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Ministra Márcia Lopes reforça combate à violência contra as mulheres no 13º Encontro Fé e Política, em São Bernardo do Campo (SP)

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou neste sábado (25/4), às 9h, da mesa de abertura do 13º Encontro Nacional de Fé e Política, realizado no Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo (SP). 

O evento, que segue até domingo (26/4), reúne cerca de 1.300 lideranças sociais, religiosas e políticas, para debater o fortalecimento da democracia, com foco na igualdade de gênero, na justiça social e no enfrentamento à violência contra as mulheres.

A programação do encontro, promovido pelo Movimento Fé e Política, criado em 1989, inclui 17 conferências sobre temas como direitos das mulheres, combate à fome, emergência climática, inclusão social e políticas públicas. 

Estruturado em eixos como democracia, justiça social, participação popular, sustentabilidade e combate à misoginia, o evento reforça que a democracia se concretiza na garantia de direitos, na valorização da diversidade e no enfrentamento das desigualdades estruturais.

Durante a abertura, a ministra destacou a importância da participação social na construção democrática. “O presidente Lula diz que democracia é acordar e escolher com quem dialogar, com quem compartilhar sonhos e experiências, e com quem construir um Brasil melhor a partir da própria realidade. O Ministério das Mulheres acredita e aposta em todas e todos vocês”, afirmou Márcia Lopes.

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Painel temático “Avanços nas políticas sociais e econômicas no Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)"
Painel temático “Avanços nas políticas sociais e econômicas no Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)"

A ministra também participou do painel temático “Avanços nas políticas sociais e econômicas no Brasil e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)” e reforçou a importância da construção de políticas públicas no cumprimento do Objetivo 5 da ODS: “Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.   

Ao abordar a relação entre fé e justiça social, o escritor Frei Betto destacou o compromisso com a transformação social. “Não há fé autêntica sem compromisso com a justiça; não há política legítima sem combate às desigualdades sociais e cuidado com todas as formas de vida”, afirmou. 

Em sua fala, ele também ressaltou a importância da partilha como base para a construção do bem-viver: “Sabe como é que isso se chama politicamente? Se chama socialismo. Socializar os bens. Partilhar os bens da terra e os frutos do trabalho humano”, expressou. 

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Ao se dirigir à ministra, Frei Betto explicou o sentido do serviço público: “Ministro é aquele que faz o trabalho a favor dos menores, dos excluídos, dos  governados”, disse.

A deputada federal e ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a relação entre as várias expressões de fé e democracia. “A fé pode contribuir para os avanços que a gente precisa alcançar dentro das nossas sociedades, porque nós temos diferentes formas de fé”, afirmou.

Ao encerrar sua participação, Márcia Lopes reforçou o compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, e sem violência contra as mulheres.  

 

Fonte: Ministério das Mulheres

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Ministra das Mulheres recebe eurodeputadas para diálogo sobre enfrentamento à violência de gênero

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, recebeu nesta sexta-feira (24/4), em Brasília, as eurodeputadas Ana Pontón e Ana Miranda para troca de experiências e fortalecimento da cooperação internacional em políticas públicas voltadas à igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. Participaram também assessoras das áreas internacional e parlamentar.

O Brasil e a Espanha querem trabalhar cada vez mais juntos e juntas. Espero que possamos manter esse diálogo, sempre aprendendo e trocando, em defesa intransigente dos direitos das mulheres, pelas mulheres vivas, sempre”.

Márcia Lopes
MINISTRA DAS MULHERES

A reunião ocorreu no contexto da visita das parlamentares ao Brasil e do interesse em conhecer iniciativas nacionais, com destaque para ações de prevenção, proteção e responsabilização no enfrentamento à violência de gênero. Entre os temas centrais estiveram o combate ao feminicídio, a violência digital, a promoção da paridade de gênero e a autonomia das mulheres. 

“O Brasil e a Espanha querem trabalhar cada vez mais juntos e juntas. Espero que possamos manter esse diálogo, sempre aprendendo e trocando, em defesa intransigente dos direitos das mulheres, pelas mulheres vivas, sempre”, afirmou Márcia Lopes.

Durante o encontro, a ministra apresentou ações do governo federal, como o Pacto Brasil dos Três Poderes contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Lula, que reúne medidas para ampliar a proteção às mulheres, responsabilizar agressores e avançar em iniciativas legislativas, como a criminalização da misoginia.

Políticas estruturantes

A ministra destacou o fortalecimento do Ligue 180, com investimentos em formação e tecnologia para qualificar o atendimento e garantir o encaminhamento das vítimas à rede de apoio. Também ressaltou a importância de ampliar e fortalecer essa rede nos estados e municípios, além de promover uma mudança cultural com o engajamento de toda a sociedade.

Foram apresentadas iniciativas como a Casa da Mulher Brasileira, os Centros de Referência da Mulher Brasileira e ações da Política de Cuidados, incluindo lavanderias coletivas, cuidotecas e outros equipamentos de apoio ao cotidiano das mulheres.

Márcia Lopes enfatizou ainda o fortalecimento da participação social, por meio de conselhos paritários, conferências livres e fóruns que reúnem diferentes segmentos, como mulheres catadoras,   quilombolas, ribeirinhas, ciganas, lésbicas, idosas, com deficiência e trabalhadoras de diversos setores.

 Violência digital

Outro eixo do diálogo foi o enfrentamento à violência digital, diante do avanço da inteligência artificial. O Brasil destacou a aprovação, na Organização dos Estados Americanos (OEA), da Lei Modelo de Enfrentamento à Violência Digital, com base em direitos humanos e perspectiva de gênero.

Foto: Gabriela Mutti/MMulheres
Foto: Gabriela Mutti/MMulheres

Avanços legislativos no Brasil 

Também foram citados o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) — uma atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente focada na proteção de menores no ambiente on-line, em vigor desde março de 2026 — e a Lei nº 896/2023 (PL Anti-Misoginia), aprovada por unanimidade no Senado e em análise na Câmara dos Deputados. O projeto equipara a aversão ou ódio às mulheres ao crime de racismo, com penas de dois a cinco anos de prisão e multa. 

Luta contra o machismo estrutural 

As participantes ressaltaram a importância da troca de experiências para fortalecer políticas públicas que promovam direitos e autonomia das mulheres, especialmente em um contexto de avanço de discursos conservadores e machistas.

“Queremos conhecer as políticas do Brasil e compartilhar nossas experiências na defesa das mulheres, na promoção da igualdade e no enfrentamento à violência de gênero. Diante do avanço de uma onda machista e retrógrada, é essencial fortalecer políticas públicas que empoderem as mulheres, ampliem direitos e contribuam para uma sociedade mais democrática”, afirmou a eurodeputada Ana Pontón.

Agenda internacional  

A participação da ministra Márcia Lopes na agenda internacional do governo brasileiro incluiu também a I Cúpula Brasil–Espanha, realizada em Barcelona, no dia 17 de abril, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez. 

Durante o encontro, foi firmado um Memorando de Entendimento com a ministra da Igualdade da Espanha, Ana Redondo García, voltado à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. 

O objetivo do governo brasileiro é fortalecer parcerias estratégicas e ampliar a cooperação em áreas como igualdade de gênero, transição energética e desenvolvimento econômico.

Fonte: Ministério das Mulheres

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