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Evento da CGU e do MDIC destaca importância da propriedade intelectual para competitividade e inovação no Brasil
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A Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou, nesta terça-feira (12), o evento “Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI) – Desafios de mensuração de PI por ICT pública”. O encontro reuniu representantes do governo, especialistas nacionais e internacionais, universidades e instituições científicas para debater os desafios da mensuração de ativos de propriedade intelectual produzidos por Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs).
Transmitido ao vivo no canal da CGU no YouTube, o evento discutiu aspectos relacionados à transparência, integridade, governança e demonstrações contábeis, além de estratégias e metodologias voltadas à mensuração de ativos de propriedade intelectual. O tema integra o Plano de Ação 2025-2027 da ENPI, coordenada pelo MDIC.
Durante a abertura da programação, o secretário federal de Controle Interno da CGU, Ronald da Silva Balbe, destacou a importância do debate para o fortalecimento das políticas públicas e da atuação estatal voltada à inovação. “O objetivo do nosso trabalho passa muito longe de ficar procurando erros. Muito pelo contrário. O nosso intuito é colaborar para que as coisas deem certo. Um evento como esse nos dá a oportunidade de criar recomendações que possam ser utilizadas pelas áreas auditadas como insumos para a construção de um cenário mais positivo”, afirmou.
Ronald ressaltou ainda que a discussão sobre propriedade intelectual extrapola o campo da auditoria e envolve diretamente os desafios do desenvolvimento econômico e social do país. “Não há como descolar a produção acadêmica e científica da necessidade de o país superar desigualdades e enfrentar seus desafios de desenvolvimento”, completou.
O secretário-adjunto de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Leonardo Ferreira de Oliveira, afirmou que a inovação é um dos pilares centrais da competitividade brasileira e reforçou a importância da propriedade intelectual para aproximar ciência e setor produtivo. “A gente não avança em competitividade se não tivermos inovação. As universidades públicas brasileiras respondem por aproximadamente 70% das patentes depositadas por residentes no Brasil, mas essa produção precisa se aproximar da indústria”, declarou.
Segundo Leonardo, a mensuração dos ativos de propriedade intelectual pode contribuir para o aprimoramento da gestão pública, ampliar a transparência sobre as tecnologias produzidas no país e fortalecer estratégias de financiamento e comercialização da inovação.
Painel A – Conceitos, parâmetros e desafios
O primeiro painel contou com a participação de Michael Kos, da World Intellectual Property Organization (WIPO); Camila Bella de Carvalho, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI); e Lucas Belém, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Durante o debate, os especialistas apresentaram dados sobre o crescimento global dos ativos intangíveis e discutiram os desafios para ampliar a transparência, a padronização e a confiabilidade das informações relacionadas à propriedade intelectual. Também foram abordadas as dificuldades enfrentadas pelas ICTs públicas para operacionalizar a mensuração desses ativos, especialmente em razão da descentralização das informações, da diversidade das tecnologias desenvolvidas e dos desafios relacionados à maturidade tecnológica e à valoração das inovações. Os participantes ressaltaram, ainda, a importância de integrar governos, universidades, empresas e instituições financeiras para fortalecer o uso estratégico da propriedade intelectual como instrumento de inovação e desenvolvimento econômico.
Painel B – Como a Petrobrás trata do tema
Já o segundo painel reuniu Juliana Ferreira Mello e Rodrigo de Oliveira e Souza, da Petrobras. Durante a apresentação, os representantes da estatal destacaram o papel estratégico da tecnologia para a superação de desafios da indústria de energia e detalharam a experiência da companhia na gestão de propriedade intelectual e inovação tecnológica.
Foram apresentadas iniciativas relacionadas à proteção de ativos intelectuais, ao monitoramento de tecnologias, à gestão de portfólio de patentes e aos processos de licenciamento e transferência de tecnologia. O painel também ressaltou a importância das parcerias com universidades, ICTs e startups para o desenvolvimento de soluções inovadoras e para o fortalecimento do ecossistema nacional de pesquisa e inovação.
Painel C – Experiência de ICTs Públicas
O último painel contou com a participação de Danilo Freire de Souza Santos, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG); Cíntia Reis Costa Rodrigues e Carla Maia Einsiedler, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); além de Lucas Teles de Alcântara, da Universidade de Brasília (UnB).
Os especialistas compartilharam experiências sobre gestão de ativos intelectuais em universidades e instituições públicas de pesquisa, destacando desafios relacionados à descentralização das atividades acadêmicas, ao registro histórico das pesquisas e à construção de mecanismos de mensuração e valoração compatíveis com a realidade das ICTs.
Também foram apresentadas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura de inovação, à aproximação com o setor produtivo e à melhoria dos processos de transferência de tecnologia, além de reflexões sobre a necessidade de criar práticas mais padronizadas para o acompanhamento e a gestão dos ativos de propriedade intelectual produzidos no ambiente acadêmico.
