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Novo Desenrola do Governo do Brasil prevê até 90% de desconto e facilita renegociação de dívidas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira, 4 de maio, a Medida Provisória do Novo Desenrola Brasil. O programa, que terá duração de 90 dias, prevê descontos de até 90% do valor da dívida, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos de famílias, estudantes, aposentados, pensionistas e micro e pequenas empresas.

A medida promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições. Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula destacou a importância da iniciativa para milhões de famílias. “Nós estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente para voltar a respirar normal, poder voltar a sonhar, ter o nome limpo na praça. Não é correto um cidadão brasileiro, uma cidadã, estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de R$ 100, de R$ 150, R$ 200. Não tem lógica isso”, disse o presidente.

Queremos que a partir de agora, juntos, vocês e o governo, tratem de cuidar dessa dívida com muito carinho, para que vocês possam continuar consumindo, comprando aquilo que vocês quiserem, mas que vocês também adquiram a consciência que a dívida tem que ser feita de acordo com o tamanho do passo que as nossas pernas podem dar”
Presidente Lula

Entre as iniciativas estão o Desenrola Famílias, com descontos e crédito mais barato para dívidas em atraso; melhorias no crédito consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas; a renegociação de débitos do Fies; o Desenrola Empresas, voltado à reestruturação financeira de micro e pequenos negócios; e o Desenrola Rural, direcionado à regularização de dívidas de agricultores familiares.

“O que nós estamos dizendo? Nós estamos compreendendo a dívida de vocês, e vale para pequenos e médios empreendedores, para MEI, para pequeno empreendedor. Queremos que a partir de agora, juntos, vocês e o governo, tratem de cuidar dessa dívida com muito carinho, para que vocês possam continuar consumindo, comprando aquilo que vocês quiserem, mas que vocês também adquiram a consciência que a dívida tem que ser feita de acordo com o tamanho do passo que as nossas pernas podem dar”, explicou o presidente Lula. 

DESENROLA FAMÍLIAS  O Desenrola Famílias permitirá a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 por meio de um crédito novo, com taxa de juros limitada. O público-alvo são pessoas com renda de até 5 salários-mínimos ou R$ 8.105.

Poderão ser renegociadas dívidas atrasadas entre 90 dias e até 2 anos, nas modalidades de crédito pessoal não consignado, cartão de crédito e cheque especial. As instituições financeiras participantes vão aplicar descontos entre 30% e 90%, a depender do tipo de crédito e do tempo de atraso.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, destacou que o programa busca não apenas aliviar o endividamento, mas também melhorar a qualidade do crédito disponível à população.

“Isso tudo permite que, do ponto de vista pessoal, essa angústia com o nome sujo seja retirada e, ao mesmo tempo, o crédito possa voltar a existir para essas pessoas, mas um crédito melhor, em outras condições”, afirmou Durigan.

O ministro também mencionou o impacto dos juros elevados sobre as dívidas. Segundo ele, uma dívida de R$ 10 mil pode crescer rapidamente com taxas como 15% ao mês no cartão de crédito, tornando-se impagável em pouco tempo. “O que estamos fazendo? Estamos mobilizando a arquitetura, os fundos de garantia do poder público, estabelecendo essa nova relação com os bancos para dizer o seguinte: essas pessoas não vão pagar essa dívida com essa taxa de juros nesse patamar. Estamos partindo de uma série de descontos”, disse.

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Confira a apresentação do Novo Desenrola Brasil


Os juros do novo crédito serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses e até 30 dias para início do pagamento da primeira parcela. As parcelas terão valor mínimo de R$ 50.  O limite será de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.

Ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participou da coletiva que apresentou a MP à imprensa
Ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participou da coletiva que apresentou a MP à imprensa

NOVIDADE Uma novidade do Desenrola Famílias é que parte do saldo do trabalhador no FGTS poderá ser usado.  O programa permitirá o uso de 20% do saldo da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou até R$ 1 mil, o que for maior, para pagar parcial ou integralmente dívidas.

Como parte das medidas estruturantes, o programa prevê o bloqueio, por 12 meses, do CPF de beneficiários para participação em apostas online autorizadas no país. A iniciativa busca evitar o agravamento da situação financeira durante o período de renegociação.

“A mensagem é clara: precisamos recuperar a qualidade do crédito que essa pessoa toma. Uma pessoa que está endividada e precisa de ajuda do governo, não pode jogar nas apostas online, no cassino, futebol, nos aplicativos online”, afirmou o ministro da Fazenda.

