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Controle de qualidade dos pintinhos no alojamento é decisivo para a produtividade da avicultura

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O sucesso de um lote de frangos de corte começa a ser construído nas primeiras horas após o alojamento. Em uma avicultura cada vez mais tecnificada e orientada por indicadores de desempenho, o monitoramento da qualidade dos pintinhos na fase inicial tornou-se uma ferramenta estratégica para garantir sanidade, uniformidade e maior eficiência produtiva ao longo de todo o ciclo.

Especialistas do setor destacam que falhas de manejo, ambiência inadequada ou dificuldades de adaptação nos primeiros dias de vida podem comprometer o desenvolvimento das aves, afetando diretamente indicadores zootécnicos e a rentabilidade da atividade.

Primeiras horas são determinantes para o desempenho do lote

O Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de carne de frango, com mais de 15 milhões de toneladas produzidas anualmente e presença em mais de 150 mercados internacionais. Nesse cenário altamente competitivo, reduzir perdas e aumentar a previsibilidade dos resultados são fatores fundamentais para a sustentabilidade dos negócios.

Para alcançar esses objetivos, os pintinhos precisam encontrar condições ideais logo após o alojamento, incluindo temperatura adequada, ventilação eficiente, acesso facilitado à água e à ração, além de um ambiente que favoreça seu desenvolvimento fisiológico.

Problemas nessa etapa podem comprometer o ganho de peso inicial, a resposta imunológica e a uniformidade do lote, refletindo negativamente nos índices produtivos até o abate.

Indicadores permitem correções rápidas e mais eficientes

O acompanhamento técnico durante os primeiros dias de vida é essencial para detectar precocemente qualquer desvio de manejo ou condição ambiental inadequada.

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Entre os principais indicadores monitorados pelos profissionais da avicultura estão:

  • Comportamento das aves;
  • Consumo de água;
  • Consumo de ração;
  • Temperatura corporal;
  • Grau de hidratação;
  • Enchimento de papo;
  • Mortalidade inicial;
  • Uniformidade do lote.

A análise desses parâmetros permite identificar rapidamente problemas e adotar medidas corretivas antes que os impactos comprometam o desempenho produtivo.

Enchimento de papo é um dos principais indicadores iniciais

Entre os indicadores avaliados nas primeiras horas após o alojamento, o enchimento de papo é considerado um dos mais relevantes.

A observação permite verificar se os pintinhos conseguiram localizar e consumir água e alimento adequadamente, servindo como um importante termômetro da adaptação ao ambiente.

Da mesma forma, o comportamento das aves auxilia na identificação de falhas relacionadas à temperatura, ventilação ou distribuição inadequada dos animais dentro do aviário.

Segundo Beatriz Santos, assistente técnica de aves da Zoetis Brasil, o acompanhamento próximo nesse período é fundamental para o sucesso do lote.

“O alojamento é um momento determinante para o desempenho futuro das aves. O acompanhamento técnico nas primeiras horas e nos primeiros dias permite identificar rapidamente qualquer alteração e corrigir o manejo de forma mais assertiva, reduzindo perdas e favorecendo a performance do lote”, destaca.

Biosseguridade e vacinação fortalecem a saúde das aves

Além dos cuidados relacionados ao manejo e à ambiência, programas de biosseguridade e protocolos vacinais bem estruturados desempenham papel fundamental na proteção das aves desde o início do ciclo produtivo.

A integração entre sanidade, nutrição, manejo e suporte técnico permite formar lotes mais saudáveis, uniformes e produtivos.

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Nesse contexto, a utilização de tecnologias voltadas à prevenção de enfermidades contribui para fortalecer a imunidade e reduzir riscos sanitários em fases críticas do desenvolvimento.

Prevenção é aliada da eficiência produtiva

A construção de programas sanitários eficientes começa ainda no incubatório e se estende durante toda a vida produtiva das aves.

De acordo com especialistas, a combinação entre boas práticas de manejo e ferramentas de prevenção sanitária cria uma base sólida para o desempenho dos lotes, favorecendo melhores índices zootécnicos e maior previsibilidade dos resultados.

“A proteção das aves deve ser encarada como um processo contínuo, que começa nas fases iniciais do desenvolvimento. Quando combinamos boas práticas de manejo com ferramentas sanitárias adequadas, criamos uma base mais sólida para a saúde e a produtividade do lote”, ressalta Beatriz Santos.

Tecnologia e monitoramento impulsionam a competitividade da avicultura

Com a crescente demanda por eficiência, sustentabilidade e segurança alimentar, o monitoramento precoce dos pintinhos tornou-se um diferencial competitivo para a cadeia avícola.

O investimento em tecnologia, prevenção sanitária, capacitação técnica e acompanhamento dos indicadores produtivos permite aos produtores reduzir perdas, melhorar o desempenho dos lotes e aumentar a rentabilidade da atividade.

Em um setor cada vez mais exigente e orientado por resultados, a atenção aos primeiros dias de vida das aves continua sendo um dos pilares para o sucesso da produção avícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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