TURISMO SEGURO
MT intensifica fiscalização após morte em turismo de aventura
Fiscalização integrada terá foco em segurança, licenciamento e regularidade de empreendimentos turísticos no Estado
COTIDIANO
A morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump no interior de São Paulo reacendeu o debate sobre a segurança em atividades de aventura no país. Após o episódio, em Mato Grosso, órgãos estaduais e federais iniciam uma força-tarefa para fiscalizar empreendimentos turísticos, com atenção especial às empresas que oferecem esportes radicais e atividades de aventura.
Representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Corpo de Bombeiros, Procon-MT, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), Vigilância Sanitária, Marinha do Brasil, Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) e Delegacia Regional do Trabalho se reuniram nesta terça-feira (16) para definir as ações da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI), que será realizada a partir de julho nos principais destinos turísticos do Estado.
A iniciativa ocorre às vésperas da alta temporada e terá como foco verificar se os empreendimentos estão operando dentro das exigências legais e técnicas de segurança.
Segundo o secretário adjunto de Turismo da Sedec, Luis Carlos Nigro, a fiscalização vai muito além da análise dos equipamentos utilizados nas atividades.
“Queremos verificar se as empresas que atuam em Mato Grosso estão regulares e em conformidade com a legislação vigente. A fiscalização não analisa apenas os equipamentos, mas todo o contexto do empreendimento, desde documentação, licenças e responsáveis técnicos até as condições de operação e segurança oferecidas aos turistas”, afirmou.
Equipamentos utilizados em atividades de aventura, como tirolesas, plataformas de salto, estruturas suspensas e atrações aquáticas, precisam possuir responsável técnico habilitado, manutenção periódica e laudos que comprovem as condições de segurança. A documentação exigida inclui, entre outros itens, Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), alvarás, licenças específicas e registros obrigatórios.
De acordo com a Sedec, os empreendimentos que oferecem atividades de aventura receberão atenção especial durante a fiscalização deste ano justamente em razão das discussões geradas por acidentes recentes registrados no país.
A responsável pelo Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) em Mato Grosso, Maria José de Souza, explica que a legislação exige que empresas do segmento cumpram normas específicas para funcionar regularmente.
“Os prestadores de serviços de turismo de aventura precisam cumprir normas técnicas de segurança e possuir registro obrigatório no Cadastur. Além disso, existem normas técnicas da ABNT que servem como referência para garantir a segurança das atividades oferecidas ao público”, explicou.
Como órgão delegado do Ministério do Turismo em Mato Grosso, a Secretaria Adjunta de Turismo é responsável por acompanhar a regularidade cadastral dos empreendimentos turísticos. O trabalho inclui a verificação de documentos, visitas técnicas e apuração de denúncias sobre possíveis irregularidades.
Durante a operação, as equipes irão verificar registros no Cadastur, licenças municipais, autorizações do Corpo de Bombeiros, licenças sanitárias, documentação técnica e demais exigências aplicáveis a cada atividade.
A orientação da Sedec é para que turistas consultem previamente a situação dos empreendimentos antes de contratar serviços de aventura ou visitar atrativos turísticos.
“Quando o empreendimento está regular no Cadastur, ele demonstra que atende aos requisitos exigidos pela legislação. É uma forma de o turista buscar mais segurança na contratação dos serviços”, ressaltou Maria José.
As denúncias sobre possíveis irregularidades podem ser encaminhadas pelos canais oficiais da Sedec, por meio da Ouvidoria e do WhatsApp institucional da secretaria.
COTIDIANO
Cacique Raoni é internado na UTI com infecção grave
De acordo com boletim médico, o ‘estado de saúde é considerado grave, exigindo cuidados intensivos e monitoramento ininterrupto’
O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, foi internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, no Mato Grosso, na tarde de domingo (14).
De acordo com o boletim médico divulgado pela unidade de saúde na manhã desta segunda-feira (15), Raoni deu entrada no hospital às 17h, após ser transferido de avião da região de Peixoto de Azevedo, onde reside.
“O paciente encontra-se internado na UTI sob monitoramento contínuo, recebendo hidratação venosa, antibioticoterapia de amplo espectro e suporte intensivo. O estado de saúde é considerado grave, exigindo cuidados intensivos e monitoramento ininterrupto da equipe multiprofissional”, diz o hospital.
Segundo informações repassadas por familiares e cuidadores ao hospital, o cacique estava em casa com visitas de lideranças indígenas quando apresentou um episódio de vômito na manhã de sábado (13).
No domingo, “apresentou três novos episódios de vômito, associados a uma tosse persistente, dor abdominal e expectoração com pequena quantidade de sangue”, segundo o hospital.
“O paciente ingeriu apenas o café da manhã e não se alimentou mais ao longo do dia, em razão do desconforto abdominal e da evolução do quadro clínico”, diz o boletim médico divulgado nesta segunda-feira.
Diante da persistência dos sintomas e do comprometimento do estado geral, Raoni foi transferido de avião para Sinop, onde foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Dois Pinheiros.
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