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Guerra no Oriente Médio derruba exportações de madeira do Brasil e eleva custos no setor florestal

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Tensão no Estreito de Ormuz encarece fretes, aumenta riscos comerciais e dificulta planejamento das empresas, em um dos cenários mais desafiadores recentes para o setor de madeira.

Conflito global impacta diretamente exportações brasileiras

O agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã já provoca efeitos relevantes sobre o comércio exterior brasileiro, especialmente nas exportações de madeira. A instabilidade no Oriente Médio tem alterado rotas logísticas, elevado custos operacionais e reduzido o volume de embarques no início de 2026.

O tema ganhou destaque no episódio 25 do podcast da WoodFlow, que reuniu especialistas do setor para analisar os impactos do cenário internacional sobre a indústria florestal brasileira.

Logística global pressionada pelo Estreito de Ormuz

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, além de fertilizantes e outras commodities essenciais.

A instabilidade na região tem elevado o custo do transporte marítimo, ampliado riscos operacionais e impactado diretamente o fluxo de mercadorias. Esse cenário pressiona toda a cadeia produtiva, desde a produção até o consumo final.

Além disso, a alta do petróleo — que já supera a faixa de US$ 100 por barril — encarece insumos, combustíveis e fretes, reduzindo a competitividade das exportações brasileiras.

Exportações para o Oriente Médio registram forte queda

Dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que, apesar de um início promissor, as exportações de madeira para o Oriente Médio sofreram forte retração ao longo dos meses.

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Em janeiro, os embarques brasileiros se aproximaram de US$ 18 milhões, mas recuaram significativamente em fevereiro e despencaram em março, quando ficaram próximos de US$ 6 milhões.

A queda é ainda mais expressiva nos países do Golfo Pérsico, com retração de até 80% no período. Mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita estão entre os mais impactados, afetando produtos como madeira serrada de pinus, compensados e móveis.

Instabilidade global reduz demanda por madeira

Segundo especialistas do setor, em momentos de incerteza econômica e geopolítica, produtos como madeira deixam de ser prioridade de compra, o que reduz a demanda internacional.

Além disso, cargas já em trânsito precisaram ser redirecionadas, enquanto negociações foram interrompidas, evidenciando a rapidez com que o cenário global pode impactar o planejamento das empresas exportadoras.

Falta de previsibilidade desafia planejamento do setor

Outro ponto crítico é a dificuldade de planejamento. O setor florestal opera com ciclos de longo prazo, que podem chegar a 20 anos, mas enfrenta atualmente um ambiente de extrema incerteza.

Especialistas destacam que a volatilidade do cenário internacional dificulta projeções até mesmo no curto prazo, comprometendo decisões estratégicas e investimentos.

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Petróleo caro e custos elevados pressionam cadeia produtiva

A escalada do petróleo, com possibilidade de atingir patamares superiores a US$ 120 por barril, amplia ainda mais os desafios. O aumento impacta diretamente os custos de produção, transporte e insumos industriais.

Esse movimento tende a reduzir o consumo global e aumentar a seletividade dos compradores, exigindo maior competitividade e eficiência por parte dos exportadores brasileiros.

Estratégias: diversificação e valor agregado ganham espaço

Diante do cenário adverso, especialistas apontam caminhos estratégicos para o setor florestal brasileiro:

  • Diversificação de mercados, reduzindo dependência de regiões instáveis
  • Maior foco no mercado interno
  • Investimento em produtos de maior valor agregado
  • Ajustes logísticos e operacionais para ganho de eficiência

Apesar das dificuldades, a avaliação é de que a crise pode ser temporária, embora sem prazo definido para normalização.

Setor florestal enfrenta teste de resiliência em 2026

O impacto da guerra no Oriente Médio sobre as exportações de madeira evidencia a forte conexão entre o agronegócio brasileiro e o cenário global.

Em meio à volatilidade cambial, custos elevados e incertezas geopolíticas, o setor florestal enfrenta um dos períodos mais desafiadores dos últimos anos, exigindo capacidade de adaptação, leitura estratégica e diversificação para manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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