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Dia Mundial do Albatroz destaca restauração de hábitats e reforça cooperação internacional para conservação de aves marinhas

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No dia 19 de junho é celebrado o Dia Mundial do Albatroz (World Albatross Day – WAD 2026), campanha internacional promovida pelo Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP), vinculado à Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a importância dessas aves marinhas e mobilizar esforços globais para sua conservação. 

Em 2026, o tema da campanha é “Restauração de Hábitat”, com destaque para ações voltadas à recuperação de áreas de reprodução afetadas por espécies exóticas invasoras, degradação ambiental, doenças e outros fatores que comprometem a sobrevivência e o sucesso reprodutivo das populações. 

Albatrozes, petréis, pardelas e grazinas pertencem à ordem Procellariiformes, grupo formado por aves marinhas oceânicas que passam grande parte da vida em alto-mar e ocorrem principalmente no Hemisfério Sul. Muitas espécies realizam longas migrações e se reproduzem em ilhas remotas, o que torna a cooperação internacional fundamental para sua proteção. 

Entre as principais ameaças enfrentadas por essas aves estão a captura incidental na pesca, a degradação dos hábitats reprodutivos, a poluição por plásticos, as mudanças climáticas, doenças emergentes e a presença de espécies exóticas invasoras. 

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Tema de 2026 destaca a restauração de hábitats como estratégia fundamental para ampliar o sucesso reprodutivo e garantir a sobrevivência de aves marinhas migratórias

Conservação no Brasil  

O Brasil assinou o ACAP em 19 de junho de 2001, data posteriormente escolhida para celebrar o Dia Mundial do Albatroz. O acordo foi ratificado pelo país em 2008. 

As ações previstas no âmbito do ACAP são implementadas por meio do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Albatrozes e Petréis (Planacap), coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Atualmente em seu quarto ciclo de gestão (2025–2030), o plano reúne órgãos governamentais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e representantes do setor pesqueiro para reduzir as principais ameaças que afetam essas espécies. 

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Entre as iniciativas desenvolvidas estão o monitoramento populacional, a realização de pesquisas científicas, ações de educação ambiental, a proteção de áreas prioritárias para conservação e medidas voltadas à redução da captura incidental na pesca. 

Desde 2014, a legislação brasileira estabelece medidas obrigatórias de mitigação para a frota industrial de espinhel, como a largada noturna dos anzóis, o uso de linhas com pesos e de dispositivos espanta-aves, conhecidos como torilines. A adoção combinada dessas medidas está entre as principais recomendações internacionais para reduzir a mortalidade de albatrozes e petréis associada à atividade pesqueira. 

O país também vem fortalecendo o monitoramento das atividades pesqueiras e das interações entre aves marinhas e a pesca, contribuindo para aprimorar as estratégias de conservação e ampliar o conhecimento sobre as ameaças enfrentadas pelas espécies. 

Participação brasileira em reuniões do ACAP 

Representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do ICMBio participaram, entre 25 de maio e 5 de junho, das reuniões dos grupos de trabalho e do Comitê Consultivo do ACAP, realizadas em Swakopmund, na Namíbia. 

Entre os dias 25 e 29 de maio ocorreram as reuniões do Grupo de Trabalho sobre Populações e Estado de Conservação e do Grupo de Trabalho sobre Captura Incidental de Aves Marinhas. Os encontros reuniram especialistas para avaliar informações científicas sobre o estado de conservação das espécies abrangidas pelo acordo e discutir medidas para reduzir ameaças, especialmente a mortalidade causada por atividades pesqueiras. 

As recomendações elaboradas pelos grupos subsidiam as decisões do Comitê Consultivo, cuja 15ª reunião foi realizada entre os dias 1º e 5 de junho. O colegiado assessora as Partes do acordo em questões técnicas e científicas relacionadas à conservação das espécies, à cooperação internacional e ao planejamento das ações futuras do ACAP. 

Avanços na proteção internacional 

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A conservação de albatrozes e petréis também avançou durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS), realizada em março deste ano, em Campo Grande (MS). 

Na ocasião, foram aprovadas medidas para ampliar a proteção internacional de espécies migratórias, incluindo a inclusão de 25 espécies e subespécies de petréis e grazinas dos gêneros Pterodroma e Pseudobulweria nos Anexos I e II da Convenção. 

