homologada pela convenção.
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