EDUCAÇÃO FINANCEIRA O Desenrola Famílias estabelece, ainda, que as instituições bancárias invistam em educação financeira o montante correspondente a 1% das garantias do programa. Além disso, as instituições devem manter o rigor no controle de fluxos, permanecendo proibido o envio de recursos para apostas — mesmo após o desbloqueio do CPF — por meio de modalidades de crédito, como cartão de crédito e as variações de Pix crédito ou parcelado. 

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reforçou que o Novo Desenrola Brasil integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento de renda das famílias. “O sentido de todas essas ações é viabilizar um amplo processo de renegociação de dívidas, pegando famílias, estudantes, MEI, micro e pequenos empreendedores. Essa ação vai ser fundamental pra gente seguir um processo de melhoria de renda das famílias”, registrou Moretti.

CONSIGNADO (servidores públicos federais, aposentados e pensionistas do INSS) — As mudanças no consignado do INSS e dos Servidores Públicos Federais dentro do Desenrola vão ajudar aposentados e pensionistas e servidores públicos federais que precisam de crédito. Entre as medidas, está o fim da reserva obrigatória de 10% da margem exclusiva para cartão consignado e de benefícios, que é dívida cara, e o limite de consignação total que antes era de 45% passa a ser de 40%, limitando a participação do cartão consignado e de benefícios a no máximo 5% cada. 

Além disso, para aposentados e pensionistas do INSS, haverá ampliação do prazo máximo das operações, de 96 para 108 meses, com possibilidade de carência de até 3 meses, simplificação do acesso por biometria e redução gradual dos limites a partir de 2027. Para servidores públicos federais, o prazo será ampliado de 90 para 120 dias, com carência de até 3 meses. 

DESENROLA FIES — O programa inclui a renegociação de dívidas do Fies, com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. Para dívidas vencidas e não pagas entre 90 e 360 dias, será possível obter desconto de 100% dos juros e das multas. No caso de pagamento à vista, haverá ainda redução de 12% sobre o valor principal. 

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Também será possível parcelar o saldo em até 150 vezes, mantendo o abatimento total de juros e multas. 

Para contratos com atraso superior a 360 dias, as condições são diferentes. Estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77% do valor total da dívida, incluindo principal, juros e multas, para liquidação integral. Já os estudantes inscritos no CadÚnico poderão ter desconto de até 99% do valor total da dívida, também para quitação integral.

A expectativa é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com a renegociação de suas dívidas.


DESENROLA RURAL
 — Voltado aos agricultores familiares, o Desenrola Rural está sendo relançado.  A novidade é a ampliação de prazo para a renegociação de dívidas até 20 de dezembro de 2026. A iniciativa já beneficiou cerca de 507 mil produtores e agora poderá chegar a mais 800 mil agricultores, totalizando aproximadamente 1,3 milhão de beneficiados.

O programa permite a regularização de dívidas e a retomada da capacidade produtiva, facilitando o acesso ao crédito rural. 

DESENROLA EMPRESAS — Novidade em relação à versão anterior, o Desenrola Empresas vai aliviar o acesso das empresas ao crédito, melhorando as condições de financiamento com garantias. A iniciativa busca permitir que micro e pequenas empresas substituam dívidas mais caras por linhas com melhores condições, reduzindo o custo financeiro e melhorando o fluxo de caixa.

A nova etapa do programa poderá beneficiar mais de 2 milhões de empresas, por meio de melhorias nas linhas do ProCred e do Pronampe, com ampliação de prazos, aumento dos limites de crédito e maior tempo de carência.

Na prática, empresas que anteriormente recorreram a financiamentos mais caros — devido aos tetos então vigentes — poderão reestruturar o perfil de suas dívidas, migrando para linhas garantidas e mais acessíveis.

Para empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o programa prevê melhorias no ProCred 360, com:

  • ampliação da carência de 12 para 24 meses; 

  • aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 

  • crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 

  • ampliação do limite de crédito de 30% para 50% do faturamento, podendo chegar a 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. 

Para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, o programa prevê:

  • ampliação da carência de 12 para 24 meses; 

  • aumento do prazo total de pagamento de 72 para 96 meses; 

  • crédito de inadimplência passa de 14 para 90 dias; 

  • aumento do limite total de crédito de R$ 250 mil para R$ 500 mil. 

Com essas mudanças, o Desenrola Empresas busca não apenas ampliar o acesso ao crédito, mas também melhorar a qualidade do endividamento das empresas, criando condições para a continuidade das atividades, a retomada do investimento e a geração de emprego e renda.

