ALIANÇA COM MDB
"Os bolsonaristas mereciam ser ouvidos", dispara Zé Medeiros
O parlamentar afirmou que a escolha foi imposta sem diálogo com a base bolsonarista do estado e defendeu que deveria ser ouvidos
POLÍTICA
O deputado federal Zé Medeiros (PL) criticou, nesta segunda (3), a decisão da direção nacional do Partido Liberal de definir a composição da chapa ao Senado em Mato Grosso em aliança com o MDB. O parlamentar afirmou que a escolha foi imposta sem diálogo com a base bolsonarista do estado e defendeu que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro deveriam ter sido ouvidos antes da definição.
Medeiros advertiu que a defesa da liberdade e a eleição de representantes comprometidos com as pautas do ex-presidente deveria ser a prioridade do PL e garantiu que não recuar do seu compromisso com Bolsonaro.
“Nossa obrigação como bolsonarista é eleger quem tenha compromisso real e inabalável com a liberdade das pessoas. Quem tenha coragem de enfrentar o sistema e não abaixar a cabeça. Quero deixar claro que a minha linha continua sendo a linha do presidente Jair Bolsonaro. Sem desvio, sem rodeios e sem meias palavras”, afirmou.
O deputado disse que não concorda com a forma como a decisão foi conduzida e afirmou que a falta de diálogo pode enfraquecer a unidade do grupo político.
“Nós merecíamos ser ouvidos. Os bolsonaristas mereciam ser ouvidos. No fim, o voto que levou toda essa grandeza ao PL foi o voto do bolsonarista. Quando a decisão vem de cima para baixo, sem diálogo, a gente corre o risco de enfraquecer exatamente o que mais precisa: a unidade verdadeira”, declarou.
Apesar das críticas, Medeiros afirmou que permanecerá no Partido Liberal e seguirá defendendo as mesmas bandeiras.
“Eu continuo no PL, continuo bolsonarista e continuo na luta. Mas não vou fingir que está tudo bem ou que concordo com tudo só para agradar. Vamos continuar firmes, de cabeça erguida, com o objetivo de lutar pela liberdade do presidente Jair Bolsonaro e dos presos políticos”, concluiu.
POLÍTICA
Max vira fiel da balança entre Pivetta e Wellington e indicará vice
O deputado negocia espaço na composição da chapa majoritária e poderá ter influência decisiva na escolha do candidato a vice-governador
Os dois principais grupos que disputam o Palácio Paiaguás aguardam a decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), sobre com qual projeto caminhará nas eleições. Tratado como fiel da balança pelas articulações de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), o deputado negocia espaço na composição da chapa majoritária e poderá ter influência decisiva na escolha do candidato a vice-governador da chapa com a qual decidir caminhar. O empresário Elson Ramos pode ser uma das indicações.
Com a convenção do seu partido marcada para esta terça-feira (4), Max tem mantido conversas com integrantes dos dois grupos antes de definir o posicionamento. O deputado ainda não anunciou publicamente qual projeto deverá apoiar e, atualmente, mantém a pré-candidatura à reeleição como deputado estadual.
Nesse cenário, o presidente da Assembleia teria como contrapartida espaço para indicar o novo candidato a vice-governador. Uma das possibilidades discutidas é o próprio Max assumir a condição de vice na chapa de Wellington. Essa alternativa, porém, é considerada a mais difícil, diante do projeto de reeleição do deputado e da posição de destaque que ele ocupa no Legislativo.
A possibilidade apontada como mais provável é a indicação de Elson Ramos para ocupar a vaga. O nome seria apresentado pelo grupo político ligado a Max como condição para a adesão a qualquer um dos projetos.
Fábio, por sua vez, mantém, até o momento, o projeto de disputar a reeleição. Mesmo assim, o nome do parlamentar é tratado internamente como uma das principais opções para compor a chapa liderada por Pivetta.
A decisão também poderá provocar mudanças nas candidaturas proporcionais. Caso Max aceite disputar a vice-governadoria, deixaria de concorrer à reeleição para a Assembleia. Se apenas indicar um aliado, poderá permanecer na disputa por novo mandato e, ao mesmo tempo, integrar uma das chapas majoritárias.
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