Geral
Especialistas defendem nova abordagem para transformar a educação diante das mudanças tecnológicas em evento do MGI
Geral
A transformação da educação diante dos avanços tecnológicos exige mais do que incorporar novas ferramentas às salas de aula. Ela passa pelo fortalecimento da aprendizagem, pela valorização da formação docente, pela ampliação da capacidade de implementação das políticas públicas e pela disposição de enfrentar os desafios da gestão educacional. Essa foi a principal mensagem dos debates realizados na tarde desta quarta-feira (1º), durante a sétima edição do seminário “States in Transitions – Transição Educacional”, promovido pela Secretaria Extraordinária para a Transformação do Estado (SETE), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), em Brasília.
Realizado com apoio do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Unibanco, o evento reuniu representantes do governo, da academia, de organismos internacionais e de instituições da sociedade civil para discutir como as transformações tecnológicas, sociais, econômicas e demográficas vêm redefinindo os desafios da educação e quais capacidades o Estado precisa desenvolver para responder a esse novo cenário.
Na plenária de encerramento, o secretário extraordinário para a Transformação do Estado do MGI, Francisco Gaetani, destacou a importância de ampliar os espaços de diálogo e reflexão sobre os desafios da educação brasileira. Segundo ele, o encontro buscou contribuir para a qualificação do debate público, estimulando a construção de massa crítica e a discussão aberta de temas estratégicos para o aprimoramento das políticas educacionais. Ao encerrar os trabalhos, reforçou o senso de urgência que orientou a iniciativa, afirmando que “sentimos uma urgência de conversar, pois o custo de oportunidade de não promovermos essas discussões tem se tornado cada vez mais elevado”.
Na sequência, o superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, destacou que, embora o Brasil tenha registrado avanços nas últimas décadas, a aprendizagem continua sendo o principal gargalo da educação. Segundo ele, o desafio da próxima década será construir uma nova agenda capaz de reduzir desigualdades e preparar o país para as transformações tecnológicas sem ampliar as distâncias sociais e educacionais. “Evoluímos muito, a uma velocidade baixa, e seguimos com o gargalo mais estratégico da educação como um todo, que é a aprendizagem”, afirmou.
Também participante da plenária, o secretário de Educação do Piauí, Rodrigo Torres, defendeu que o maior desafio da educação brasileira já não está na formulação de novas políticas públicas, mas na sua implementação. Para ele, o país reúne recursos e instrumentos para avançar, mas ainda enfrenta dificuldades para transformar diretrizes em resultados concretos nas redes de ensino. “O que nós precisamos fazer é implementar”, resumiu.
Como ensinar em um mundo já transformado
No painel “Como ensinar em um mundo já transformado?”, especialistas discutiram como preparar a educação para as mudanças provocadas pela inteligência artificial e pelas novas demandas da sociedade, destacando que a inovação tecnológica precisa caminhar ao lado do fortalecimento da aprendizagem, da equidade e da valorização dos professores. A mediação também apresentou iniciativas voltadas à construção de referenciais para orientar o uso da IA na educação básica.
A presidente do Instituto Salto, Claudia Costin, defendeu que a transformação da educação deve estar comprometida com a aprendizagem e a redução das desigualdades, reforçando que a equidade passa por oferecer melhores condições justamente aos estudantes mais vulneráveis. “A inclusão significa dar mais a quem tem menos”, afirmou. Na mesma linha, Bernadete Gatti ressaltou que não existem fórmulas prontas para ensinar e defendeu uma formação docente capaz de preparar professores para criar ambientes de aprendizagem mais dinâmicos, colaborativos e conectados à realidade dos estudantes.
Thiago Rached argumentou que a inteligência artificial deve ser aplicada para resolver problemas concretos da educação, como o baixo nível de letramento, apoiando o trabalho dos professores sem substituir sua atuação. “A pergunta não é como aplicar IA na educação, mas quais problemas queremos resolver com ela”, destacou. Adriana Bauer, por sua vez, alertou que a inovação não pode desconsiderar as desigualdades estruturais da educação brasileira e defendeu que políticas públicas priorizem a garantia da aprendizagem básica, o fortalecimento da formação docente e modelos de avaliação capazes de subsidiar decisões dos gestores públicos.
