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Do concurso à entrega pública: como servidores estão atuando em várias frentes do Estado

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Antes de qualquer conceito, antes de qualquer modelo organizacional, são pessoas que dão sentido ao que se chama de carreira transversal. José Emanoel da Silva Rodrigues, engenheiro civil e servidor público federal aprovado no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 1), explica melhor: “na prática, isso significa que, embora minha base administrativa esteja na Gestão, minha atuação técnica é focada nos desafios de infraestrutura do país”.

Hoje, ele atua no Ministério dos Transportes, lidando diretamente com a aplicação de recursos da CIDE-Combustíveis. “Integrar uma carreira transversal confere ao analista a versatilidade necessária para atuar em diversos projetos da administração federal, com foco em infraestrutura. Essa dinâmica permite transpor a visão de modernização diretamente para os projetos estratégicos”, conta José Emanoel.

No dia a dia, isso se traduz em responsabilidade concreta: analisar programas de trabalho dos estados, validar a aplicação de recursos públicos e garantir que tudo esteja alinhado à legislação. Um trabalho técnico, muitas vezes invisível, mas essencial para que políticas públicas saiam do papel e cheguem, de fato, à vida das pessoas.

A trajetória de José Emanoel ajuda a entender uma mudança maior em curso. Desde 2023, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) vem conduzindo um processo de reestruturação das carreiras do Executivo federal que parte justamente dessa lógica: menos rigidez, mais mobilidade, mais capacidade de resposta. Esta matéria integra o especial do ministério em celebração ao Dia do Trabalhador e da Trabalhadora e mostra como a dinâmica das carreiras transversais permite que, do concurso à entrega pública, o talento dos servidores e das servidoras chegue a diferentes frentes do Estado.

Essa transformação começa pelas pessoas. “Como os problemas públicos são complexos e dinâmicos, as capacidades estatais também precisam sê-lo”, explica Douglas Andrade da Silva, coordenador-geral na Diretoria de Carreiras Transversais (Dicat/MGI). “É isso que permite entregar políticas e serviços com mais qualidade e no tempo que a população precisa”.

A fala ajuda a traduzir um conceito que, à primeira vista, pode parecer técnico. Carreiras transversais são aquelas que permitem que servidoras e servidores atuem em diferentes órgãos e áreas do governo federal. Diferentemente de modelos mais tradicionais, em que o profissional permanece vinculado a um único órgão, essas carreiras ampliam o campo de atuação. E, com isso, também ampliam o repertório, a experiência e a capacidade de atuação do Estado. 

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Hoje, esse modelo deixou de ser exceção e passou a ocupar um papel estratégico. Nesse arranjo, o MGI atua diretamente na supervisão de sete carreiras transversais, responsáveis por estruturar e fortalecer a atuação de profissionais em diferentes áreas do governo federal. Ao mesmo tempo, há carreiras com natureza transversal que seguem arranjos específicos de governança.

É o caso da carreira de Analista em Tecnologia da Informação (ATI), que também possui caráter transversal, mas com atuação voltada às áreas de tecnologia dos órgãos e entidades, e sob coordenação da Secretaria de Governo Digital do MGI. Na prática, isso significa que o modelo de carreiras transversais no governo federal reúne oito carreiras, organizadas em estruturas complementares, que ampliam a capacidade de atuação do Estado de forma integrada.

Esse conjunto forma uma rede de profissionais que circula por diferentes áreas do governo, acumulando experiências e contribuindo para conectar políticas públicas que, na prática, não acontecem de forma isolada. “Trata-se de um conjunto de carreiras altamente qualificadas, com quadros técnicos profissionais que, pela mobilidade, adquirem experiência em diversas áreas e atividades do setor público”, destaca Douglas. “É um processo contínuo de formação, que prepara esses profissionais para enfrentar desafios cada vez mais complexos”.

Os números ajudam a dimensionar essa mudança. Com os ingressos previstos para 2026, a expectativa é que mais de 12 mil pessoas estejam sob gestão do MGI nesse modelo, atuando em diferentes órgãos e entidades da administração pública federal.

Novas carreiras transversais 

Mais do que números, o que está em jogo é uma mudança de lógica. Até o início dos anos 2000, havia apenas uma carreira transversal no serviço público federal. Aos poucos, esse modelo foi sendo ampliado. E, mais recentemente, ganhou novo impulso com a criação de carreiras voltadas a áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

Duas dessas carreiras — Desenvolvimento Socioeconômico e a de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa — terão seus primeiros servidores nomeados por meio da segunda edição do CPNU, com previsão inicial de 250 profissionais em cada uma. Já a carreira de Analista Técnico do Poder Executivo Federal amplia a presença de profissionais técnico-administrativos em diferentes áreas do governo, reconhecendo um grupo historicamente essencial para o funcionamento da máquina pública.

