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Diopi participa de painel sobre provas digitais e cadeia de custódia no quinto Forensics Meeting
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Porto Alegre, 19/6/2026 – O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Diopi, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Anchieta Nery, participou do painel Desafios das Provas Digitais e Cadeia de Custódia durante o quinto Forensics Meeting, realizado de 16 a 19 de junho, em Porto Alegre (RS). O evento é um dos principais encontros nacionais voltados à perícia e à investigação digital.
Durante o painel, foram discutidos aspectos relacionados à obtenção, preservação, análise e validação de evidências digitais, além dos desafios técnicos e jurídicos envolvidos na manutenção da cadeia de custódia, elemento essencial para garantir a integridade e a admissibilidade das provas no sistema de justiça.
Programação do encontro
O evento reuniu profissionais das forças de segurança pública, representantes dos ministérios públicos, peritos, investigadores e especialistas em tecnologia para discutir tendências, desafios e boas práticas relacionadas à investigação contemporânea, especialmente diante do avanço das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial (IA).
A programação também incluiu debates sobre análise de dados, inteligência aplicada à investigação, produção de provas e uso de novas tecnologias no enfrentamento à criminalidade, proporcionando um ambiente de troca de experiências e atualização profissional entre os participantes.
Ao longo de quatro dias, o Forensics Meeting promoveu apresentações de casos práticos, demonstrações de metodologias investigativas e discussões sobre os impactos da IA nos processos de investigação criminal, reforçando a importância da integração entre tecnologia, inteligência e atuação operacional.
A participação da Senasp no Forensics Meeting reforça o compromisso da Secretaria com o fortalecimento das capacidades institucionais dos órgãos de segurança pública, a modernização dos processos investigativos e o aprimoramento contínuo das ações de enfrentamento à criminalidade no ambiente digital.
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“Troca fundamental para avançar”: Brasil apresenta ECA Digital em missão internacional com a Unesco
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), integra a Missão Técnica – Governança e Ambientes Digitais Seguros, realizada entre os dias 14 e 20 de junho de 2026, França, Reino Unido e Bélgica. O encontro reúne representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, agências regulatórias, especialistas em governança digital e organizações da sociedade civil.
A iniciativa promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco Brasil) e pelo Instituto Alana tem o objetivo de promover o intercâmbio qualificado entre autoridades brasileiras e europeias sobre políticas e abordagens de governança relacionadas aos direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, com foco na implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital – Lei nº 15.211/2025).
Representando o MDHC, o diretor de Proteção da Criança e do Adolescente da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), Fábio Meirelles, e a assessora da pasta, Marina Farias Rebelo, participaram de uma série de encontros com autoridades e instituições responsáveis pela regulação e fiscalização de plataformas digitais, incluindo a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o European Data Protection Board (EDPB), o European Data Protection Supervisor (EDPS), além dos órgãos reguladores britânicos Ofcom e Information Commissioner’s Office (ICO).
Para Fábio, a participação brasileira na missão técnica é fundamental para qualificar a implementação do ECA Digital. “Estamos aqui para mostrar ao mundo o compromisso do Brasil com a proteção de crianças e adolescentes, que são prioridade absoluta também no ambiente digital. Essa troca nos permitirá trazer ao Brasil insumos para fortalecer nossa governança digital, sempre com foco no interesse superior da criança e na construção de um ambiente digital mais seguro, ético e participativo”, destacou.
Já para Marina, “a agenda foi essencial para o intercâmbio de experiências sobre a implementação de leis de proteção de dados e de segurança digital para crianças e adolescentes”, afirmou.
“Viemos apresentar um pouco do ECA Digital, conhecer desafios, compartilhar experiências e aprender com iniciativas que já estão em andamento. Essa troca é fundamental para que possamos continuar avançando em uma agenda tão importante para a garantia dos direitos da infância e da adolescência”, acrescentou.
Intercâmbio
Durante a programação, a delegação brasileira conheceu experiências internacionais consolidadas de regulação e fiscalização de plataformas digitais, como o Digital Services Act (DSA), da União Europeia, e do Online Safety Act (OSA), do Reino Unido, considerados marcos regulatórios relevantes para a proteção de usuários, especialmente crianças e adolescentes, no ambiente digital.
A agenda está alinhada aos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Aliança Global para o Fim da Violência contra Crianças e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente a meta 16.2 da Agenda 2030, que prevê o enfrentamento de todas as formas de violência contra crianças e adolescentes.
ECA Digital na London School of Economics
O representante da SNDCA, Fábio Meirelles, ainda participou de um diálogo promovido pela 5Rights Foundation e pelo Digital Futures for Children (DFC), que reuniu representantes da sociedade civil e acadêmicos britânicos para debater os desafios da proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, na London School of Economics and Political Science (LSE).
“O evento mostrou que o Brasil não está apenas observando o debate global sobre proteção digital. Estamos contribuindo ativamente com uma experiência inovadora. A troca com a academia e a sociedade civil britânica nos ajuda a aprimorar nossa legislação e a construir pontes para uma cooperação internacional mais efetiva na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital”, destacou.
A participação brasileira na LSE reforçou o reconhecimento internacional do ECA Digital e a disposição do país em cooperar com parceiros internacionais para enfrentar desafios comuns.
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Texto: P.V.
Edição: F.T.
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