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Carne suína perde competitividade em junho com estoques elevados e pressão de bovina e frango, aponta Cepea
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Mercado de suínos enfrenta mudança de cenário em junho
O mercado de carne suína na Grande São Paulo registra um movimento de perda de competitividade ao longo da parcial de junho de 2026. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços da carcaça especial suína seguem em queda até o dia 23 do mês, pressionados principalmente pelos elevados estoques mantidos pela indústria.
Apesar da retração nas cotações, o ambiente de consumo interno segue relativamente aquecido, sustentado por fatores sazonais como festas típicas do período e temperaturas mais baixas em diversas regiões do País.
Estoques elevados impedem reação dos preços
Mesmo com a demanda firme por cortes suínos no atacado, o excesso de produto armazenado nas indústrias tem limitado qualquer tentativa de recuperação de preços.
Esse descompasso entre oferta e consumo impede o repasse da maior procura para as cotações, resultando em redução das margens de negociação no mercado atacadista da Grande São Paulo.
Carne bovina e frango ampliam pressão competitiva
A perda de competitividade da carne suína está diretamente ligada ao desempenho das proteínas concorrentes. No mesmo período, a carcaça casada bovina e o frango resfriado registraram quedas ainda mais intensas nos preços, tornando-se alternativas mais atrativas ao consumidor.
Com isso, a carne suína perde espaço relativo no mercado interno, já que passa a enfrentar maior concorrência em termos de preço frente às demais proteínas animais.
Fim de ciclo de valorização no setor suinícola
O atual movimento interrompe uma sequência consistente de ganhos da carne suína no mercado brasileiro. De acordo com o levantamento do Cepea, a competitividade frente à carne bovina vinha sendo ampliada há oito meses consecutivos, enquanto em relação ao frango resfriado a vantagem se mantinha por dois meses seguidos.
A reversão desse cenário marca um ponto de inflexão para o setor suinícola, que vinha sustentando trajetória de valorização mais estável ao longo dos últimos meses.
Perspectivas para o fechamento do mês
Os analistas do Cepea seguem monitorando o comportamento dos estoques industriais e o ritmo de escoamento da produção, fatores considerados decisivos para a definição das cotações no encerramento de junho.
A tendência de curto prazo dependerá do equilíbrio entre a demanda sazonal ainda presente e a capacidade da indústria em ajustar sua oferta ao mercado atacadista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Manejo nutricional estratégico impulsiona qualidade e resiliência da cafeicultura diante de desafios climáticos, aponta especialista
O período de colheita da safra de café no Brasil evidencia um cenário marcado por oscilações climáticas que impactaram diretamente o desenvolvimento das lavouras. A combinação de restrição hídrica e altas temperaturas após a florada comprometeu parte do potencial inicial de produção, especialmente no tamanho de peneira em diversas regiões cafeeiras.
Apesar desse quadro, a retomada das chuvas durante fases posteriores do ciclo contribuiu para uma recuperação parcial das plantas, favorecendo o enchimento dos grãos e melhorando as perspectivas de rendimento final da safra.
Clima irregular reforça importância do manejo nutricional no café
Segundo especialistas do setor, a safra atual evidencia de forma clara a diferença de desempenho entre lavouras bem manejadas e áreas com limitações nutricionais e estruturais.
Para o engenheiro agrônomo e especialista em Desenvolvimento Técnico de Mercado da Nitro, Plínio Duarte Corrêa, o comportamento das plantas diante do estresse climático reforça o papel decisivo da nutrição equilibrada e da fisiologia vegetal no resultado final da produção.
“As lavouras bem nutridas e com bom equilíbrio fisiológico conseguiram aproveitar melhor o retorno das chuvas para sustentar o enchimento dos frutos, mostrando que o impacto final da safra varia conforme a capacidade de resposta de cada área”, explica o especialista.
Solo equilibrado e sistema radicular forte são base da produtividade
O desempenho do cafeeiro em condições adversas está diretamente relacionado à qualidade do solo e ao desenvolvimento radicular. De acordo com Corrêa, a fertilidade do solo é o ponto de partida para a construção de lavouras mais resilientes.
Um solo equilibrado favorece o crescimento das raízes, amplia a capacidade de retenção de água e melhora a absorção de nutrientes, garantindo suporte fisiológico mesmo em períodos de estresse hídrico e térmico.
Na prática, lavouras com nutrição adequada mantêm maior atividade fotossintética, melhor enchimento de frutos e maior capacidade de recuperação após eventos climáticos extremos.
Exigência nutricional varia ao longo do ciclo do cafeeiro
O ciclo produtivo do café é longo e apresenta diferentes demandas nutricionais em cada fase. Logo após a colheita, a prioridade é a reposição das reservas da planta para o próximo ciclo.
Na florada e no pegamento dos frutos, a nutrição é decisiva para sustentar o potencial produtivo. Já nas fases de formação, expansão e enchimento dos grãos, a demanda por nutrientes atinge o pico, influenciando diretamente o tamanho, o rendimento e a qualidade final do café.
Por isso, o manejo nutricional deve ser planejado de forma estratégica e contínua, evitando limitações que possam comprometer o potencial produtivo e o padrão de peneira.
Tecnologias nutricionais ampliam eficiência e resposta das lavouras
Diante da maior instabilidade climática, soluções nutricionais de alta eficiência vêm ganhando espaço na cafeicultura. O uso de fontes de nutrientes com maior disponibilidade e absorção mais rápida contribui para atender as demandas fisiológicas nos momentos críticos do ciclo.
“As fontes de liberação gradual no solo garantem maior constância no fornecimento de nutrientes, reduzindo perdas. Já as tecnologias com ação fisiológica atuam no metabolismo da planta, auxiliando no enraizamento, na tolerância ao estresse e na eficiência fotossintética”, destaca Corrêa.
Essas ferramentas contribuem para maior uniformidade da lavoura e melhor desempenho produtivo, especialmente em cenários climáticos desafiadores.
Nutrição adequada impacta diretamente qualidade e valor do café
A adoção de um manejo nutricional equilibrado tem reflexos diretos na qualidade do café produzido. Lavouras bem nutridas tendem a formar grãos mais densos, uniformes e com melhor padrão físico, elevando o percentual de peneira alta e reduzindo defeitos.
Na bebida, o impacto também é significativo, com maior expressão de atributos sensoriais como doçura, equilíbrio e complexidade.
Outro benefício importante é a redução da desuniformidade de maturação, característica comum do cafeeiro devido às múltiplas floradas. Com nutrição adequada, a maturação se torna mais concentrada, reduzindo a presença de grãos verdes e melhorando a eficiência da colheita.
Planejamento integrado é essencial para a próxima safra
Para os próximos ciclos, a recomendação técnica é a adoção de uma estratégia preventiva e integrada, baseada em diagnóstico preciso da lavoura e no equilíbrio entre solo, planta e ambiente.
Investimentos em correção e manutenção da fertilidade do solo, nutrição equilibrada, soluções biológicas e tecnologias fisiológicas são apontados como fundamentais para aumentar a resiliência do cafezal e sustentar ganhos consistentes de produtividade e qualidade ao longo do tempo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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