Entre elas estão cinco espécies com ocorrência no Brasil: grazina-de-barriga-branca (Pterodroma incerta), grazina-da-madeira (Pterodroma madeira), grazina-de-trindade (Pterodroma arminjoniana), grazina-de-desertas (Pterodroma deserta) e grazina-de-juanfernandez (Pterodroma externa). A grazina-de-trindade é a única que se reproduz no território brasileiro, na Ilha da Trindade (ES), e encontra-se criticamente ameaçada de extinção. 

A inclusão dessas espécies nos anexos da CMS fortalece os mecanismos de cooperação internacional e amplia os instrumentos disponíveis para sua conservação diante das crescentes pressões enfrentadas pelas aves marinhas em escala global. 

Restauração de hábitats 

Tema da campanha de 2026, a restauração de hábitats destaca a importância da recuperação de áreas de reprodução como estratégia essencial para a conservação de longo prazo das aves marinhas migratórias. 

As ações incluem o controle e a erradicação de espécies invasoras, a recuperação da vegetação nativa, a proteção de ninhos contra predadores e a criação de novas colônias reprodutivas, entre outras medidas destinadas a aumentar o sucesso reprodutivo das populações. 

 Ao celebrar o Dia Mundial do Albatroz, o Brasil reafirma seu compromisso com a conservação das espécies migratórias e com o fortalecimento da cooperação internacional necessária para garantir a sobrevivência dessas aves e a manutenção de seu papel nos ecossistemas marinhos.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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MMA realiza quarta reunião do ano para atualizar perspectivas climáticas e risco de incêndios florestais para os próximos meses

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, nesta terça-feira (16/6), a quarta reunião técnica do ano com especialistas para atualizar as previsões climáticas para os próximos meses e o risco de incêndios florestais nos biomas brasileiros. O encontro, que avaliou os dados acumulados até maio, faz parte de um ciclo de monitoramento iniciado em janeiro para antecipar cenários climáticos sob influência do El Niño. 

As informações subsidiam a atuação do MMA no planejamento e implementação de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, que podem ser intensificados pelo fenômeno climático, em articulação com estados, municípios e sociedade civil. As atividades serão intensificadas no segundo semestre, quando há previsão de impactos climáticos decorrentes do El Niño, fenômeno que altera os padrões de chuva e temperatura. 

A reunião contou com a presença da secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Senna, que ressaltou o esforço do Governo do Brasil em integrar as diversas instituições que atuam na prevenção e combate dos incêndios florestais. 

“Embora o fenômeno El Niño se apresente como um desafio significativo para todas as instituições, estamos mais preparados devido ao trabalho de estruturação realizado nos últimos anos. Temos a convicção de que o enfrentamento das condições climáticas atuais exigirá uma articulação federativa robusta. Nesse sentido, estamos desenvolvendo instrumentos que permitam fortalecer as instâncias intra-federativas“, ressaltou. 

Também presente no encontro, o secretário-executivo adjunto do ministério, Guilherme Checco, destacou importante ação do Governo do Brasil: a liberação, nesta semana, de crédito extraordinário de R$ 337,5 milhões para fiscalização ambiental, prevenção e combate aos incêndios.Será essencial assegurar uma capacidade operacional eficiente, acompanhando de perto a execução desses recursos, o que inclui a contratação de equipamentos e o reforço das equipes de brigadistas”, apontou. 

O valor será executado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), reforçando a capacidade operacional dos órgãos ambientais para enfrentar o avanço dos incêndios florestais e intensificar as ações de fiscalização em todo o país.   

Além disso, o Governo do Brasil publicou decreto, na última semana, regulamentando novo mecanismo de atuação do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), que prevê repasses mais ágeis para estados e municípios combaterem incêndios florestais.  

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, foi responsável por conduzir o encontro. O propósito desta reunião é obter maior precisão nas previsões climáticas, agora que nos aproximamos do final de junho, período que marca a superação da chamada “barreira da primavera” – fator técnico que historicamente limita a assertividade das previsões para o El Niño durante o primeiro semestre”, detalhou. 

Previsões 

As previsões climáticas e os indicadores de perigo de fogo foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).  

