DIREITA EM MT
Sobre aliança ao Senado, Flávio diz que decisão é de Medeiros
Segundo Flávio, Medeiros é quem vai decidir a melhor estratégia que o PL vai adotar em MT junto com Wellington e a bancada federal
POLÍTICA
O pré-candidato à Presidência da República, o senador, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a definição sobre uma eventual composição de chapa ao Senado em Mato Grosso com a deputada estadual, Janaina Riva (MDB), caberá exclusivamente ao crivo do deputado federal, José Medeiros (PL). A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na Norte Show, em Sinop (500 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (22), onde o filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) marcou presença.
Questionado sobre a possibilidade de Janaina compor como segunda opção ao Senado, já que duas vagas estarão em disputa ao chamado Alto Parlamento, Flávio evitou cravar qualquer alinhamento e reforçou que a estratégia será definida internamente pelo partido. “Quem vai tomar essa decisão vai ser o próprio Zé Medeiros, qual vai ser a estratégia melhor que o PL vai adotar aqui junto com o nosso pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes, e a nossa bancada de federais. Tudo tem que ser levado em consideração para ver qual vai ser o melhor caminho”, afirmou, reiterando em outro momento que Medeiros ao Senado é um projeto do pai, que possui “grande apreço” pelo aliado. O próprio Flávio ainda classificou Medeiros de “leal e muito querido”.
A composição com o MDB é defendida internamente pelo senador, Wellington Fagundes (PL), que é sogro de Janaína e candidato ao Governo pela sigla bolsonarista. Contudo, o debate sobre a possível união ocorre em meio a resistências dentro do próprio PL. Os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, e Abílio Brunini, de Cuiabá, ambos do PL e que disputaram contra o MDB em 2024, são contra a união, bem como o deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que é uma das vozes mais fortes do bolsonarismo em Mato Grosso. Outro a se posicionar sobre o assunto foi o também deputado estadual, Faissal Calil (PL), que pensa na mesma linha dos já citados.
O próprio Medeiros já se posicionou de forma crítica à hipótese de aliança com o MDB, levantando dúvidas sobre a coerência ideológica da chapa e o impacto eleitoral de uma eventual união. Em entrevistas recentes, o parlamentar afirmou que uma composição desse tipo poderia “confundir o eleitorado” e gerar desgaste político, em referência ao ex-deputado José Riva, condenado em escândalos de corrupção. Outro ponto destacado é a dificuldade de Janaína em se levantar contra o STF, o que é uma prioridade dentro do PL. A avaliação é que a parlamentar possui relacionamento aproximado com ministros supremos, em especial com os chamados carrascos da Direita, como é o caso do mato-grossense, Gilmar Mendes, de quem a emedebista nutre amizade pessoal.
Sobre o seu projeto presidencial em específico, Flávio não descartou receber apoios externos, mas indicou que isso não colocaria na mesa uma recíproca de apoio, já que voltou a enfatizar que o partido possui candidaturas oficiais. “Óbvio que eu aceito o apoio de todos, mas nós temos candidaturas oficiais aqui do PL”, completou, sinalizando cautela na construção de alianças fora da sigla.
POLÍTICA
Pivetta puxa coro de “saudade de Bolsonaro” e ataca corrupção
Governador defendeu o modelo de gestão implantado em que o Estado saiu de um cenário de desorganização para um ciclo de investimentos
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), subiu o tom do discurso e puxou um coro de saudade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a abertura da Norte Show, na noite de terça-feira (21), em um gesto político direto a um dia da visita do senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República, à feira.
Diante de produtores e empresários, Pivetta fez críticas duras ao Congresso Nacional e associou a crise do país à corrupção. “Saudade do Bolsonaro! Saudades, Bolsonaro!”, disse, ao encerrar uma sequência de ataques à política tradicional.
No discurso, o governador também afirmou que não há espaço para negociações dentro do governo estadual. “Lá, no governo do Estado, a gente não faz negócios. Nem com o senador. Não fazemos negócio com ninguém”, declarou, em tom de enfrentamento.
Sem citar nomes, ele ainda sugeriu que práticas irregulares estariam presentes em gestões municipais. “Sabemos que há prefeituras do interior com esse tipo de prática”, afirmou.
Ao mesmo tempo, Pivetta defendeu o modelo de gestão implantado nos últimos anos em Mato Grosso e afirmou que o Estado saiu de um cenário de desorganização para um ciclo de investimentos. Segundo ele, houve avanço na aplicação de recursos públicos e ampliação de obras estruturantes.
Nos bastidores, o discurso é visto como um ensaio do tom que deve marcar a disputa eleitoral no Estado. Ao combinar críticas à “velha política” com acenos ao eleitorado conservador, Pivetta tenta se posicionar como herdeiro da atual gestão, mas com discurso próprio e mais combativo.
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