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Novo Acordo do Rio Doce: consulta aos garimpeiros e faiscadores chega na fase final
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O processo de Consulta Prévia, Livre e Informada aos garimpeiros e faiscadores do Rio Doce está na reta final. Entre os dias 26 de abril e 2 de maio, as comunidades dos dois povos tradicionais decidem em assembleia se aceitam os termos do Novo Acordo do Rio Doce. Ao dizerem “sim”, garimpeiros e faiscadores tradicionais aceitam acessar os recursos para reparação de danos coletivos, em razão do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, previstos no Anexo 3.
“O MDA assumiu a tarefa de consulta aos povos e comunidades tradicionais no âmbito do Novo Acordo. Nosso papel é justamente garantir que todos tenham uma consulta ampla e transparente. Foi isso que fizemos com os garimpeiros e faiscadores, inclusive indo nas comunidades para participar das assembleias e reuniões”, explicou a secretária-executiva adjunta do MDA, Marina Godoi. Marina esteve na região em abril junto à comitiva do MDA e Anater para mobilizar as comunidades para a etapa final do processo.
FIM DA CONSULTA – “O fim da consulta é o início da reparação coletiva”, explica Adriana Aranha, Gerente Extraordinária de Reparação do Rio Doce da Anater/MDA. “Foram sete meses de trabalho com esses dois povos que se encontram exclusivamente na bacia do Rio Doce”. A consulta, apontou a gerente, “colaborou, inclusive, para o mapeamento dessas comunidades que se identificam pelo trabalho e estão distribuídas em seis municípios de Minas Gerais”.
VOZ ATIVA – A consulta é um direito previsto no Novo Acordo que assegura às populações tradicionais voz ativa na definição das medidas de reparação. A Fundação IPEAD (Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais) foi contratada pela Anater/MDA para o trabalho com os garimpeiros e faiscadores. “A consulta foi ampla, transparente e em diálogo direto com as comunidades”, coloca a coordenadora de Povos e Comunidades Tradicionais da Gerex Rio Doce da Anater/MDA, Suelen Gonçalves. A consulta identificou quase 3 mil núcleos familiares de garimpeiros e faiscadores tradicionais que vivem em comunidades ao longo dos rios em Mariana, Acaiaca, Barra Longa, Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponte Nova.
Sérgio Papagaio, pescador e garimpeiro tradicional, ressalta que a consulta é um momento muito importante no processo de reparação. “O direito de escolha nunca foi levado tão a sério como agora. Por isso, é fundamental que a gente seja o mais democrático possível”, afirma.
A consulta envolveu a identificação, mobilização e mapeamento das comunidades, levantamento de dados socioeconômicos e culturais, construção conjunta de estratégias de escuta e diálogo, atividades formativas e informativas para garantir a compreensão sobre os temas da consulta, além da sistematização dos resultados que subsidiarão a definição de medidas coletivas de reparação a serem deliberadas pelas próprias comunidades.
“Chegamos na etapa final do processo e estaremos mais uma vez juntos com os garimpeiros e faiscadores na Assembleia final”, completa Suelen.
DIREITO GARANTIDO – Consulta Prévia, Livre e Informada é um direito assegurado pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), tratado internacional do qual o Brasil é signatário e que possui força de lei no país. A norma determina que povos e comunidades tradicionais sejam consultados sempre que medidas administrativas ou legislativas possam afetá-los diretamente, incluindo processos de licenciamento ambiental, implementação de políticas públicas e ações que impactem seus territórios, culturas e formas de organização social.
No âmbito do acordo, o MDA é o responsável pela implementação da consulta. Vinculada ao ministério, a Anater atua como gestora e executora da política, coordenando as ações necessárias para assegurar que o processo seja conduzido de forma qualificada, transparente e em consonância com os marcos legais nacionais e internacionais.
Fonte: Casa Civil
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Ministério do Turismo divulga lista de agências credenciadas para atender turistas chineses no Brasil
O Ministério do Turismo divulgou nesta segunda-feira (27) o resultado do chamamento público extraordinário aberto no mês passado para o cadastramento de agências de turismo interessadas em atuar no planejamento e na recepção de turistas chineses no Brasil. Ao todo, 299 empresas efetuaram o cadastramento.
A medida, que busca qualificar a oferta turística nacional de olho nesse mercado estratégico, acontece no momento em que o Brasil estuda adotar a política de reciprocidade de exigência de visto. Desde o ano passado, a China não exige o visto de turistas brasileiros. As agências habilitadas terão validade de um ano para atuação.
No total, 325 agências estão aptas, hoje, a oferecer o serviço. Outras empresas que estavam habilitadas em editais anteriores tiveram o cadastro renovado – para essas, especificamente, não era necessário aderir ao chamado extraordinário lançado em março.
Acesse AQUI a lista de agências selecionadas.
Entenda
A iniciativa é prevista em um Memorando de Entendimento assinado no ano de 2004 pelo Ministério do Turismo e o Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China.
Conforme o acordo entre os dois países, cabe à parte brasileira designar ou recomendar agências nacionais que serão responsáveis por organizar viagens em grupo de visitantes chineses ao Brasil.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou a quantidade de estabelecimentos que seguem interessados em atrair chineses para o Brasil.
“É um mercado estratégico e muito importante, que pode levar o turismo brasileiro a um outro patamar. Estamos intensificando nossos esforços de olho na China, em um momento em que há um grande fortalecimento na relação bilateral entre os dois países”, afirmou o ministro.
O credenciamento das agências faz parte do Programa ADS China (“Approved Destination Status”, em inglês), que regulamenta a recepção de turistas chineses em viagens internacionais de grupos.
O resultado divulgado nesta segunda mostra que a quantidade de empresas interessadas no mercado chinês segue praticamente no mesmo patamar dos editais anteriores.
A chamada pública exigiu que as empresas interessadas estivessem regularmente inscritas no Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos), além de aceitar os termos de responsabilidade.
Os estabelecimentos selecionados atuarão, por exemplo, na disponibilização de linhas de atendimento telefônico para consulta e assistência em caso de emergência para turistas chineses, além de um guia de turismo para cada grupo de chineses em viagem ao Brasil.
Mercado estratégico
A atração de turistas da China ao Brasil será tratada durante o Salão do Turismo, principal evento do setor no país, que neste ano acontece de 7 a 9 de maio em Fortaleza, no Ceará.
No evento, um seminário sobre o Ano Cultural Brasil-China 2026 vai reunir especialistas e representantes do setor com o objetivo de apresentar aspectos estratégicos do mercado chinês, incluindo conectividade, cultura, gastronomia, tecnologia e barreiras linguísticas.
O seminário está marcado para o dia 8 de maio (sexta-feira), às 10h, dentro das atividades do Salão. Após a conferência, haverá um debate entre os participantes, a fim de aprimorar a experiência dos turistas chineses no Brasil.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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