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Capacitação sobre Programa Fomento Rural envolve agentes de Ater de diferentes povos indígenas para atuar em território Yanomami

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Cerca de 60 técnicos em extensão rural que atuam no Amazonas estão sendo capacitados para acompanhar famílias da Terra Indígena Yanomami, nos municípios de São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Barcelos (AM), que serão atendidos pelo Programa Fomento Rural.

O curso de formação é uma etapa obrigatória para o início das atividades de assistência técnica e extensão rural e visa fortalecer as competências técnicas dos agentes que atuarão nos territórios. Entre os temas abordados estão: metodologia participativa, desenvolvimento sustentável, valorização dos saberes tradicionais, promoção da soberania alimentar, geração de renda e autonomia das comunidades indígenas.

A capacitação é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) e a Fundação Ajuri de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Roraima (UFRR), entidade responsável pela execução do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltado aos povos Yanomami na região.

Ao todo, serão destinados R$ 10 milhões em recursos do MDS para a transferência de recursos não reembolsáveis diretamente às 2.173 famílias atendidas aplicarem em projetos de estruturação produtiva no valor de R$ 4,6 mil cada, por meio do Programa Fomento Rural.

Adicionalmente, o Governo do Brasil destinará mais R$ 9,5 milhões à Agência Nacional de Ater (Anater), por meio da Funai, para a contratação dos serviços de Ater indígena, a serem prestados pela entidade executora, a Fundação Ajuri, da UFRR.

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De acordo com Iracema de Paula Freitas, assessora da Diretoria Técnica da Anater, que participa da atividade em São Gabriel da Cachoeira, essa capacitação apresenta um aspecto inédito na história da Agência, em razão do alto percentual de técnicos indígenas que irão atuar nos territórios yanomami.

“Os profissionais em formação que atuarão na Terra Indígena Yanomami pertencem a diferentes povos indígenas — Baré, Yanomami, Piratapuia, Tukano, Baniwa, Desana, Wanano, Tariano, Kotiria, Koripako e Kubeo — o que contribui para a execução de políticas públicas específicas, com foco em um modelo de Ater que respeite os territórios e os modos de vida tradicionais e fortaleça a sociobiodiversidade da maior Terra Indígena do país”, afirmou.

O curso está sendo ministrado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), com palestrantes de todas as instituições parceiras. A atividade ocorre na sede do Instituto Ifam, em São Gabriel da Cachoeira, desde segunda-feira, com encerramento nesta sexta-feira (17.04) e terá carga horária de 40 horas.

Os agentes capacitados deverão ser contratados como agentes de Ater da Fundação Ajuri, que atuará no território como entidade executora do Programa Fomento Rural. A escolha foi feita pelos próprios povos Yanomami, conforme asseguram a Constituição Federal do Brasil e a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A execução das atividades em campo terá início após a conclusão da formação dos profissionais.

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Para Erica Lobato, da assessoria técnica do Programa Fomento Rural do MDS, a importância de os agentes serem do próprio território indígena chega como diferencial no atendimento de Ater, pois são pessoas do próprio território, que vivem a realidade local e portanto, podem apoiar na melhor compreensão das necessidades locais e na elaboração dos projetos produtivos”.

Segundo Fernanda Mota, do Departamento de Gestão do Cadastro Único do MDS, faz parte desse trabalho também o fortalecimento da parceria com os Programas Usuários do CadÚnico que também atendem a esses grupos.

“Para os programas, o Cadastro é uma ferramenta importante para a seleção de seus beneficiários. Para as famílias, ele é a porta de entrada para os programas sociais. Para que esses dois pontos se encontrem da melhor forma, possibilitando uma maior inclusão social, as pessoas têm que entender o que significa estar no Cadastro e como ele é importante para o seu acesso a uma vida mais digna”, avaliou.

No Amazonas, o Programa Fomento Rural, juntamente com o Programa Ater Povos Yanomami atenderá 2.173 famílias de 66 comunidades localizadas no Médio e Alto Rio Negro, no Amazonas.

Cada família receberá recursos não reembolsáveis no valor de R$ 4,6 mil, para a implantação de projetos produtivos. Além disso, o Programa Fomento Rural garante acompanhamento para elaboração dos projetos e assistência técnica às famílias agricultoras durante sua implementação.

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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MDS dá as boas-vindas aos novos municípios da Estratégia Alimenta Cidades

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Mais de mil municípios brasileiros passam a integrar uma nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O anúncio foi feito durante webinário de boas-vindas, realizado nesta sexta-feira (17.04), que marcou o início do ciclo Alimenta Cidades +1000 e apresentou diretrizes, ferramentas e experiências já implementadas no país.

Entre os exemplos apresentados, está o de Caxias do Sul (RS), que aderiu à estratégia ainda no primeiro edital, em 2024. À frente da implementação local, Cristina Fabian destacou os avanços conquistados desde então, especialmente em contextos de crise.

“Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, as cozinhas solidárias tiveram papel fundamental. A experiência mostrou que, como executores da política de segurança alimentar, também precisamos fortalecer essas iniciativas. Foi a partir desse movimento que estruturamos o primeiro fórum de cozinhas solidárias do estado”, relatou. 

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), a estratégia chega a uma nova fase com a publicação da Portaria nº 1.178. A ampliação para mais de mil municípios valoriza a atuação da gestão local, ao reconhecer que os territórios são o ponto de partida para respostas mais efetivas.

Com a adesão, os municípios passam a contar com apoio técnico e instrumentos para planejar e executar ações voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.

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Durante o webinário, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destacou que o país já acumula experiências bem-sucedidas na área.

“O Brasil já demonstrou que é possível construir sistemas alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é ampliar essa transformação, cidade por cidade, para que nós tenhamos um sistema de segurança alimentar vivo, presente em todos os territórios e é por isso que a gente faz esse chamado para que todos estejam conosco implementando no dia a dia o nosso sistema de segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

A diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, Patrícia Gentil, ressaltou que a estratégia contribui para identificar vazios de acesso à alimentação e organizar respostas estruturadas, especialmente em áreas mais vulneráveis.

“Muitas famílias vivem em territórios onde a comida saudável não chega ou chega com baixa qualidade e alto custo. É necessário organizar a ação pública para garantir que alimentos adequados cheguem, sobretudo, a quem mais precisa”, explicou. 

SISAN 

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) na implementação da estratégia. Segundo ela, cerca de 70% dos municípios já aderiram ao sistema.

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A estrutura permite a articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil, contribuindo para maior integração e efetividade das políticas públicas.

 “Quando falamos em governança, tratamos de intersetorialidade, participação social e melhores resultados. Integrar as ações do Governo Federal com os municípios é fundamental para avançarmos”, afirmou. 

Destaque internacional

João Marcelo Intini, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que, dos 33 países que fazem parte da América Latina e do Caribe, o Brasil está entre os 11 que avançaram no combate à fome. 

“O Brasil, outra vez, saindo do mapa da fome, é um grande motor de inspiração, é um país que nos inspira, é um país que serve como uma grande referência de compromisso com o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas no campo e na cidade, isso nos serve como uma grande inspiração para dizer que sim, é possível”, afirmou.

Assessoria de Comunicação – MDS 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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