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Café ganha força com chuvas durante a colheita e preocupa mercado sobre qualidade da safra brasileira
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O mercado de café voltou a registrar valorização nos últimos dias após um período de forte pressão causada pelo avanço da colheita da safra 2026/27 no Brasil. As chuvas que atingem importantes regiões produtoras interromperam o movimento de queda dos preços e passaram a sustentar as cotações tanto no mercado físico quanto nas bolsas internacionais.
De acordo com levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o início de junho foi marcado por recuos expressivos nos preços do café arábica em razão do avanço da colheita brasileira. No entanto, a partir da segunda semana do mês, as precipitações registradas em áreas produtoras alteraram o comportamento do mercado, reduzindo momentaneamente a oferta disponível e trazendo novas preocupações sobre a qualidade dos grãos.
Além de dificultar a retirada do café das lavouras, a umidade excessiva também compromete as etapas de secagem e beneficiamento, fatores considerados essenciais para a manutenção da qualidade do produto. Segundo agentes do setor, há relatos de lotes com qualidade inferior e peneiras menores quando comparados aos registrados na safra anterior.
Chuvas atrasam colheita e aumentam incertezas
O mercado acompanha atentamente o andamento da colheita brasileira, principal referência para a formação dos preços globais. Dados da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) mostram que os trabalhos alcançaram 15,8% da área cultivada até 13 de junho, avanço em relação aos 10,3% da semana anterior, mas ainda abaixo dos 17,8% observados no mesmo período do ano passado.
Analistas destacam que as chuvas associadas ao fenômeno El Niño têm provocado atrasos em diversas regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais e em São Paulo. A preocupação do mercado vai além do ritmo da colheita, envolvendo também possíveis impactos sobre a qualidade final do café que chegará ao mercado.
As previsões meteorológicas indicam a manutenção de instabilidades climáticas ao longo da segunda quinzena de junho, cenário que pode continuar limitando o avanço dos trabalhos de campo e restringindo a oferta disponível para comercialização.
Bolsa de Nova York registra forte recuperação
Refletindo esse cenário climático, o café arábica acumulou forte valorização na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Na sessão anterior, os contratos de setembro atingiram os níveis mais elevados em aproximadamente um mês, impulsionados pelas preocupações com a colheita brasileira e pela redução dos estoques certificados monitorados pela bolsa.
O movimento representa a quinta sessão consecutiva de alta para o arábica, demonstrando que o mercado voltou a incorporar um prêmio climático às cotações. Os investidores também seguem atentos ao período de notificação de entregas dos contratos futuros e ao aperto na oferta de curto prazo observado nos estoques globais.
Mesmo fatores tradicionalmente baixistas, como a valorização do dólar frente ao real e a queda do petróleo no mercado internacional, não foram suficientes para conter o avanço das cotações.
Nesta quarta-feira, os contratos futuros passaram por ajustes técnicos após as fortes altas recentes, mas mantiveram sustentação diante da permanência dos riscos climáticos e das incertezas sobre a qualidade da safra brasileira.
Robusta apresenta maior firmeza
Enquanto o arábica reage às questões climáticas e aos atrasos da colheita, o café robusta mantém um comportamento mais firme no mercado. Segundo pesquisadores do Cepea, a variedade encontra suporte adicional nas expectativas de uma produção menor em relação à temporada anterior.
Na Bolsa de Londres, referência para o robusta, os contratos seguem operando próximos das máximas recentes, refletindo um cenário de oferta mais ajustada e demanda consistente.
Mercado seguirá atento ao clima
Apesar das projeções oficiais apontarem para uma safra brasileira robusta em 2026/27, o mercado avalia que os desafios relacionados ao clima podem impactar a disponibilidade imediata de café de qualidade superior.
Com a continuidade das chuvas no cinturão cafeeiro brasileiro, as atenções permanecem concentradas no avanço da colheita, na evolução da qualidade dos grãos e no comportamento dos estoques globais. Enquanto persistirem as incertezas climáticas, a tendência é de manutenção da volatilidade nos preços e de um mercado altamente sensível às informações vindas das principais regiões produtoras do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Maceió é palco das discussões sobre o futuro da pesca e aquicultura
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participa da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Maceió (AL) . Depois de passar por Porto Velho (RO), Uberlândia (MG), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Macapá (AP), neste sábado (20/06), foi a vez da capital de Alagoas. O evento discutiu os temais mais relevantes do setor, reunindo pescadores, aquicultores, proprietários de embarcações, pesquisadores e outros interessados para falar sobre o futuro do pescado no Brasil.
“É muito importante estar aqui em Alagoas para debater as políticas públicas com vocês reunindo lideranças dos pescadores e pescadoras, com os representantes do setor aquícola. Também se faz presente o público da pesca amadora esportiva, da pesca industrial. Este é um espaço de diálogo. Alagoas foi o primeiro estado a deflagrar a Conferência. Liderar pelo exemplo é o que Alagoas fez. Além disso, o Governo do presidente Lula está fazendo um esforço para estar presente em todas as Conferências. O que temos de mais valioso nisso são os homens e as mulheres das águas. “, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo.
Alagoas tem 32 mil trabalhadores no setor pesqueiro. Destes, 59% são mulheres. “As pescadoras têm o papel estratégico para colocar o alimento nas nossas mesas”, enfatizou o ministro Edipo Araújo.
Retorno da participação social
A última edição da Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca foi realizada em 2009. A iniciativa foi retomada pelo Governo para garantir a participação social nas decisões que envolvem a pesca e aquicultura, setores estratégicos para o combate à fome, a geração de renda e a manutenção dos recursos aquáticos.
Neste ano, cada estado realiza uma etapa, que elegerá delegados para participar do evento principal. A Conferência nacional vai ser realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF). O tema é “De política de governo a política de Estado: sustentabilidade, participação social e continuidade institucional”.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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