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Integridade Itinerante leva debate sobre ética, governança e integridade a Mato Grosso do Sul

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A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou, entre os dias 9 e 11 de junho, em Campo Grande (MS), mais uma etapa do projeto Integridade Itinerante, iniciativa coordenada pela Secretaria de Integridade Pública (SIP) que tem como objetivo fortalecer a cultura de integridade, ampliar a cooperação institucional e disseminar boas práticas de governança em todo o país. Esta edição do projeto teve como foco o diálogo com instituições federais de ensino, devido a solicitações feitas por universidades e um instituto localizados no Mato Grosso do Sul. 

Para o superintendente da Controladoria Regional da União no Estado do Mato Grosso do Sul (CGU-R/MS), Leandro Marques de Sá, o Integridade Itinerante moderniza o serviço público. “O projeto é fundamental porque traz a CGU para perto da realidade local, aproximando as unidades jurisdicionadas federais do estado à nossa atuação. O grande mérito é que ele consolida uma abordagem muito mais moderna e colaborativa no combate à corrupção. A ideia não é apenas fiscalizar, mas caminhar junto com o gestor na construção de instituições íntegras e confiáveis”, afirmou. 

As atividades tiveram início no dia 9 de junho, com o Encontro com a Integridade, realizado na sede da CGU-R/MS, que contou com a apresentação “Entre o público e o privado: entendendo o conflito de interesses”. O evento foi planejado especialmente para as três instituições federais de ensino do estado — Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) — atendendo às demandas apresentadas pelas próprias equipes de integridade dessas organizações. 

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No dia 10 de junho, pela manhã, o evento teve as palestras “Gestão da Integridade Pública nos órgãos federais” e “Construindo ambientes saudáveis nas Instituições Federais de Ensino”. Além da capacitação técnica, os debates proporcionaram um espaço para compartilhamento de experiências e fortalecimento das boas práticas institucionais voltadas à ética, transparência e governança. 

Conheça o projeto Integridade Itinerante 

No mesmo dia, a CGU participou do Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, onde especialistas debateram os desafios e oportunidades para o aprimoramento da administração municipal e da confiança da sociedade nas instituições públicas. 

Neste evento, a CGU entregou certificado de apoiador institucional do programa Time Brasil para o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Mato Grosso do Sul (Sebrae-MS) e a Controladoria-Geral do Estado do MS. Representantes da CGU também participaram do painel “Executar e Monitorar – Integridade, transparência e efetividade: transformando contratos em resultados públicos”. 

A diretora de Prevenção a Conflito de Interesses da CGU, Ana Vitoria Piaggio, destacou a importância da interlocução com os gestores municipais. “O aumento da integridade nos municípios é fundamental para que as contratações públicas atinjam o propósito de entrega de serviços públicos mais eficientes. E o programa Time Brasil é uma iniciativa que coloca a expertise da CGU à disposição dos gestores, de forma gratuita”, disse. 

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Encerrando a programação, no dia 11 de junho, servidores da CGU-R/MS participaram da apresentação “Integridade pública: coordenação, cooperação e confiança”, que trouxe uma visão integrada do conceito de integridade atualmente adotado pela Administração Pública Federal. 

Ao percorrer diferentes regiões do país, o projeto Integridade Itinerante reafirma o compromisso da CGU com a integridade pública como instrumento essencial para aprimorar a gestão governamental, prevenir irregularidades e ampliar a confiança da sociedade na administração pública. 

Fonte: Controladoria-Geral da União

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Novo PAC figura como motor de infraestrutura em relatório internacional sobre países de língua portuguesa

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O alcance do Novo PAC ultrapassa as fronteiras brasileiras. Um relatório publicado em junho de 2026 pela China International Contractors Association (CHINCA) e pela seguradora estatal China Export and Credit Insurance Corporation coloca o programa como o principal impulsionador dos investimentos em infraestrutura brasileiros, e como fator decisivo para o país liderar o Índice de Desenvolvimento de Infraestrutura de Países de Língua Portuguesa (BRIDi).

