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TRAGÉDIA FAMILIAR

Pai e duas filhas morrem em acidente indo ao velório do avô

Família seguia para Campo Grande para participar de velório quando caminhonete bateu de frente com carreta em São Gabriel do Oeste

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POLÍCIA

Antônio Pedro Zardin, de 42 anos, e as filhas Maria Fernanda, de 15, e Maria Carolina, de 11, morreram após uma colisão frontal entre uma caminhonete Ford Ranger e uma carreta, na manhã desta segunda-feira (7), no km 626 da BR-163, em São Gabriel do Oeste, Mato Grosso do Sul.

A família, que era de Mato Grosso, estava a caminho de Campo Grande, onde participaria do velório de Márcio Machinski, avô das duas meninas.

De acordo com informações do site Idest, o Centro de Controle Operacional da Motiva Pantanal recebeu o chamado às 8h46 para atendimento de um acidente de trânsito com vítimas.

Quando as equipes chegaram ao local, não foi possível determinar com precisão como ocorreu a colisão frontal. Antônio e uma das filhas morreram ainda no local. A outra adolescente chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e também morreu.

A tragédia agrava uma sequência de perdas enfrentadas pela família. Em janeiro de 2025, a mãe de Maria Fernanda e Maria Carolina morreu em decorrência de um câncer.

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As circunstâncias e a dinâmica da colisão serão investigadas pela Polícia Civil.

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POLÍCIA

Operação Basalto mira facção suspeita de tráfico e extorsão em MT

Polícia Civil cumpre 34 ordens judiciais em quatro municípios e investiga grupo que cobrava mais de 50 comerciantes

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (8.9), a Operação Basalto, com o cumprimento de 34 ordens judiciais contra uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro.

Ao todo, são 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, expedidos pela Justiça a partir de investigações conduzidas pela Delegacia de Pedra Preta. As medidas são cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências realizadas em unidades prisionais do Estado.

A Justiça também determinou medidas cautelares diferentes da prisão para oito investigados. Entre elas estão o comparecimento periódico em juízo, a proibição de contato com outros envolvidos, a restrição de acesso a locais relacionados às atividades investigadas e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.

Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros ligados a três investigados e a uma pessoa jurídica. Uma empresa suspeita de ter sido usada para movimentar e ocultar recursos oriundos das atividades criminosas teve ainda as atividades econômicas e financeiras suspensas.

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Investigação

As apurações tiveram início após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas, realizada em fevereiro de 2025, em Pedra Preta. A partir do avanço do trabalho investigativo, os policiais reuniram mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas relacionadas à atuação da facção.

A análise do material apontou indícios da existência de uma estrutura organizada, com funções distribuídas entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes encarregados de monitorar as forças de segurança.

As investigações também indicaram que parte das atividades do grupo era coordenada de dentro de unidades prisionais, por meio de aparelhos celulares utilizados clandestinamente.

Segundo a Polícia Civil, os integrantes utilizavam grupos de comunicação para administrar as ações criminosas, controlar recursos financeiros, prestar contas e repassar orientações de segurança. A estratégia tinha como finalidade dificultar a atuação dos órgãos de segurança pública.

Cobrança de comerciantes

Um dos crimes investigados é um esquema de extorsão contra comerciantes de Pedra Preta. Durante as apurações, foram encontrados documentos que faziam referência a mais de 50 estabelecimentos comerciais, acompanhados de registros de cobranças periódicas de valores destinados à facção.

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Conforme os elementos reunidos, os comerciantes eram constrangidos a efetuar os pagamentos sob temor de represálias atribuídas aos integrantes do grupo.

Entre as provas obtidas estão diálogos, planilhas, listas de estabelecimentos, valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias.

As diligências também apontaram que contas bancárias de terceiros e uma empresa eram utilizadas para receber e movimentar valores supostamente provenientes do tráfico de drogas e das extorsões.

Com base nas informações levantadas durante a investigação, a Polícia Civil representou pela adoção das medidas judiciais, posteriormente autorizadas pelo Poder Judiciário e cumpridas nesta terça-feira (8).

O trabalho investigativo continua com a análise do material apreendido durante a operação. O objetivo é identificar possíveis novos envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes investigados.

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