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MDA debate ações de combate à desertificação e recuperação da Caatinga na COP17
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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) vai levar sua contribuição para os debates sobre o combate à desertificação na 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação. O evento acontece entre os dias 17 e 28 de agosto, em Ulaanbaatar, na Mongólia, com o tema: Restaurando terras. Restaurando Esperanças.
No dia 21 de agosto, o MDA promove a mesa-redonda EtnoCaatinga: recaatingamento, tecnologias sociais e cooperação Sul-Sul para restauração de terras secas na África e América Latina, que propõe um diálogo com os 197 países integrantes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação sobre restauração de terras secas, combate à desertificação e adaptação à seca a partir da experiência brasileira do projeto EtnoCaatinga e da abordagem do Recaatingamento na Caatinga.
Organizada pelo MDA, Embrapa Semiárido e Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), a atividade ocorrerá no Pavilhão do Brasil na COP 17 e discutirá tecnologias sociais, cadeias de sementes e mudas nativas, restauração ecológica, saberes locais, políticas públicas e inclusão socioprodutiva como estratégias para fortalecer a resiliência de comunidades em regiões áridas e semiáridas.
O objetivo é apresentar a experiência da Caatinga como contribuição brasileira à cooperação Sul-Sul, promovendo intercâmbio com países africanos e latino-americanos que enfrentam desafios semelhantes de degradação da terra, perda de biodiversidade, insegurança alimentar e vulnerabilidade climática. A mesa buscará identificar conexões, metodologias e possibilidades de cooperação em restauração participativa, conservação de sementes, tecnologias sociais e desenvolvimento territorial.
No dia 25 de agosto, será realizado o evento paralelo Do EtnoCaatinga ao Florestas Produtivas: soluções territoriais para restauração de terras, liderança feminina e resiliência climática no semiárido, que contará com a apresentação da metodologia do Recaatingamento idealizada pelo IRPAA, fundamentada em quatro pilares interconectados: restauração e conservação da Caatinga; inclusão socioprodutiva; capacitação de jovens e agentes comunitários; e tecnologias sociais para a convivência sustentável em ambientes de terras secas.
Ainda nesta atividade a SETEQ/MDA apresentará o Projeto EtnoCaatinga – Promoção do etnodesenvolvimento por meio da recuperação e conservação de áreas da Caatinga em territórios de Povos e Comunidades Tradicionais do Semiárido Brasileiro, uma iniciativa da Secretaria de Territórios e Sistemas Produtivos Quilombolas e Tradicionais (SETEQ/MDA), da Embrapa Semiárido e do IRPAA, que visa promover a recuperação e conservação dos recursos naturais do bioma caatinga por meio do Recaatingamento. E o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) vai apresentar o Projeto Recaatingar. O debate contará ainda com a contribuição da Embrapa, trazendo o aporte da Ciência para o tema da desertificação e restauração das terras secas.
A proposta do evento paralelo é fornecer subsídios para outras iniciativas internacionais e para cooperações com outros países que também enfrentam os desafios da desertificação.
Aline Aguiar, Ascom SETE/MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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MDA participa de agendas regionais sobre clima e financiamento da agricultura familiar no Chile
O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) participou, entre os dias 17 e 19 de agosto, em Santiago, no Chile, de agendas regionais sobre agricultura familiar, gestão de riscos climáticos e financiamento dos sistemas agroalimentares. A delegação do Ministério contou com integrantes da Assessoria Internacional e da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF).
No dia 17, representantes do MDA participaram da reunião de Coordenadores Nacionais da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O encontro tratou da preparação regional para os possíveis impactos do fenômeno El Niño, das prioridades da Presidência Pro Tempore do Uruguai e da programação da próxima REAF.
Os coordenadores nacionais também discutiram prioridades relacionadas ao financiamento, à agroecologia, às mulheres rurais e à sanidade dos alimentos. Entre os encaminhamentos foi proposta a realização de um intercâmbio técnico sobre o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e as possibilidades de regionalização da experiência brasileira. O instrumento utiliza dados sobre clima, solo e ciclos das culturas para identificar os períodos de plantio com menor risco de perdas e subsidiar políticas como o crédito rural e o Proagro.
Na mesma data, a delegação participou de reunião no Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Chile (INDAP). A agenda incluiu uma apresentação sobre a estrutura e as principais ações da instituição, seguida de um intercâmbio sobre políticas públicas destinadas à agricultura familiar e sobre os desafios compartilhados pelos países participantes.
Financiamento dos sistemas agroalimentares
Nos dias 18 e 19 de agosto, a delegação do MDA participou do seminário internacional “Investindo nos sistemas agroalimentares da América Latina e do Caribe”, promovido pela FAO. O encontro reuniu cerca de 70 representantes de 16 países, entre autoridades governamentais, organizações cooperativas, bancos públicos e privados, instituições de desenvolvimento e organismos financeiros internacionais. A programação abordou o fortalecimento das cooperativas, a atuação dos bancos de desenvolvimento, o financiamento climático e os mecanismos de financiamento combinados.
Durante o seminário, a delegação do MDA apresentou a estrutura das políticas públicas brasileiras para a agricultura familiar e os desafios para ampliar o acesso ao crédito diante das diferentes realidades econômicas, produtivas e territoriais desse público. A apresentação destacou a importância dos arranjos financeiros de proximidade e da organização de ecossistemas territoriais capazes de combinar o crédito com políticas estruturantes, como acesso à terra, Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e comercialização, além de ações de educação financeira e fortalecimento das organizações da agricultura familiar.
Texto: Mariana Camargo, Ascom SAF/MDA
Edição: Marcelo Carota, Ascom MDA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
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