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“São trabalhadores que dão o suporte técnico e administrativo para que as organizações públicas entreguem seus resultados à sociedade”, explica Douglas. “Muitas vezes, participam diretamente dos processos finalísticos e, agora, passam a ser valorizados também em termos de estrutura e remuneração”.

De certa forma, é essa combinação que define o momento atual: valorização de quem já está, abertura de novas oportunidades e um redesenho institucional que busca acompanhar a complexidade do mundo real. No fim, a transformação das carreiras públicas não acontece nos decretos, nas leis ou nas estruturas.

Ela acontece quando alguém como José Emanoel sai de uma aprovação em concurso e passa a analisar, na prática, como recursos públicos vão chegar aos estados. Acontece quando uma política deixa de ser isolada e passa a ser construída de forma integrada. E acontece, principalmente, quando o Estado ganha mais capacidade de funcionar. Não como uma estrutura rígida, mas como um sistema vivo, que se adapta, aprende e responde às necessidades das pessoas.

Especial  

Esta matéria integra o especial do MGI em celebração ao Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio. Ao longo da série, as reportagens mostram como um conjunto amplo de medidas vem redesenhando a rotina de quem atua no serviço público federal.

Mais do que apresentar ações isoladas, o especial revela um movimento estruturado de transformação que conecta valorização, recomposição da força de trabalho, modernização das carreiras e melhoria das condições de trabalho. São mudanças que partem das pessoas e se refletem na capacidade do Estado de entregar serviços mais eficientes, inclusivos e alinhados às necessidades da população.

Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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MTE amplia qualificação profissional e avança na expansão da Casa do Trabalhador em Pernambuco

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quarta-feira (6) o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo de Pernambuco, Diogo Alexandre Gomes Neto, para discutir a ampliação de políticas de qualificação e emprego no estado. Durante o encontro, o secretário convidou o ministro para a inauguração de uma nova unidade da Casa do Trabalhador e solicitou a adesão de Pernambuco ao programa Escola do Trabalhador 4.0.

Atualmente, o estado conta com unidades da Casa do Trabalhador no Recife, em Caruaru e em Igarassu, e há previsão de implantação de mais quatro unidades. O projeto tem como objetivo fortalecer a rede de atendimento ao trabalhador, ampliando o acesso a serviços de emprego, qualificação e orientação profissional.

Segundo Luiz Marinho, a Escola do Trabalhador 4.0 tem potencial para transformar a vida dos trabalhadores ao oferecer capacitação gratuita em competências digitais. “Estamos preparando os brasileiros para as novas demandas do mercado e ampliando suas oportunidades de emprego e geração de renda”, afirmou.

O secretário Diogo Alexandre destacou que a parceria com o Ministério é estratégica para ampliar a qualificação profissional no estado. “Com a adesão ao programa da Escola do Trabalhador 4.0, vamos levar mais oportunidades de capacitação e inclusão produtiva à população pernambucana”, disse.

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De acordo com o secretário nacional interino de Qualificação, Emprego e Juventude, Henrique Eduardo Medeiros Aquino, a Casa do Trabalhador integra serviços da Rede Sine e busca modernizar o atendimento, reunindo em um único espaço ações de intermediação de mão de obra, qualificação profissional, aprendizagem e apoio ao desenvolvimento de carreira.

A proposta também prevê a integração entre atendimento presencial, serviços digitais e autoatendimento orientado, facilitando o acesso da população às políticas públicas de trabalho e renda. “A Casa do Trabalhador se consolida como um ponto de referência para conectar trabalhadores, empregadores e oportunidades de inclusão produtiva”, destacou Aquino.

Participaram ainda da reunião o vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Waldemar Oliveira, a superintendente regional do Trabalho em Pernambuco, Patrícia dos Anjos, e a coordenadora-geral de Fomento ao Crédito e Inclusão Produtiva, Lucilene Estevam Santana.

Escola do Trabalhador 4.0

A Escola do Trabalhador 4.0 é uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Microsoft, que oferece cursos gratuitos on-line voltados à qualificação digital. Integrada ao Programa Caminho Digital, a plataforma prepara trabalhadores para as demandas da economia digital.

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Os cursos são organizados em trilhas que vão do nível básico ao avançado, abrangendo áreas como inteligência artificial, programação, dados, segurança da informação e computação em nuvem. A plataforma também oferece conteúdos voltados à empregabilidade, como elaboração de currículos, preparação para entrevistas e uso de redes profissionais.

Com acesso gratuito e possibilidade de personalizar a jornada de aprendizagem, a iniciativa reforça o compromisso do MTE com a inclusão digital e a qualificação profissional diante das transformações do mundo do trabalho.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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