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Dia Internacional da Democracia: respeito aos direitos e participação social fortalecem a cidadania
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Celebrado nesta terça feira (15), o Dia Internacional da Democracia chama a atenção para princípios que fazem parte de uma sociedade livre, plural e baseada no respeito aos direitos humanos. A data foi instituída em 2007 pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) como forma de promover e fortalecer os princípios democráticos.
A democracia não se limita ao direito ao voto. Ela também está relacionada à garantia dos direitos fundamentais, à igualdade perante a lei, à liberdade de expressão e de participação, ao respeito às diversidades e à proteção contra diferentes formas de discriminação e violência.
Nesse contexto, cabe ao Estado assegurar condições para que todas as pessoas possam exercer seus direitos e participar da vida em sociedade, sem distinção de raça, cor, origem, gênero, idade, deficiência, religião ou qualquer outra condição.
Proteção de direitos
A garantia dos direitos humanos também passa pela proteção de grupos historicamente submetidos a situações de desigualdade, discriminação e outras violações. Pessoas com deficiência, crianças e adolescentes, pessoas idosas, população LGBTQIA+, população negra, povos indígenas, comunidades tradicionais, pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados estão entre os grupos que podem enfrentar barreiras específicas para o exercício pleno da cidadania.
O enfrentamento dessas desigualdades envolve medidas de prevenção e proteção, acesso aos serviços públicos e mecanismos que permitam denunciar violações e buscar a garantia de direitos.
Outro elemento da democracia é a participação da sociedade na construção das políticas públicas. Conselhos, conferências, consultas públicas, audiências e outros espaços de diálogo permitem que diferentes grupos apresentem demandas, acompanhem ações do poder público e contribuam para a formulação e o aprimoramento de políticas.
A participação social amplia a possibilidade de que diferentes experiências e necessidades sejam consideradas nas decisões públicas, especialmente aquelas relacionadas a populações que enfrentam situações de vulnerabilidade ou violações de direitos.
Disque 100
Situações de discriminação, violência e outras violações de direitos humanos podem ser denunciadas pelo Disque 100. O serviço funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.
As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais:
Telefone: disque 100, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular;
WhatsApp: (61) 99611-0100;
Telegram: busque por “DireitosHumanosBrasil” no aplicativo;
Atendimento em Libras: videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras);
E-mail: [email protected];
Presencialmente: na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em Brasília (DF).
Leia também:
Violência institucional: saiba o que é e como denunciar
Texto: E.G.
Edição: F.T.
Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MDHC
(61) 2027-3538
Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.
BRASIL & MUNDO
Presidente sanciona o Redata, que estimula Datacenters e desenvolvimento tecnológico no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (15/9) a lei do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), que estimula investimentos centros de dados e cria estímulos para o desenvolvimento de cadeias tecnológicas na indústria 4.0 no Brasil, além de garantir soberania digital em áreas como computação em nuvem, inteligência artificial, smart factories e Internet das Coisas.
O Redata vincula incentivos a contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento que promovam o adensamento das cadeias produtivas digitais no Brasil, instituindo percentuais mínimos de destinação dos serviços para o mercado interno. A lei estimula ainda a desconcentração regional, reduzindo contrapartidas para investimentos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
As empresas beneficiárias do Redata também deverão cumprir critérios de eficiência hídrica, garantindo baixo consumo de água; e de sustentabilidade, como uso de energia fontes renováveis ou de baixa emissão, cujos parâmetros serão definidos em regulamentação.
Os incentivos garantem isenção de PIS/Pasep, Cofins e IPI na aquisição de equipamentos de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), importados ou produzidos no Brasil, destinados à implantação, modernização e ampliação de Datacenters.
Equipamentos sem produção nacional equivalente ficam isentos também de imposto de importação. Decreto presidencial assinado na mesma cerimônia traz uma série de regulamentações ao programa, entre elas a que define os itens que poderão ser importados a alíquota zero por cinco anos.
Contrapartidas
Em contrapartida aos incentivos do Redata, as empresas terão de aportar 2% do valor dos produtos adquiridos (no mercado interno ou importados) em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligados a programas prioritários de apoio ao desenvolvimento e adensamento industrial da cadeia produtiva de economia digital. O escopo desses programas será definido por regulamento próprio.
As empresas beneficiadas pelo Redata também terão que disponibilizar para o mercado nacional no mínimo 10% da capacidade de processamento, armazenagem e tratamento de dados. Esse volume poderá ser vendido no mercado privado ou cedido sem ônus a ICTs ou ao poder público para o desenvolvimento de políticas no setor.
No caso de empreendimentos para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a política prevê a redução de 20% dessas duas obrigatoriedades.
Em caso de descumprimento das obrigações previstas em lei, a empresa perderá os benefícios e terá de recolher os tributos com multa e juros, além de ser impedida de retornar ao regime por dois anos.
Cenário atual
Diagnóstico do Ministério da Fazenda aponta elevada dependência nacional em relação a serviços digitais prestados no exterior, atingindo atualmente cerca de 60% das cargas digitais brasileiras.
A situação implica riscos à soberania nacional, limita o desempenho operacional das aplicações digitais e acarreta déficits na balança comercial do setor. O déficit do setor de elétricos e eletrônicos na balança foi de US$ 40 bilhões em 2024; e de US$ 7,1 bi no setor de serviços, sendo a maior parte relacionada ao processamento e armazenagem de dados.
A implementação da política leva em conta ainda as vantagens comparativas do Brasil para atração de Datacenter, como energia renovável a preços competitivos e infraestrutura de comunicações adequada para o tráfego internacional de dados por meio de cabos submarinos em operação.
Apesar desse potencial, o Brasil possui uma participação pequena no mercado mundial de Datacenters, ocupando a 10ª participação relativa, atrás de países como Japão e Holanda.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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