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Paraná recebe Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados

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Curitiba, 29/6/2026 – O projeto Defensoras Populares foi lançado no sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação em dez estados brasileiros. Promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a iniciativa fomenta a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para prevenir a violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer as redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e de assistência.

A cerimônia contou com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participou da mesa de abertura a deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional no enfrentamento da violência contra as mulheres.

O lançamento ocorreu em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

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Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.

“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade”, enfatiza.

Ainda de acordo com a secretária, o crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando caminhos para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades, afirma.

Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolidou uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e facilitar o acesso aos serviços de proteção.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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BRASIL & MUNDO

Diálogo entre Brasil e Guiné-Bissau fortalece cooperação em segurança alimentar e nutricional

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O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) recebeu, nesta segunda-feira (22.06) uma comitiva composta por 22 integrantes, entre mulheres agricultoras, pesquisadoras, técnicas e profissionais vinculadas (os) a iniciativas comunitárias, projetos de desenvolvimento territorial e agroecologia de Guiné-Bissau e do Brasil. A visita técnica teve como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas pelo conselho e esclarecer dúvidas sobre sua atuação. A reunião foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.

A visita ao Consea compõe um conjunto de atividades do intercâmbio internacional “Diálogos e saberes ancestrais: caminhos entre a Guiné-Bissau e o Brasil” e faz parte das ações do projeto de pesquisa Ecossistemas, coordenado pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG). O grupo foi recebido pela presidenta do Consea, Elisabetta Recine; pela secretária-executiva do conselho, Marília Leão; e pela assessora Aline Figueiredo. 

Durante a visita, as (os) participantes conheceram a estrutura do Consea, as formas de incidência da participação social e as principais atualizações relacionadas às atividades do conselho, entre elas a realização do Encontro + 2 Anos, ocorrido no início de junho. 

Protagonismo feminino no fortalecimento da segurança alimentar

Elisabetta Recine ressaltou a relevância da iniciativa, que tem como foco o protagonismo feminino, e apresentou exemplos de ações lideradas por mulheres que contribuem para a segurança alimentar e nutricional no país, dentre elas, Elisabetta citou os programas: Quintais Produtivos e Cozinha Solidária. 

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“O Brasil tem uma agenda de segurança alimentar e nutricional que é sustentada muito pelo trabalho realizado pelas mulheres, seja no campo, seja nas cidades. Muitas políticas públicas brasileiras são experiências que nasceram na sociedade civil por mulheres. Esse momento é para nós uma honra e uma grande oportunidade de troca de experiências. A nossa força se multiplica quando compartilhamos conhecimentos”, concluiu. 

Integrantes da comitiva relataram como o Consea contribuiu para sua formação profissional e destacaram o caráter enriquecedor da visita.

A engenheira agrônoma e mestre em desenvolvimento territorial, Renata Oliveira, afirmou que conheceu o Consea ainda durante sua graduação, quando foi convidada a desenvolver atividades relacionadas à segurança alimentar e nutricional.

“O conhecimento compartilhado pelo Consea me permitiu ter uma formação mais completa e por meio das orientações recebidas também pude contribuir para a melhoria das comunidades no meu entorno”, relatou. 

O protagonismo feminino no meio rural tem papel relevante em Guiné-Bissau. Segundo relatório elaborado pelo Ministério da Mulher, Família e Solidariedade Social do país, do ano de 2025, as mulheres representam 51,1% da mão de obra empregada nas atividades agropecuárias, de caça e de apoio.

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A guineense Leodinilde Caetano, graduada em agronomia pela UNILAB, utiliza o conhecimento adquirido em solo brasileiro para contribuir com as atividades desenvolvidas por suas compatriotas. 

Após concluir a graduação no campus sede da universidade, localizado no município de Redenção (CE), ela retornou a Guiné-Bissau, onde atua com organizações de mulheres produtoras.

“A busca da segurança para as mulheres de modo geral, começa pelo campo”, afirmou. 

A agrônoma também destacou a importância de entender mais sobre a atuação do conselho.

“Conhecer o Consea de perto é uma honra e agrega muito no nosso conhecimento e a todos os profissionais que tenham como meta trabalhar pela segurança alimentar e nutricional”, declarou. 

As atividades iniciadas em Brasília, terão continuidade no município de Cavalcante (GO) até a próxima sexta-feira (26). Estão previstas rodas de conversa, visitas a experiências tradicionais e compartilhamento de conhecimentos que abrangem produção de alimentos, artesanato e à soberania e segurança alimentar e nutricional, com foco no protagonismo feminino e comunitário.


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Fonte: Secretaria-Geral

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