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PARQUE NOVO MT

TCE apura denúncia sobre autódromo de R$ 208 milhões

Representação apresentada por Pedro Taques questiona possíveis conflitos de interesse envolvendo empresa contratada pela MT Par

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POLÍTICA

O foco da denúncia são três contratos firmados em 2025 entre a MT Participações e Projetos (MT Par) e a construtora MT Sul

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) abriu caminho para analisar uma denúncia que questiona a contratação da empresa responsável pelas obras do autódromo do Parque Novo Mato Grosso, empreendimento orçado em R$ 208 milhões. A decisão foi tomada pelo conselheiro Guilherme Maluf após o ex-governador Pedro Taques (PSB) reapresentar o caso na forma de denúncia, instrumento considerado adequado para que cidadãos provoquem a atuação da Corte de Contas. A informação é do jornal A Gazeta.

O foco da denúncia são três contratos firmados em 2025 entre a MT Participações e Projetos (MT Par) e a construtora MT Sul. Taques sustenta que há indícios de conflito de interesse em razão de vínculos familiares entre dirigentes da empresa vencedora da licitação e pessoas ligadas à condução do processo de contratação.

Segundo os apontamentos encaminhados ao TCE, a empresa é administrada por Victor Felisbino, que seria casado com uma sobrinha de Wener Santos, presidente da MT Par e responsável pela assinatura dos contratos. A denúncia também cita a relação familiar com o ex-senador Cidinho Santos, aliado político do grupo do governador Mauro Mendes (União).

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O mesmo caso já havia sido levado ao Tribunal anteriormente, mas não chegou a ser analisado. Na ocasião, Guilherme Maluf rejeitou o pedido por uma questão formal, já que a manifestação foi protocolada como representação, modalidade que não poderia ser utilizada por Taques. Na decisão, o conselheiro indicou que os fatos poderiam ser reapresentados por meio de denúncia, o que acabou ocorrendo.

Com a nova formalização, o processo passou a preencher os requisitos previstos pelo regimento interno da Corte e seguirá para análise técnica e eventual investigação dos fatos apontados.

A ofensiva contra os contratos do Parque Novo Mato Grosso integra uma série de questionamentos feitos por Pedro Taques à atual gestão estadual. Pré-candidato ao Senado em 2026, o ex-governador deve enfrentar no cenário eleitoral o grupo político liderado por Mauro Mendes. Em ocasiões anteriores, o governo do Estado classificou as acusações feitas por Taques como iniciativas com viés eleitoral e negou irregularidades.

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POLÍTICA

Mensagens com Zampieri eram sobre terras, diz Faissal

Deputado afirma que mensagens com Roberto Zampieri tratavam de disputa fundiária e não têm relação com investigação sobre venda de sentenças

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Segundo ele, suas movimentações financeiras decorrem exclusivamente da atividade advocatícia e do exercício do mandato parlamentar.

O deputado estadual Faissal Calil (PL) contestou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal na Operação Gemini e negou ter atuado como intermediador de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Pela primeira vez desde a deflagração da operação, o parlamentar afirmou que as acusações são baseadas em interpretações equivocadas de sua atividade profissional como advogado.

A Operação Gemini apura um suposto esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Judiciário mato-grossense. Entre os alvos está o desembargador Dirceu dos Santos, afastado do cargo por determinação judicial. Faissal foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve os sigilos telefônico e bancário quebrados. A investigação suspeita que ele teria atuado como operador financeiro e articulador do magistrado.

Durante entrevista à Rádio Cultura, o deputado afirmou que uma das principais evidências citadas pela investigação — mensagens trocadas com o advogado Roberto Zampieri horas antes de seu assassinato, em dezembro de 2023 — está relacionada a uma disputa fundiária em Ribeirão Cascalheira e não ao processo que deu origem à operação da PF.

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Segundo Faissal, ele representava o produtor rural Ildo Roque Guareschi, enquanto Zampieri atuava em favor de João Gontijo. As conversas tratariam de uma tentativa de acordo para encerrar um conflito envolvendo uma propriedade rural. O parlamentar afirmou que o advogado teria apresentado uma proposta inicial de R$ 2 milhões, valor que posteriormente teria sido reduzido durante as negociações.

O deputado também sustentou que os diálogos ocorreram antes da distribuição do processo investigado pela Polícia Federal e ressaltou que mantinha relação profissional de oposição a Zampieri. “Sempre estivemos em lados contrários das ações”, afirmou.

Faissal ainda rebateu informações que circularam após o cumprimento dos mandados de busca. Segundo ele, os agentes apreenderam apenas seu telefone celular e não encontraram armas, joias ou bens de alto valor em sua residência. O parlamentar disse ter fornecido espontaneamente todas as senhas solicitadas pela Polícia Federal.

Ao comentar a investigação, o deputado classificou a operação como uma tentativa de desgaste político e afirmou estar tranquilo em relação à quebra de seus sigilos. Segundo ele, suas movimentações financeiras decorrem exclusivamente da atividade advocatícia e do exercício do mandato parlamentar.

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Apesar de ser investigado, Faissal segue exercendo normalmente o cargo na Assembleia Legislativa, já que a decisão judicial não determinou seu afastamento das funções parlamentares.

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