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Medo do El Niño pode reduzir em mais de 30% área de cevada
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A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño já começa a influenciar as decisões de plantio no Sul do país. Principal produtor nacional de cevada, o Rio Grande do Sul deverá registrar uma redução superior a 30% na área cultivada com a cultura na safra 2026, segundo projeções da Emater/RS-Ascar. O movimento preocupa produtores e a indústria de malte, uma vez que o estado responde pela maior parte da produção brasileira destinada à fabricação de cerveja.
A retração ocorre mesmo diante da oferta de contratos de integração e comercialização por parte das maltarias. O receio dos agricultores está concentrado nos possíveis impactos climáticos sobre a produtividade e, principalmente, sobre a qualidade dos grãos. Em anos influenciados pelo El Niño, o excesso de chuvas durante fases críticas do desenvolvimento da cevada pode comprometer características exigidas pela indústria, reduzindo o valor comercial da produção.
Os números mostram a dimensão da preocupação do setor. Na safra passada, o Rio Grande do Sul cultivou 32.010 hectares de cevada e alcançou produtividade média de 3.622 quilos por hectare. Caso a redução projetada se confirme, a área poderá ficar próxima de 22 mil hectares, representando uma das maiores retrações dos últimos anos para a cultura no estado.
A região de Erechim, considerada o principal polo produtor de cevada do Rio Grande do Sul, deverá liderar a queda. As estimativas apontam que a área plantada ficará abaixo de 6 mil hectares, redução superior a 35% em relação ao ciclo anterior. A decisão dos produtores reflete uma combinação de fatores, incluindo custos de produção, previsões climáticas e avaliação de risco econômico para a safra.
Apesar das incertezas, as lavouras já implantadas apresentam bom desenvolvimento inicial. Segundo a Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu dentro do esperado e as condições vegetativas são consideradas satisfatórias. O comportamento do clima nos próximos meses, no entanto, será determinante para definir o potencial produtivo da safra.
A cevada ocupa uma posição estratégica no agronegócio brasileiro por abastecer a indústria nacional de malte, matéria-prima essencial para a fabricação de cerveja. Embora o Brasil tenha ampliado sua produção nos últimos anos, o país ainda depende de importações para atender toda a demanda da indústria. Por isso, oscilações na safra gaúcha costumam ser acompanhadas de perto por cooperativas, cerealistas e maltarias.
No mercado, os preços permanecem relativamente estáveis. Na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada em torno de R$ 80, segundo levantamento da Emater. O comportamento das cotações ao longo da temporada dependerá diretamente da área efetivamente cultivada, das condições climáticas e da qualidade dos grãos obtidos na colheita.
Com a semeadura ainda em andamento, produtores, cooperativas e indústrias mantêm atenção redobrada às previsões meteorológicas. Caso o El Niño se confirme e provoque volumes elevados de chuva durante o ciclo da cultura, os impactos poderão ir além da redução de área, atingindo também a produtividade e a qualidade da cevada produzida no principal estado produtor do país.
Fonte: Pensar Agro
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Edipo Araujo vai a Aracaju debater as políticas públicas para o setor
O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, estará em Aracaju (SE), na próxima segunda-feira (15/06). Ele participa da etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, uma das prévias regionais que antecedem o evento principal, que será realizado entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF).
A conferência é um espaço de diálogo e participação social para discutir as políticas públicas para a pesca e aquicultura. Um espaço plural, que inclui pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais integrantes da cadeia produtiva.
SERVIÇO
Dia 15/06 (Segunda-Feira)
08h – 4ª Conferência da Aquicultura e Pesca – Etapa Estadual Sergipe.
Local: Biblioteca Pública Estadual Epiphanio Dória, Aracaju/SE.
CONTATO
(61) 3276-5193 / (61) 8141-7229
(061) 99317-9160
www.gov.br/mpa
@minpescaeaquicultura
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