O levantamento analisa nove países lusófonos e classifica o Brasil na primeira posição com 129 pontos, alta de um ponto em relação a 2025. O documento menciona diretamente o Novo PAC ao explicar a trajetória ascendente do país, destacando a expansão dos investimentos em energia elétrica, transportes e infraestrutura digital como vetores centrais do crescimento.

Para o secretário especial do Novo PAC da Casa Civil da Presidência da República, Roberto Garibe, o reconhecimento internacional reforça a consistência da política pública de infraestrutura adotada pelo Governo do Brasil. “O Novo PAC reafirma o compromisso desta gestão com uma infraestrutura moderna, integrada e orientada para o desenvolvimento do país. O reconhecimento do Brasil como líder em infraestrutura entre os países de língua portuguesa demonstra que investimentos planejados, executados com continuidade e voltados para resultados concretos fortalecem nossa capacidade de crescer, atrair investimentos e gerar oportunidades para a população”, afirmou.

Luz solar e mobilidade urbana para milhões de brasileiros

A transição energética está no centro da demanda projetada pelo BRIDi para o Brasil em 2026. O índice registra crescimento esperado de 23,4% na capacidade instalada de energia eólica e solar em relação ao ano anterior. Dois projetos lideram esse avanço: o complexo fotovoltaico Rui Barbosa, de 400 MW, e o parque eólico Serra do Assuruá, de 846 MW, ambos na Bahia, entregas que somam 1.246 MW de energia limpa chegando à rede elétrica.

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O relatório aponta ainda que o Novo PAC impulsionou a construção de corredores de transmissão de alta tensão entre o Nordeste, maior produtor de energia renovável do país, e os centros de consumo do Sudeste. A participação de fontes renováveis não hídricas na matriz elétrica deve chegar a 39% em 2026, ante 32% em 2024.

Na mobilidade, o programa sustenta uma carteira robusta. São Paulo bate recorde histórico em investimentos em trilhos, com R$ 79,9 bilhões aportados. A ferrovia intercidades São Paulo–Campinas entrou em obras com investimento de R$ 142 bilhões. Oito licitações ferroviárias federais foram lançadas com traçados que somam 9 mil quilômetros e R$ 140 bilhões em investimento direto. Nos portos, nove projetos de modernização foram aprovados com R$ 5,1 bilhões.

5G e data centers verdes mudam a base produtiva do país

O BRIDi também destaca a expansão do 5G para o interior do Brasil como parte do esforço do Novo PAC em integrar infraestrutura física e digital. O relatório aponta a chegada das redes ao Centro-Oeste agrícola como salto qualitativo — conectividade que viabiliza automação, monitoramento remoto e redução de perdas na cadeia de abastecimento de alimentos.

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A implantação de grandes data centers verdes em São Paulo e Fortaleza, alimentados diretamente por energia solar, é citada como modelo de integração entre infraestrutura limpa e transformação digital. O documento aponta essa fusão entre capacidade computacional e energia renovável como diferencial competitivo do Brasil na América Latina, e como reflexo direto das diretrizes do Novo PAC para o setor.

O Brasil lidera também os subíndices de demanda (161 pontos) e temperatura de mercado (133 pontos), os dois maiores entre os nove países lusófonos avaliados. Para o BRIDi, esses números refletem diretamente o volume de projetos em licitação e execução pelo Novo PAC.

Programa brasileiro vira referência no mundo lusófono

O segundo lugar do ranking ficou com Moçambique (118 pontos), impulsionado por projetos de energia e pelo apoio de instituições financeiras multilaterais. Angola aparece em terceiro (115 pontos), com avanços no corredor ferroviário de Lobito e na expansão solar no sul do país.

O relatório é preciso ao distinguir as trajetórias: enquanto os demais países lusófonos dependem de financiamento externo e parcerias com empreiteiras estrangeiras para viabilizar suas carteiras, o Brasil conta com uma política pública própria de infraestrutura, com horizonte de longo prazo e capacidade de execução contínua. Para associações como a CHINCA, que orienta investimentos de construtoras em mais de 70 países, esse é exatamente o tipo de sinal que diferencia um mercado estruturado de um mercado dependente de ciclos externos.

Fonte: Casa Civil

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