Geral
Brasil lança sistema inédito para fortalecer implementação de recomendações internacionais e ampliar a governança em direitos humanos
Geral
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), lançou, nesta quinta-feira (2), o Sistema Nacional de Monitoramento e Implementação das Decisões e Recomendações Internacionais de Direitos Humanos (SIMORE Brasil) em cerimônia no Auditório Wladimir Murtinho, no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). Na ocasião, também foi anunciada a Formação da Rede de Pontos Focais do sistema.
O evento reuniu autoridades do Governo do Brasil, representantes dos sistemas global e interamericano de direitos humanos, organismos internacionais, instituições do sistema de justiça, embaixadas, sociedade civil e pontos focais ministeriais.
A iniciativa é voltada a fortalecer a capacidade do Estado brasileiro de acompanhar, coordenar e implementar decisões e recomendações internacionais de direitos humanos formuladas ao país por mecanismos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Solenidade
Durante a cerimônia de abertura, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, destacou que o lançamento representa o início de uma política permanente voltada ao aperfeiçoamento institucional e ao fortalecimento da governança global de direitos humanos. Ela também agradeceu a parceria do MRE e da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo de construção coletiva do sistema.
“Hoje, celebramos não apenas a criação de uma nova ferramenta de gestão pública, mas também um avanço institucional que fortalece a capacidade do Estado brasileiro de transformar compromissos internacionais em ações concretas de promoção, proteção e garantia de direitos”, afirmou.
Implementação
Em sua explanação, Janine ressaltou que a assinatura de tratados, por si só, não transforma realidades. “A participação em fóruns internacionais não garante direitos. O verdadeiro compromisso de um Estado com os direitos humanos está na capacidade de internalizar essas obrigações e convertê-las em políticas públicas efetivas, ações coordenadas e resultados concretos para a população”, frisou a ministra.
Segundo a representante da pasta, o Brasil acumula atualmente cerca de três mil decisões, recomendações e medidas internacionais relacionadas a diferentes áreas, como combate à pobreza, segurança pública, igualdade racial e de gênero, direitos de crianças, pessoas idosas, pessoas com deficiência, povos indígenas, população LGBTQIA+, migrantes e outros grupos historicamente vulnerabilizados.
“Sem um mecanismo permanente de coordenação interinstitucional e interfederativa, há o risco enorme de fragmentação de informações, dispersão de responsabilidades, perda de memória administrativa e respostas pontuais. Foi justamente para enfrentar esse desafio que o SIMORE Brasil foi concebido”, enfatizou.
Ao final, a ministra reafirmou que o lançamento do sistema representa uma mensagem de fortalecimento institucional em um cenário internacional marcado por desafios crescentes aos direitos humanos.
“O Brasil leva a sério os seus compromissos internacionais e está investindo em capacidade institucional para cumpri-los com mais qualidade, transparência e efetividade. Que esse seja o início de uma nova etapa, que o Estado brasileiro siga avançando na governança global de direitos humanos, que as recomendações internacionais sejam traduzidas em políticas públicas concretas e, acima de tudo, em mais dignidade, mais proteção e mais direitos para todas as pessoas que vivem no nosso país”, concluiu.
Parceria institucional
Em seu discurso, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, chanceler Mauro Vieira, ressaltou que a criação do SIMORE Brasil reafirma o compromisso do governo federal com a promoção e a proteção dos direitos humanos tanto no plano interno quanto em sua atuação internacional. “Estamos convictos de que governança eficiente, transparência e proteção da dignidade humana caminham necessariamente juntas”, destacou.
Já o titular da AGU, ministro Jorge Messias, afirmou que o lançamento do SIMORE Brasil vai muito além de um mero ato administrativo de governança. “Trata-se de um ato político no sentido mais nobre da palavra. É o Estado brasileiro dizendo, com toda clareza e convicção, que escolheu o caminho da responsabilidade, da transparência e do compromisso real com os direitos humanos”, ressaltou.
Formação técnica
Além da cerimônia de lançamento, a programação também incluiu uma formação técnica conduzida pelo MDHC, pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pelo Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH).
A agenda também inclui uma mesa técnica sobre monitoramento de decisões e recomendações internacionais, com especialistas e representantes de organismos internacionais. A formação abordou o funcionamento dos sistemas ONU e interamericano de direitos humanos, os mecanismos nacionais de implementação, relatoria e seguimento, a atuação dos pontos focais, a participação social e o uso da plataforma SIMORE.gov.
SIMORE Brasil
A criação do SIMORE Brasil responde ao crescimento do volume e da complexidade de recomendações internacionais de direitos humanos, que envolvem diferentes áreas de governo, entes federativos, instituições autônomas e políticas públicas intersetoriais.
O sistema será estruturado em três pilares complementares: o SIMORE.gov, plataforma digital oficial para centralização, organização e transparência das informações; a Rede SIMORE Brasil, instância interinstitucional composta por órgãos governamentais responsáveis pelo acompanhamento e pela implementação das recomendações; e o Fórum SIMORE Brasil, espaço de participação social voltado ao diálogo permanente com organizações da sociedade civil.