Fonte: Controladoria-Geral da União
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Governo do Brasil inicia liberação de R$ 1 bilhão para construção e reformas de casas para famílias do PNRA
O Governo do Brasil iniciou, nesta sexta-feira (15), a liberação de R$ 1 bilhão em Crédito Instalação nas modalidades Habitacional e Reforma Habitacional para famílias assentadas e comunidades quilombolas incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), além de beneficiários residentes em unidades de conservação de uso sustentável.
A medida é resultado de um esforço coletivo entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e visa garantir o fortalecimento da infraestrutura dos assentamentos, promoção da dignidade no campo e assegurar condições que possibilitem aos agricultores viver, produzir e permanecer em seus territórios.
A ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, destaca que o Incra já executou R$ 1,7 bilhão em Crédito Instalação. “Com essa parceria iremos assegurar a construção de mais 9 mil casas que irão mudar a vida das famílias que vivem no campo”, diz. A medida será operacionalizada em parceira com a Caixa Econômica Federal.
Conforme ressalta o presidente do Incra, César Aldrighi, entre 2023 e maio de 2026, a autarquia pagou R$ 797,5 milhões em recursos habitacionais, beneficiando 11.783 famílias. “Com a nova etapa de liberação dos recursos por meio da Caixa Econômica Federal, a expectativa é que o número de famílias atendidas até o final deste ano ultrapasse 21 mil”, diz o presidente.
Crédito
O Crédito Instalação é uma das principais políticas executadas pelo Incra. São dez modalidades voltadas a diferentes necessidades de assentadas e assentados, quilombolas e demais públicos do Programa Nacional de Reforma Agrária.
Nas modalidades Habitacional e Reforma Habitacional os recursos podem ser utilizados na compra de materiais de construção, contratação de projetos arquitetônicos, serviços de engenharia e mão de obra.
A seleção dos beneficiários é feita pelo Incra por meio de suas superintendências regionais. Ao longo do primeiro semestre de 2026, as unidades regionais concluirão o levantamento das famílias prioritárias em suas áreas de atuação. Após essa fase serão realizadas reuniões para apresentação das regras, direitos e obrigações previstas no contrato de concessão do crédito.
As famílias precisam estar em situação regular na relação de beneficiários do PNRA, manter seus dados atualizados junto ao Incra, estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), não apresentar inadimplência junto ao Sistema Nacional de Concessão e Cobrança de Crédito Instalação (SNCCI) e possuir título provisório, como do Contrato de Concessão de Uso (CCU), ou título definitivo.
Etapas
Outra fase necessária para o andamento do processo é a indicação de uma entidade representativa do assentamento, com a qual será firmado acordo de cooperação ou instrumento semelhante, conforme as regras previstas na Instrução Normativa Incra nº 139/2023. A instituição deverá contar com responsável técnico para elaborar o projeto e acompanhar a obra.
Depois de cumpridas as formalidades são assinados os contratos de concessão de crédito. A liberação dos valores é feita pela Caixa Econômica Federal, exclusivamente por crédito em conta poupança individual. O pagamento pode ocorrer em conta Poupança Caixa, Poupança Caixa Tem ou Poupança Social Digital, aberta automaticamente pela instituição financeira e movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Segundo o Superintendente Nacional de Benefícios Sociais, Marcelo Viana Paris, a CAIXA tem orgulho de participar da entrega, que representa dignidade e segurança para famílias da reforma agrária e de comunidades tradicionais. “Como agente operador, a instituição garante que os recursos cheguem com transparência, eficiência e segurança aos beneficiários. Essa parceria com o Incra e o Governo do Brasil marca uma nova etapa da política habitacional rural e reforça o compromisso da CAIXA com o desenvolvimento sustentável, a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida no campo”, diz.

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O dinheiro é liberado em duas parcelas: a primeira corresponde a 70% do montante aprovado, a segunda, aos 30% restantes. O cronograma e o fluxo de liberação serão definidos pelas superintendências regionais do Incra ao longo deste semestre, conforme o planejamento de cada região e a situação das famílias selecionadas.
De acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável do Incra, José Ubiratan Rezende Santana, a construção de novas moradias pela modalidade Habitacional prevê financiamento de até R$ 107 mil para famílias da região Norte e de até R$ 97,5 mil para as demais regiões.
Já a linha Reforma Habitacional prevê até R$ 55 mil para a região Norte e até R$ 50 mil para as demais. “Em todos os casos há carência de três anos a partir da liberação do crédito e desconto de 96% para pagamento”, diz o diretor.
Com a retomada e a ampliação das modalidades habitacionais, o Incra busca enfrentar um dos principais desafios históricos dos assentamentos e territórios atendidos pelo PNRA: a garantia de moradia digna. Ao associar financiamento habitacional, organização comunitária, acompanhamento técnico e operacionalização bancária, a política fortalece a permanência das famílias no campo e contribui para a estruturação dos assentamentos como espaços de vida, produção e desenvolvimento local.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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