Ecossistema de inovação
O painel “O estado da arte do ecossistema de inovação“ reuniu especialistas para discutir os desafios da incorporação da inteligência artificial às políticas educacionais de forma responsável, ética e alinhada às diferentes realidades das redes de ensino. Entre os temas debatidos estiveram governança, produção de evidências, proteção de dados e desenvolvimento de soluções voltadas ao fortalecimento da aprendizagem.
Daiane Fraille apresentou um panorama sobre o uso da IA nas redes estaduais de educação e ressaltou que a tecnologia já faz parte da realidade de diversos sistemas de ensino. “Isso não é piloto, isso não é laboratório, isso não é o futuro. É o presente”, afirmou. Eduardo Kloc destacou que a inovação precisa dialogar com as diferentes realidades sociais e territoriais do país, conciliando desenvolvimento tecnológico com inclusão.
Naércio Menezes-Filho ponderou que a inteligência artificial representa uma ferramenta importante para apoiar diagnósticos e qualificar a gestão educacional, mas alertou para os riscos do uso indiscriminado da tecnologia no processo de aprendizagem. “Se você dá o ChatGPT e as pessoas usam só para responder, elas desaprendem como aprender”, observou. Já Flávia Schmidt defendeu que a capacidade pública deve estar no centro do desenvolvimento do ecossistema de inovação e reforçou que a equidade precisa orientar todas as iniciativas. “O futuro disso não depende de algoritmos mais sofisticados, mas da capacidade de construir experiências educacionais mais humanas, mais críticas e mais éticas”, concluiu.
Saiba mais sobre a abertura do evento pela manhã: Papel do Estado na transição educacional é tema do seminário States in Transitions
States in Transition
O seminário States in Transition – Transição Educacional integra uma série de encontros voltados à reflexão sobre os impactos das grandes transformações contemporâneas na atuação do Estado. Nesta edição, o evento focou no fortalecimento da massa crítica sobre o tema, na identificação de caminhos possíveis para a transformação educacional e na formulação de propostas que contribuam para orientar políticas públicas capazes de responder aos desafios contemporâneos de forma equitativa e sustentável.
Fonte: Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
BRASIL & MUNDO
Entenda cada item cobrado na conta de luz e como acompanhar o consumo
A conta de energia elétrica reúne diferentes informações sobre o consumo, medido em quilowatt-hora (kWh), e os custos necessários para que a energia chegue ao consumidor. A cobrança contempla, por exemplo, valores relacionados à geração, transmissão e distribuição.
Na prática, a tarifa é composta por duas parcelas principais. A Parcela A reúne custos que não são gerenciados pela distribuidora (compra de energia, transmissão e encargos setoriais). Já a Parcela B corresponde aos custos relacionados à prestação do serviço de distribuição (operação, manutenção e expansão da rede elétrica).
Além desses valores, também são incluídos encargos setoriais, tributos e contribuições definidos pela legislação federal, estadual e municipal. Um exemplo é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual cuja alíquota varia de acordo com a legislação de cada estado. Também incidem as contribuições federais para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), destinados ao financiamento de políticas públicas da União.
Iluminação Pública e Bandeiras Tarifárias
Outro item que pode aparecer na fatura é a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP ou COSIP), instituída pelos municípios e pelo Distrito Federal.
Também podem ser aplicadas as bandeiras tarifárias, identificadas pelas cores verde, amarela e vermelha. Elas indicam as condições de geração de energia no período e, conforme a bandeira vigente, podem resultar em cobrança adicional na tarifa.
Conhecer esses itens ajuda a entender a composição da conta de energia elétrica e as cobranças que fazem parte da fatura.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]
-
POLÍCIA7 dias atrásMãe acusa pastor de “tarado” após relato da filha de 10 anos
-
POLÍCIA7 dias atrásAdolescente estupra e rouba vizinha que o tratava como ‘sobrinho’
-
POLÍCIA7 dias atrásAssassino mata cunhado e na fuga é descoberto pela irmã
-
POLÍCIA5 dias atrásFantástico revela domínio do CV em garimpo ilegal de MT