Atualmente, o Brasil possui um amplo conjunto de compromissos internacionais decorrentes da adesão aos principais tratados de direitos humanos, da participação na Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU, do diálogo com órgãos de tratados, procedimentos especiais, relatores especiais, bem como do cumprimento de decisões, medidas e recomendações provenientes do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Por meio dessa iniciativa, o Brasil transforma sua governança interna e se alinha às melhores práticas internacionais de monitoramento e prestação de contas, fortalecendo um novo pacto de cidadania: um sistema sólido, integrado e participativo, feito para garantir o progresso real e constante dos direitos humanos no país.
Leia também:
Texto: P.V.
Edição: F.T.
Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDHC
(61) 2027-3538
Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.
Geral
“Eu nunca tive uma casa, e agora eu tenho”
São Luís (MA) – O Ministério das Cidades entregou, nesta quinta-feira (2/7), 64 moradias do Minha Casa, Minha Vida Rural nos municípios de Raposa e Paço do Lumiar, no Maranhão. Em Raposa, foram as primeiras 25 das 49 unidades habitacionais previstas para o empreendimento Raposa I, localizado no povoado Itapeua. O investimento federal é de R$ 3,67 milhões.
Na sequência, em Paço do Lumiar, o Ministério das Cidades entregou 39 moradias para famílias da comunidade Pau Deitado. O empreendimento recebeu investimento de R$ 2,92 milhões do Governo Federal e beneficiou aproximadamente 160 pessoas.
Moradia digna
Ana Cláudia da Conceição de Jesus é uma das 100 pessoas beneficiadas no município de Raposa. Pela primeira vez na vida, ela vai morar dentro de uma casa com telhado, paredes de tijolo, portas e janelas. Ao longo de seus 39 anos o seu lar era feito de barro e seu teto, de madeira e lona, popularmente chamado de casa de Taipa. Não havia divisão de quartos ou cozinha, era apenas um cômodo para todos os seus pertences.
O banheiro era improvisado, não havia chuveiro, ela e sua família tomava banho de balde. Ana Claudia lidava, todos os dias, com a o medo das chuvas e dos ventos. O local em que ela vivia, muito antigo e precário, sofria pequenas inundações quando chovia.
“A minha casa era de Taipa. As condições eram ruins, péssimas, mas eu tinha que me adaptar a realidade que a gente tinha por que não tinha outro lugar para ficar. Tudo era mais difícil”, contou.
Agora a situação é totalmente diferente, ela conquistou o tão aguardado sonho da casa própria. A maranhense, vai poder dormir tranquila na chuva, trancar as portas de noite e tomar banho com chuveiro na temperatura quente. “É uma emoção que eu não consigo explicar. A felicidade é enorme porque eu nunca tive uma casa e agora eu tenho.”
Qualidade de vida
No Maranhão, os investimentos do Governo Federal já somam R$ 12,5 bilhões, considerando as ações do Novo PAC, os contratos de repasse firmados desde 2023 e os recursos do Minha Casa, Minha Vida.
Na área da habitação, o estado conta com 55,9 mil moradias contratadas, que representam um investimento de R$ 6,8 bilhões. Desse total, 26,1 mil unidades já foram entregues, enquanto outras 26,7 mil moradias subsidiadas seguem em execução.
Os investimentos também alcançam diversas áreas de atuação do Ministério das Cidades, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, mobilidade, regularização fundiária, contenção de encostas e urbanização de favelas, contribuindo para melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida da população maranhense.
Durante a cerimônia de entrega das casas, em Raposa, no Maranhão, o ministro das cidades, Vladimir Lima, destacou a importância de levar moradias rurais para pessoas que vivem em moradias precarizadas.
“Mais do que números, estamos falando de pessoas. Estamos falando da Ana Cláudia e de tantas outras famílias que, por muitos anos, viveram sem acesso a uma moradia digna. É sobre isso que o Governo do Brasil, que retomou a agenda de investimentos a partir de 2023, está falando: sobre cada pessoa, sobre cada ser humano. Temos números grandes, mas também a sensibilidade de olhar para cada Ana Cláudia, levando qualidade de vida, dignidade e melhores condições para viver”, afirmou.
Vistoria
Durante a agenda no Maranhão, o ministro das Cidades também visitou as obras de ampliação da Avenida Litorânea, uma das principais intervenções de mobilidade urbana financiadas pelo Novo PAC no estado.
Com investimento federal de R$ 237 milhões, a obra prevê a extensão de cinco quilômetros da via, conectando São Luís ao município de São José de Ribamar. A nova estrutura contará com seis faixas de rolamento, calçadão, ciclovia, iluminação pública e paisagismo, além de facilitar o acesso às praias do Meio e de Araçagy, impulsionando o turismo na região.
Assessoria Especial de Comunicação Social do Ministério das Cidades
Atendimento à Imprensa
Telefone: (61) 2034-4282
E-mail: [email protected]
Fonte: Ministério das Cidades
-
POLÍCIA6 dias atrásMãe acusa pastor de “tarado” após relato da filha de 10 anos
-
AGRO6 dias atrásCafés especiais impulsionam renda da agricultura familiar em Minas Gerais e fortalecem marcas próprias
-
BRASIL & MUNDO6 dias atrásCGU representa o Brasil na OCDE e reforça compromisso do país no combate à corrupção transnacional
-
POLÍCIA4 dias atrásFantástico revela domínio do CV em garimpo ilegal de MT






