BRASIL & MUNDO
Conectando a Rio Nature Climate Week com a Agenda de Ação Climática Global
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A Rio Nature Climate Week é um passo importante no enfrentamento da crise climática.
O evento acontecerá de 01 a 06 de junho, no Rio de Janeiro, ocupando diferentes espaços icônicos e territórios da cidade, com eventos presenciais, híbridos e transmissões globais.
A estrutura da Semana está diretamente conectada aos seis eixos da Agenda de Ação Climática Global, que passou a vigorar na COP30 e será consolidada na COP31, para acelerar a Era da Implementação do combate às mudanças climáticas.
Os seis eixos são:
(1) Transição energética, industrial e dos transportes;
(2) Cuidando das florestas, dos oceanos e da biodiversidade;
(3) Transformando a agricultura e os sistemas alimentares;
(4) Construindo resiliência para cidades, infraestrutura e água;
(5) Promoção do desenvolvimento humano e social; e
(6) Liberar facilitadores e aceleradores, incluindo financiamento, tecnologia e capacitação.
A Rio Nature Climate Week se une aos esforços das presidências das COPs 30 e 31, bem como a UNFCCC e os times dos Campeões de Alto Nível de Clima, que têm trabalhado juntos para avançar cada vez mais na implementação de ações de mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia e formação.
A estrutura definida durante a COP30, com os seis eixos, 30 objetivos, a reunião de mais de 400 atores em Grupos de Ativação e a criação de Planos de Aceleração de Soluções (PAS), configura uma base sólida que já vem promovendo esses avanços. Essa estrutura tem sido constantemente referendada pelos principais atores da agenda climática, como reflete o engajamento na implementação dos Planos.
Conforme afirmou o Secretário-Executivo da ONU para Mudanças do Clima, Simon Stiell, a COP de Belém marcou uma nova era de implementação, e as Semanas de Clima de 2026 ajudarão a mostrar como a implementação prática dos compromissos e resultados da COP pode se concretizar e trazer grandes benefícios para governos, empresas, comunidades e pessoas em larga escala.
Reconhecemos que é preciso elevar a Agenda de Ação Climática, uma parte vital do Acordo de Paris, na qual já estamos vendo um enorme progresso no mundo real e precisamos ver muito mais nos anos cruciais que virão.
Em sua primeira carta, divulgada no último dia 13 de abril, o presidente designado da COP 31, Murat Kurum, afirma que esta edição da COP será conhecida como a “COP do Futuro”, com uma abordagem focada na implementação e guiada por três princípios fundamentais: Diálogo, Consenso e Ação. E a Rio Nature Climate Week é um instrumento rumo à COP31
A cidade do Rio de Janeiro é mundialmente associada a acordos internacionais fundamentais para a manutenção da vida no planeta. As convenções sobre clima, biodiversidade e combate à desertificação nasceram na Rio 92, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, na Rio+20, em 2012.
É fundamental que a cidade continue sendo referência agora, na nova fase da cooperação internacional da agenda climática, com a mobilização de esforços para a implementação de soluções.
Ao adotar a estrutura oficial da Agenda de Ação definida durante a COP30, a Rio Nature Climate Week se alinha à implementação do Balanço Global do Acordo de Paris e contribui para a renovação e o fortalecimento da agenda climática rumo à COP 31.
Participação do MDA
Por meio de sua Assessoria Internacional, o MDA participará da Rio Nature Climate Week, onde apresentará o Plano de Aceleração de Soluções (PAS) TERRA, em parceria com entes internacionais, que demonstra como é possível expandir territórios agroecológicos e agroflorestais, com foco no fortalecimento de organizações da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais, para acelerar transições para sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes.
“Aproveitaremos a oportunidade para convidar atores estatais e não-estatais a se somarem ao mutirão pela transição agroecológica e agroflorestal por meio do nosso Plano de Aceleração de Soluções TERRA, que terá como piloto o Programa Nacional de Floresas Produtivas, na Amazônia”, antecipa Thomas Patriota, chefe da Assessoria Internacional do MDA e coordenador do PAS TERRA.
Para mais informações sobre Rio Nature Climate Week, clique AQUI.
Texto: Ascom da Agenda de Ação da Presidência da COP30
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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PAA aplica R$ 117 milhões no combate à fome no Paraná
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) destinou R$ 117 milhões à compra de produtos da agricultura familiar paranaense entre 2023 e 2025, com destino majoritário a cozinhas solidárias e a famílias em situação de insegurança alimentar, também atendeu famílias atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu (PR). Os resultados foram apresentados na tarde desta sexta-feira (29), em Curitiba, em ato com a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, que assinou novos termos com cooperativas no Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), para reforçar o combate à fome e a geração de renda no campo.
O montante foi aplicado em 256 projetos no estado: R$ 60 milhões na Compra com Doação Simultânea e R$ 57 milhões em compras diretas e institucionais, num total de 13,1 mil toneladas de alimentos. O estado foi o único do país com 100% dos projetos do PAA contratados em 2025.
A ministra ressaltou que o PAA aproxima quem produz de quem precisa de comida. “O programa compra da agricultura familiar e doa esse alimento para a rede socioassistencial do nosso país. Faz essa integração entre campo e cidade, entre aqueles que lutaram e têm a terra para trabalhar e aqueles que querem a comida porque têm fome.”
Durante o ato foram assinados dois Termos de Pactuação com a Agricultura Familiar (TPAF) que somam R$ 1,7 milhão e 221 toneladas de alimentos para o atendimento de 26 cozinhas solidárias, em parceria com as cooperativas Fecafes e CCA/PR. Também foram entregues 28 toneladas de sementes crioulas a indígenas, quilombolas e agricultores familiares, por meio da Cooperativa da Agricultura Familiar de Palmeira, além de cestas de alimentos à cozinha solidária Marmitas da Terra. O evento marcou, ainda, o anúncio de um termo com a UFPR para capacitar beneficiários do PAA nos dez maiores municípios do estado.

- Foto: Elio Rizzo, Ascom MDA
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Lilian Rahal, anunciou no evento que o programa Gás do Povo passará a atender as cozinhas solidárias. “No início do segundo semestre, a gente vai ter o Gás do Povo para as cozinhas. Não vai ser mais só para os beneficiários individuais, as famílias”, afirmou. Segundo a secretária, a expectativa é de que o benefício alcance as cozinhas até, no máximo, agosto, com a publicação dos normativos nos próximos dias.
O presidente da Conab, Silvio Porto, destacou o papel das cozinhas solidárias na execução do PAA e o esforço logístico para levar o alimento do campo às periferias. “Para nós, as cozinhas solidárias estão transformando o Programa de Aquisição de Alimentos”, afirmou. Segundo ele, o alimento que sai da agricultura familiar chega às pessoas em situação de rua e fortalece o trabalho de base nas periferias das cidades.
O PAA integra a política federal de combate à fome e de recomposição dos estoques públicos. Desde 2023 o programa beneficiou cerca de 200 mil agricultores familiares no país, com R$ 1,7 bilhão pagos – alta de 43% sobre o mesmo período da gestão anterior. No período, foram adquiridas 842 mil toneladas de alimentos para os estoques públicos, incluindo 343 mil toneladas de arroz. Em outubro de 2024, o governo lançou o Plano Nacional de Abastecimento Alimentar “Alimento no Prato” e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ampliou para 45% a compra mínima da agricultura familiar, o que destina R$ 2,4 bilhões à produção rural.
Texto: Rafael Pacheco, Ascom MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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