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FUNDO DA MT PAR

Cidinho nega irregularidade em fundo citado por elo com PCC

Ex-senador diz que fundo teve uso específico, gerou economia milionária e critica versão levada à CPI pelo ex-governador Pedro Taques

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POLÍTICA

Ex-senador sustenta que fundo destravou concessão e rebate suspeitas levantadas em Brasília

O ex-senador Cidinho Santos saiu em defesa do fundo estruturado pela MT Participações (MT Par) para viabilizar a concessão da BR-163/364. Durante o último evento que compareceu como presidente do Conselho da Nova Rota Oeste, na quinta-feira (16), ele rebateu declarações feitas pelo ex-governador Pedro Taques na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, que colocaram em dúvida a operação. Sem citar diretamente o autor das críticas, ele afirmou que há distorção dos fatos e desconhecimento técnico sobre o modelo adotado.

“O fundo foi criado exclusivamente para resolver a dívida e gerar economia para o Estado. Tem gente que não entende a operação e acaba falando bobagem”, afirmou durante painel na 3ª Conferência Internacional Unem Datagro sobre o etanol de milho, em Cuiabá.

A reação ocorre após declarações de Taques, após a exposição de informações sobre o MTPar Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), que recebeu R$ 448 milhões do Governo de Mato Grosso em 2023 e aparece no centro de questionamentos por ter aplicado cerca de R$ 1,1 milhão em outro fundo que, segundo denúncias e reportagens citadas no debate político, mantém conexões com estruturas investigadas por relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Cidinho negou qualquer irregularidade e disse que o fundo teve finalidade específica: viabilizar o pagamento da dívida da antiga concessionária e permitir a retomada dos investimentos na rodovia. Segundo ele, a dívida da concessionária ultrapassava R$ 1,1 bilhão, mas foi liquidada por cerca de R$ 450 milhões após negociação com credores. A estrutura financeira adotada também permitiu uma economia tributária estimada em R$ 190 milhões.

“O que seria pago acima de R$ 600 milhões acabou sendo resolvido por R$ 450 milhões. Isso só foi possível com a engenharia financeira adotada naquele momento”, disse.

A controvérsia ganhou força depois que veio à tona a informação de que o MTPar FIDC investiu recursos no Money Market Fundo de Investimento Renda Fixa, que também recebeu aportes de outros fundos apontados como vinculados a operações financeiras sob investigação por lavagem de dinheiro e suposta movimentação de recursos da facção criminosa. Foi com base nessa cadeia de investimentos que o caso passou a ser explorado politicamente por adversários do governo.

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Cidinho, porém, insiste que a criação do fundo estadual não teve irregularidade e que seu objetivo foi estritamente financeiro e operacional: destravar a concessão e permitir a retomada das obras da BR-163.

“Esse fundo só foi utilizado naquele momento para esse fim. O resultado está aí: a obra está andando e a dívida foi resolvida”, afirmou.

Na fala, o ex-senador também resgatou o histórico da concessão para sustentar sua defesa. Segundo ele, a BR-163 ficou praticamente oito anos sem obras estruturantes, com a arrecadação de pedágio comprometida quase exclusivamente com pagamento de juros e manutenção mínima, até que o Estado assumiu a concessão por meio da MT Par.

“O pedágio que se arrecadava naquele momento basicamente só pagava juros e fazia um simples tapa-buraco, não conseguia fazer investimento”, declarou.

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POLÍTICA

Titular da Sinfra assume comando da Nova Rota Oeste

Secretário foi indicado pelo governador Otaviano Pivetta com meta de acelerar as obras na BR-163 em Mato Grosso

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Ele assume e presidência do Conselho no lugar de Cidinho Santos

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, foi escolhido pelo governador Otaviano Pivetta para assumir a presidência do Conselho Administrativo e Fiscal da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela BR-163 em Mato Grosso. A definição ocorreu nesta quinta-feira (16.4).

“É a maior concessão de Mato Grosso e precisa de um nome à altura. O secretário Marcelo já mostrou, nesses sete anos e três meses de governo, que tem a nossa confiança e a confiança de todo o povo mato-grossense, principalmente pelos resultados entregues na infraestrutura de todo Estado”, afirmou o governador.

Marcelo vai acumular a nova função com o cargo de secretário de Infraestrutura e Logística. “Mais uma missão do governador Otaviano Pivetta. Eu já fazia parte do conselho e agora assumo a presidência pra dar mais ritmo às obras, destravar o que for preciso e garantir mais eficiência. É uma determinação e vamos trabalhar pra entregar resultado”, destacou.

Ele assume e presidência do Conselho no lugar de Cidinho Santos. Desde 2023, o Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste já entregaram 230 quilômetros de duplicação da BR-163.

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Currículo

Arquiteto, Marcelo de Oliveira e Silva tem mais de 35 anos de atuação no serviço público em Mato Grosso. Ao longo da carreira, foi secretário de Obras de Cuiabá por cinco vezes, além de ter presidido e atuado como interventor na Sanecap. Também exerceu a função de secretário adjunto de Infraestrutura da Secopa.

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