MÃO LEVE
Funcionário confessa furtos e dá prejuízo a empresa de cobre
Auxiliar de estoque admitiu que furtou peças ao menos seis vezes e lucrava cerca de R$ 2 mil por mês com o esquema
POLÍCIA
A Polícia Civil recuperou, nessa quinta-feira (28.5), uma carga de cobre avaliada em R$ 30 mil, que havia sido furtada de uma empresa em Várzea Grande, por um funcionário do local.
O caso teve início durante a tarde, quando um representante da empresa, que atua no ramo de indústria e comércio de equipamentos e peças de cobre, localizada no bairro Santa Isabel, procurou a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, para denunciar o furto de uma carga de peças de cobre.
A carga furtada seria remetida a uma obra em Anápolis (GO), mas havia desaparecido do estoque. Diante da denúncia, policiais da Derf-VG deram início às diligências e localizaram a carga na casa de um funcionário da empresa, no bairro Mapim, em Várzea Grande.
O funcionário, que exercia a função de auxiliar de estoque, confessou que esta havia sido a sexta vez que furtava peças de cobre da empresa, e que estava fazendo um salário extra de R$ 2 mil por mês com os furtos.
À delegada Elaine Fernandes, titular da Derf-VG, ele afirmou que praticava os furtos no horário de almoço, por acreditar que seria um momento estratégico, já que grande parte dos encarregados não se encontrava na empresa no referido horário.
O funcionário confessou, ainda, que no mês de abril já havia furtado 40 kg de cobre da empresa e no mês de março também havia praticado um furto.
Além da carga de peças de cobre recuperada nesta quinta-feira (28.05), a equipe policial também apreendeu na residência do funcionário uma bobina com 200 metros de cabo de cobre da empresa e três bobinas vazias, das quais o investigado já havia derretido o cobre e vendido.
“É importante alertar aos empresários que atuam no ramo da comercialização de cobre que a receptação qualificada desse tipo de produto está sendo investigada pela Derf-VG e os representantes das empresas receptadoras serão punidos com o rigor da lei”, afirmou a delegada Elaine Fernandes.
POLÍCIA
Faccionados fraudavam regime semiaberto em MT
Investigação aponta uso de endereços, empregos e documentos falsos para simular o cumprimento de penas impostas pela Justiça
Condenados ligados a uma organização criminosa são investigados por fraudar o cumprimento de penas no regime semiaberto em Mato Grosso. Segundo as apurações, os apenados apresentavam informações falsas à Justiça, simulando residência e vínculos empregatícios para aparentar que cumpriam regularmente as determinações judiciais, enquanto mantinham uma rotina diferente da informada oficialmente.
As investigações apontam que o esquema envolvia a apresentação de documentos fraudulentos e a utilização de endereços fictícios. Os investigados compareciam aos atos obrigatórios determinados pelo Judiciário, mas apenas de forma estratégica, realizando deslocamentos pontuais para manter a aparência de regularidade perante o sistema de execução penal.
De acordo com os levantamentos, alguns dos envolvidos sequer residiam nos locais informados à Justiça. Um dos investigados, inclusive, mora em uma área dominada por facção criminosa na cidade do Rio de Janeiro, distante do endereço declarado nos autos do processo.
A suspeita é que o grupo utilizasse a fraude para obter benefícios relacionados ao regime semiaberto, burlando mecanismos de fiscalização e dificultando o acompanhamento das penas impostas pela Justiça.
Diante das evidências reunidas, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (Ficco-MT) deflagrou, nesta sexta-feira (29), a Operação Check-in. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Sinop para aprofundar as investigações e coletar novos elementos de prova.
Os alvos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude processual, falsidade ideológica e uso de documento falso, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das investigações.
A Ficco-MT reúne integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal de Mato Grosso em ações integradas de combate às organizações criminosas.
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