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A principal atualização em relação aos encontros anteriores foi a consolidação do El Niño. Na última semana, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos e as agências meteorológicas do Japão e da Austrália confirmaram o início do fenômeno, com o índice da porção central do Pacífico atingindo 0,9°C de aquecimento. Com a aproximação do fim de junho, e a consequente superação da “barreira da primavera”, as projeções ganham maior confiabilidade e indicam tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. 

Os especialistas ponderaram, contudo, que cada El Niño possui características próprias e que comparações diretas com episódios anteriores podem levar a interpretações equivocadas. O evento atual apresenta configuração distinta da observada em 2023-2024 — período em que o fenômeno, ainda que de intensidade moderada, teve impacto expressivo sobre os incêndios e enchentes no país, visto que coincidiu com um aquecimento anômalo do Atlântico Norte.  

Entre os pontos de atenção para os próximos meses, os pesquisadores destacaram a possibilidade de atraso no início da estação chuvosa nas regiões Centro-Oeste e Norte do país. Esse atraso prolongaria a estação seca e poderia favorecer a propagação de incêndios, sobretudo entre setembro e novembro. 

Diante desse panorama, os participantes reforçaram a manutenção das reuniões técnicas em periodicidade mensal, de modo a refinar continuamente as projeções e subsidiar o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais no segundo semestre. 

O MMA realiza, desde janeiro, reuniões com especialistas de órgãos públicos e universidades para avaliar a situação climática e previsões futuras, que possam impactar sobre a ocorrência de grandes incêndios florestais. Dessa forma, é possível antecipar cenários e realizar ações de preparação para a temporada. Em 2025, o ministério também conduziu os encontros. 

Ações de prevenção e combate aos incêndios florestais 

Desde 2023, o Governo do Brasil conduz uma série de medidas para prevenir e combater os incêndios florestais. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2024, criou uma nova governança do fogo à altura dos desafios impostos pela mudança do clima. 

A PNMIF estabelece a coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais, proprietários rurais, academia e sociedade civil para prevenção e controle dos incêndios no país. 

Como resultado, houve queda de 39% na área queimada no território nacional em 2025 na comparação à média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%. 

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Outras ações também integram as estratégias do Governo do Brasil para prevenir e combater os incêndios florestais: 

  • Contratação do maior contingente de brigadistas federais da história, formado por 4.410 profissionais – 2600 do Ibama e 1.810 do ICMBio 

  • A infraestrutura para 2026 incluiu dezenove helicópteros, 18 aviões para lançamento de água, um avião para transporte de brigadistas, vinte e sete veículos especiais de combate e duas vilas operacionais.  

  • Desde 2023, o Fundo Amazônia aprovou R$ 405 milhões para apoiar os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal na prevenção e combate a incêndios florestais.   

  • Desde 2025 o Fundo Amazônia apoia ações de prevenção e combate a incêndios em estados fora da Amazônia, como no Cerrado e Pantanal. São R$ 150 milhões para os Corpos de Bombeiros Militares e brigadas florestais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Distrito Federal.  

  • Apoio a 30 municípios prioritários na Amazônia e Pantanal para implementação de Planos Operativos de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais sendo disponibilizados R$ 30 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) em conjunto com o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).Anúncio dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs), pela primeira vez, para todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas para a preservação ambiental em diferentes eixos até 2027 (acesse aqui);  

  • Retomada da Sala de Situação Interministerial sobre Incêndios do Governo do Brasil, integrada por 10 ministérios e outros seis órgãos federais (maio de 2026). O grupo se reúne de forma periódica para monitorar a evolução do quadro climático e sua repercussão sobre o risco de incêndios, bem como para apoios mútuos em ações de prevenção e combate;  

  • Veiculação de campanha de comunicação para prevenção e combate aos incêndios florestais a partir de junho de 2026;  

  • Publicação de portaria pelo MMA (nº1.623/2026) que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis. A norma identifica áreas em risco de incêndios em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais.  

  • Decreto que regulamenta o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), definindo regras para repasses mais ágeis a estados e municípios no combate a incêndios florestais.    

  • Aprovação da resolução que institui a Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo. A medida amplia a participação da sociedade na prevenção e combate a incêndios florestais e estabelece diretrizes para brigadas voluntárias. 

Acesse aqui as apresentações completas: 
Inmet
Cemaden 
Inpe 
Lasa/UFRJ 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA 
[email protected] 
(61) 2028-1227/1051 
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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