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Exportações crescem 9,9% e superávit no ano chega a R$ 152 bilhões
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A balança comercial brasileira acumulou um superávit de R$ 152 bilhões no ano, impulsionada pelo forte desempenho do agronegócio e da indústria de transformação em maio. De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados na segunda-feira (25.05), as exportações totais do País atingiram R$ 700 bilhões de janeiro até a terceira semana de maio, contra R$ 548 bilhões em importações. O resultado consolida uma corrente de comércio de R$ 1,248 trilhão no acumulado de 2026, refletindo o ritmo dos embarques brasileiros no mercado internacional.
No recorte mensal, o saldo positivo de maio alcançou R$ 28,5 bilhões até a terceira semana, com as exportações somando R$ 117,5 bilhões e as compras externas totalizando R$ 89 bilhões. O ritmo dos embarques acelerou neste período: a média diária das exportações registrou expansão de 9,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado, saltando de R$ 7,12 bilhões para R$ 7,825 bilhões. As importações seguiram trajetória semelhante de alta, com crescimento de 9,2% na média diária (R$ 5,94 bilhões), sinalizando o aquecimento da atividade econômica interna.
O agronegócio liderou o crescimento das vendas externas em termos relativos. A média diária das exportações agropecuárias avançou 18,5% frente a maio do ano passado, o que representa um incremento de R$ 325,85 milhões por dia úmido injetados no setor. Esse avanço dentro da porteira foi crucial para compensar a retração de 11,1% observada na indústria extrativa (queda diária de R$ 187,8 milhões), afetada pela oscilação de preços de commodities minerais e petróleo. A indústria de transformação também registrou desempenho robusto, com expansão de 15,4% nas vendas externas, somando R$ 559,45 milhões a mais por dia útil.
Do lado das importações, a indústria de transformação registrou o maior avanço nas compras diárias (+9,8%), adicionando R$ 493,95 milhões por dia. Em contrapartida, as importações de produtos agropecuários recuaram 5,5% na comparação anual (queda de R$ 6,55 milhões diários), evidenciando o alto índice de abastecimento do mercado interno pela própria produção nacional durante o atual ciclo de colheita.
Indicadores do Comércio Exterior (Maio de 2026 — Valores em Reais)
A partir de agora, o mercado financeiro e os analistas do setor privado passam a monitorar o fechamento do primeiro semestre para avaliar o real impacto do escoamento do milho e a consolidação dos embarques da safra de soja. O foco dos operadores se concentra na sustentação da demanda do Sudeste Asiático, fator que definirá o ritmo de revisões para as projeções do saldo comercial final de 2026.
Fonte: Pensar Agro
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Exportações do agro atingem R$ 29,6 bilhões o primeiro quadrimestre
As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram R$ 29,6 bilhões no primeiro quadrimestre deste ano, consolidando o estado como o terceiro maior exportador do setor no País, com uma fatia de 10,6% de toda a receita cambial da agropecuária nacional.
Entre janeiro e abril, as fazendas e agroindústrias mineiras embarcaram 4,8 milhões de toneladas de produtos. De acordo com o balanço oficial da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o resultado reafirma a robustez do campo mineiro e a ampla inserção global do estado, que conseguiu acessar mais de 160 países com uma cesta diversificada de 500 produtos diferentes.
O grande destaque positivo do período ficou com o segmento de carnes, que despontou como o principal vetor de crescimento ao faturar R$ 2,94 bilhões com o envio de 160 mil toneladas ao exterior. O avanço de 8,2% na receita das proteínas foi impulsionado pela valorização da carne bovina no mercado internacional. A expansão das carnes e o desempenho favorável de setores como sementes, algodão, papel, frutas e bebidas comprovam que o estado avança na diversificação de sua pauta, criando defesas contra as oscilações de preços das commodities tradicionais.
A escala exportadora confere ao estado a liderança isolada em mercados de nicho e produtos de alto valor agregado. O agronegócio mineiro responde atualmente por 71% de todas as exportações brasileiras de café, além de deter 30,5% das vendas externas de produtos apícolas, 20,4% de lácteos, 12,8% de rações para animais e 11,9% de produtos hortícolas, leguminosas e tubérculos. Essa capilaridade garante receita estável ao produtor e mantém o interior do estado dinâmico economicamente.
No mapeamento dos destinos internacionais, a União Europeia manteve a posição de principal parceiro comercial das frentes agrícolas mineiras, absorvendo R$ 8,67 bilhões, o equivalente a 29,6% da pauta total do quadrimestre. Embora o café represente a quase totalidade das compras do bloco, os produtos florestais registraram um salto de 42,8% e os embarques de carnes mais do que dobraram para o mercado europeu.
Já os países do Mercosul movimentaram R$ 418,2 milhões, registrando uma expansão de 10,1% no volume físico importado. A Argentina liderou as compras intrabloco com 63,2% de participação, absorvendo uma cesta diversificada de produtos de consumo como chocolates, lácteos e alimentos processados.
O balanço do quadrimestre absorveu as acomodações de preços e volumes nas cadeias de maior peso, que registraram faturamentos expressivos apesar das bases comparativas elevadas do ano anterior. O café gerou uma receita de R$ 16,32 bilhões com o embarque de 7,4 milhões de sacas, enquanto o complexo soja garantiu a vice-liderança da pauta com R$ 5,81 bilhões injetados na economia mineira a partir do comércio de 2,71 milhões de toneladas. O complexo sucroalcooleiro complementou a receita externa do estado com R$ 1,37 bilhão faturados no período, consolidando o agronegócio como o principal motor produtivo do estado no comércio global.
Fonte: Pensar Agro
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