CALENDÁRIO ELEITORAL
PL abre calendário das convenções em cenário de impasse político
PL abre o calendário no dia 22; União Brasil e centro-esquerda ainda tentam resolver disputas internas antes de homologar candidaturas
POLÍTICA
Faltando 4 dias para a abertura do prazo oficial para a realização das convenções, boa parte dos partidos em Mato Grosso já definiu a data dos seus eventos. Necessária para a homologação de candidaturas e formação de chapas, as convenções devem ser realizadas até o dia 5 de agosto e marcam efetivamente o início do período eleitoral. Entre as principais siglas, apenas os partidos de centro-esquerda não confirmaram a data dos seus encontros.
A primeira convenção a ser realizada em Mato Grosso será a do Partido Liberal. No dia 22 de julho, data escolhida em alusão ao número de urna da sigla, os convencionais deverão homologar as candidaturas do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado e do deputado federal José Medeiros (PL) ao Senado. A segunda vaga ao Senado deverá ser ocupada por outro partido.
Já no dia 30 de julho é a vez do União Brasil e do Progressistas, partidos que integram a Federação União Progressista, realizarem seus encontros. A convenção do União, inclusive, é a grande incógnita do período eleitoral em um cenário com praticamente todas as pré-candidaturas estão consolidadas. Isso porque o partido está dividido entre a candidatura do senador Jayme Campos (União), que pretende retornar 36 anos depois ao comando do Estado, e o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Mesmo que consiga o apoio da maioria dos 48 convencionais, Jayme não tem a candidatura garantida. Isso porque o Progressistas já se definiu pelo apoio ao atual governador e a decisão final passará pela direção da federação, tanto em Mato Grosso quanto em nível nacional. Para o Senado, a situação está pacificada e o governador Mauro Mendes (União) deverá ser o candidato do grupo.
Justamente por todo esse imbróglio que outras siglas acabaram marcando suas convenções para agosto. No dia 4, o Podemos, liderado pelo deputado estadual Max Russi (Podemos) define qual será o candidato ao governo apoiado pelo partido, podendo inclusive indicar o candidato a vice-governador em uma eventual composição.
Também em compasso de espera e com a convenção marcada para o dia 4, o MDB pretende homologar a candidatura ao Senado da deputada estadual Janaína Riva (MDB). A exemplo do Podemos, o partido também não definiu seu apoio a um dos grupos que tenta vencer a eleição para o Governo de Mato Grosso.
Por fim, no último dia previsto, o Republicanos, de Pivetta, realiza seu encontro. A ideia é justamente a de congregar os apoios angariados ao longo do período de convenções, realizando um grande ato que contará com siglas como o PSDB, que em 28 de julho deverá homologar o apoio à reeleição do atual governador.
Impasse
Já entre os partidos de centro-esquerda o cenário é de incerteza. Nenhum dos partidos que integram o grupo, Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B), PSD, PSB, PDT e Federação Rede-PSOL definiu a data do encontro. A ideia, de acordo com dirigentes de partidos que integram o grupo, é a realização de um ato em conjunto, mostrando a unidade do grupo.
No entanto, para que isso ocorra, é necessário aparar algumas arestas. Até então nome de consenso no campo, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) ganhou um adversário na sua intenção de concorrer ao governo, o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PSD). Caso consiga derrotar Natasha na convenção, Emanuel ainda terá que convencer os demais partidos a apoiá-lo. Isso porque a maior parte das siglas que integram o grupo já fechou questão quanto o apoio à médica.
Para o Senado, o único consenso do grupo é o apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD) que, inclusive, já anunciou até mesmo os seus suplentes. A segunda vaga ao Senado segue em disputa tendo de um lado o ex-governador Pedro Taques (PSB) e do outro a professora Patrícia Nogueira (PC do B). A expectativa é que estes impasses sejam resolvidos internamente, para só aí haver as convenções.
POLÍTICA
Cláudio diz que recebeu prefeitura sem controle das contas
Durante entrega de escola, ele afirmou que encontrou obras paradas e prometeu concluir projetos e deixar Rondonópolis melhor do que recebeu
O prefeito Cláudio Ferreira entregou nesta quinta feira (16), a EMEI Mateus Vinícius e aproveitou sua fala para fazer um balanço da gestão. “Nós vamos entregar uma cidade muito melhor do que recebemos”, afirmou, diante de populares, vereadores e servidores da Educação.
O prefeito lembra que Rondonópolis era, no início da atual gestão, a cidade com mais obras paradas no estado. Segundo o prefeito, a administração assumiu o compromisso de retomá-las: “Não vamos deixar nada para trás.” Ele afirmou que obras iniciadas de forma incorreta serão corrigidas e concluídas.
O prefeito relatou o cenário encontrado nas contas públicas. Afirmou que não houve transição efetiva com a gestão anterior e que a prefeitura estava ha mais de oito meses sem conciliação bancária, sem controle preciso sobre o caixa. “Arrecadava o dinheiro num dia e ficava olhando as obrigações para saber o que dava para honrar”, disse.
Sobre o momento atual, o prefeito citou avanços recentes: a chegada de novas empresas, e o andamento das obras no bairro Sagrada Família. Resumiu a diretriz da gestão: “Dar continuidade ao que é bom, parar o que é ruim e fazer o que nunca foi feito.”
A EMEI Mateus Vinícius foi entregue com capacidade para mais de 280 alunos e conta com uma estrutura, salas amplas e um inédito elevador na rede municipal.
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