O programa desenrola terá duração de 90 dias, tempo pelo qual as famílias poderão renegociar suas dívidas. E assim como ocorreu na primeira edição do programa, dívidas de até R$100 quitadas serão convertidas em nome limpo de imediato.

Fonte: Casa Civil

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Oficina internacional realizada pelo Consea promove diálogo sobre sistemas alimentares e governança global

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A governança alimentar global e seus desafios diante de um cenário internacional marcado por desigualdades, conflitos e mudanças climáticas estiveram no centro dos debates da Oficina Sobre Reformas da Governança Alimentar Global, realizada na última quarta-feira (29), no Instituto Rio Branco, em Brasília, em formato híbrido, com participação presencial e virtual de representantes de diversos países.

O primeiro dia do evento, realizado pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em conjunto com o Institute for Agriculture and Trade Policy (IATP), contou com uma mesa de abertura e três mesas de debate, reunindo representantes da sociedade civil, especialistas, representantes de organismos internacionais e integrantes do governo brasileiro. A abertura foi mediada pela presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine, e incluiu espaço para contribuições dos convidados.

Trocas internacionais e fortalecimento da governança

A diretora-executiva do IATP, Sophia Murphy, destacou a importância do intercâmbio de experiências e do diálogo entre diferentes atores para o avanço da governança alimentar.

“Nós estamos aqui nesse espaço para refletir, escutar e aprender. Acredito que as nossas ideias atravessam as instituições e contribuem com a nossa habilidade de fazer acordos, tomar decisões e encontrar caminhos para seguir em frente e avançar”, afirmou.

Ela também ressaltou o papel de espaços institucionais participativos, citando experiências como o Consea e o Comitê de Segurança Alimentar (CSA), e reforçou a importância da articulação entre governança global e sociedade civil para discutir políticas alimentares, climáticas e agrícolas.

Não é possível discutir governança em qualquer esfera sem a participação social. Os recursos técnicos e financeiros para erradicar a fome já existem, o que falta é decisão política. Josué Rocha, secretário-executivo da SGPR.

Governança como instrumento para políticas públicas

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A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Valéria Burity, enfatizou o papel estratégico da governança na definição e implementação de políticas públicas voltadas à segurança alimentar.

“Governança é onde a gente discute repartição de poder, decisão, é onde a gente transforma ações concretas em políticas públicas e define a finalidade dessas políticas, que para nós é a garantia do direito humano à alimentação”, destacou.

A secretária chamou atenção para o cenário global de agravamento das desigualdades, riscos à soberania alimentar e impactos de conflitos internacionais, ressaltando a necessidade de fortalecer a cooperação internacional. Também apontou avanços no Brasil, como a saída do Mapa da Fome e a melhoria de indicadores sociais, ao mesmo tempo em que destacou desafios como ampliar o acesso à alimentação adequada e integrar políticas nos territórios.

Complexidade dos sistemas globais

O representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Meza, ressaltou a complexidade envolvida na transformação dos sistemas de governança alimentar em nível global.

“Temos que compreender que o fortalecimento do sistema da governança alimentar global é uma tarefa titânica, não somente pela quantidade de membros envolvidos, mas pelos impactos sociais, econômicos e ambientais que estão em jogo”, afirmou.

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Ele destacou ainda a importância da participação social e da atuação das organizações no processo de construção dessas mudanças, além da necessidade de aprofundar o debate para alcançar uma compreensão mais sistêmica e coerente sobre o tema.

Participação social e decisões políticas

O secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Josué Augusto do Amaral Rocha, reforçou que a participação social é elemento essencial para a construção de uma governança efetiva.

“Não é possível discutir governança em qualquer esfera sem a participação social. Os recursos técnicos e financeiros para erradicar a fome já existem, o que falta é decisão política”, afirmou.

Ele também destacou os esforços para ampliar e territorializar a participação social no Brasil, além da importância de fortalecer e reformar espaços multilaterais. Segundo ele, o Comitê de Segurança Alimentar se destaca como um dos principais fóruns internacionais que incorporam a sociedade civil nas discussões sobre governança.

Entre os convidados que participaram de forma remota no primeiro dia do evento estiveram: Sofia Monsalve, recém-nomeada Relatora Especial da ONU para o Direito Humano à Alimentação, Carla Carneiro Barroso, Embaixadora do Brasil junto à ONU em Roma, Nosipho Jezile, Embaixadora da África do Sul em Roma e Anna Paskal, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Continuidade das atividades

A programação da Oficina Sobre Reformas da Governança Alimentar Global segue nesta quinta-feira (30/04), com a realização de novos debates e a sistematização das discussões realizadas ao longo do encontro.

Fonte: Secretaria-Geral

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