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Fala MDS: Programa Acredita impulsiona inscritos no CadÚnico para o mercado de trabalho
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O Fala MDS desta segunda-feira (27.04) destaca o papel do Programa Acredita no Primeiro Passo na inclusão socioeconômica no Brasil. O programa atua para transformar a realidade de quem está no Cadastro Único, e funciona como uma ponte entre cidadãos que buscam uma oportunidade de emprego formal e empresas que oferecem postos de trabalho. Adriana Correa, gerente de projeto do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), é a convidada deste podcast e explica a estratégia da pasta para alavancar a empregabilidade entre o público do CadÚnico.
O público-alvo a ser indicado para as vagas de emprego são os inscritos no CadÚnico que tenham entre 16 e 65 anos. Mas, dentro deste público há aqueles que são prioridades no acesso às vagas, até mesmo por exigência das empresas. Este grupo são mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. “A gente tem vários parceiros que estão abraçando essas ideias [de público prioritário e diverso] e transformando a vida de muita gente”, reforçou a gerente.
Para se ter uma ideia, atualmente, existem 10.035 vagas disponibilizadas pelos parceiros do Acredita. São, ao todo, 141 instrumentos de parceria com empresas privadas e públicas que abrem vagas para este público em específico.
Para quem deseja se candidatar a uma vaga formal de trabalho com a ajuda do Acredita, o processo começa pela informação nas redes sociais oficiais, no site do MDS e no portal gov.br. O contato por meio do Disque Social 121 também é uma opção válida. Adriana Correa detalha que o atendimento é personalizado para conectar o candidato à vaga ideal na sua região: “O atendente do Disque Social está preparado para procurar vaga de emprego e para dar também todas as informações sobre as vagas”, assegurou.
As informações fornecidas pelos candidatos às vagas só chegam às empresas após o consentimento explícito do cidadão. “A partir daí, você aguarda que o parceiro vai entrar em contato pelo número que você indicou para convidar você para uma entrevista”, esclareceu Adriana.
Mesmo em locais onde não há vagas imediatas, o MDS mantém o acompanhamento dos perfis para futuras oportunidades. A orientação para quem ainda não encontrou uma vaga é acompanhar os canais oficiais: “A gente ainda está pensando na possibilidade de criar um cadastro reserva, mas no momento a gente trabalha só com as vagas das parcerias. Então, tem que ficar de olho nas ofertas que o MDS anuncia”.
Um ponto abordado no Fala MDS é a Regra de Proteção do Bolsa Família. Adriana Correa garantiu que o beneficiário que consegue um emprego formal não perde o auxílio imediatamente, se a renda por pessoa for de até R$ 706. “Essa proteção vai te ajudar se reequilibrar e formar um novo cenário econômico na sua família”. Na Regra de Proteção, a família beneficiária recebe 50% do valor por 12 meses. Só depois deste período, se o emprego for mantido e a renda continuar em R$ 706 por pessoa no mínimo, é que o Bolsa Família é cancelado.
Além do emprego direto, o Acredita investe em qualificação por meio da plataforma Projeto Seu Primeiro Passo, que oferece cursos gratuitos em diversas áreas, como marketing, administração e tecnologia. “Na plataforma você vai encontrar cursos gratuitos, uma série de trilhas para você começar a mudar sua vida”.
Onde Ouvir
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às segundas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
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Rota do Mel conta com melhoramento genético de abelhas no Paraná
Brasília (DF) – Conectar inovação, ciência e políticas públicas para fortalecer as cadeias produtivas regionais e promover um desenvolvimento mais equilibrado e inclusivo em todo o território nacional. Com esse objetivo, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR), apoia a implantação do Programa Piloto de Melhoramento Genético de Abelhas (PMGA), uma iniciativa estratégica vinculada às Rotas de Integração Nacional, com destaque para a Rota do Mel.
O projeto é desenvolvido na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Apicultura (UNEPE-Apicultura) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), localizada no campus de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná. A iniciativa é viabilizada por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o MIDR e a instituição, prevendo a ampliação e modernização da estrutura da unidade, bem como a implementação de um projeto piloto voltado ao desenvolvimento e à validação de técnicas de melhoramento genético de abelhas no Brasil.
A iniciativa integra os esforços da Rota do Mel, uma das estratégias das Rotas de Integração Nacional, que busca fortalecer cadeias produtivas estratégicas e promover o desenvolvimento regional sustentável. Nesse contexto, o melhoramento genético de abelhas surge como ferramenta essencial para aumentar a produtividade, a resistência das colônias e a qualidade do mel produzido no país.
Inovação e desenvolvimento
O PMGA envolve etapas técnicas que vão desde a definição de critérios de seleção até o controle de consanguinidade, passando pela coleta e análise de dados e o planejamento de ganhos genéticos. Por se tratar de uma área ainda em estruturação no Brasil, o projeto piloto tem papel fundamental na geração de conhecimento e na validação de metodologias adaptadas à realidade nacional.
A construção dessa agenda parte de uma demanda coletiva dos territórios envolvidos na Rota do Mel, reforçando o caráter colaborativo da iniciativa, como destaca a responsável pelo projeto, professora Fabiana Costa. “A iniciativa surgiu a partir das demandas identificadas nos polos da Rota do Mel, especialmente relacionadas ao melhoramento genético. Trata-se de uma pauta que não pertence a um polo específico, mas à rota como um todo, sendo incorporada ao seu planejamento estratégico”, explicou a professora.
Embora o trabalho com estratégias de melhoramento genético já venha sendo desenvolvido desde 2010, foi em 2023, durante uma apresentação no Zootec, que o tema ganhou maior projeção. Na ocasião, representantes do MIDR demonstraram interesse em compreender como essa iniciativa poderia ser estruturada em nível nacional.
Desde então, foram realizadas reuniões técnicas que evidenciaram que o melhoramento genético vai muito além da simples produção e distribuição de rainhas. Trata-se de um processo complexo, que exige planejamento estruturado antes da execução, sobretudo devido ao alto custo envolvido. Isso porque o projeto demanda coleta de dados em diferentes regiões do país, além de investimentos em equipes técnicas, deslocamento, veículos e laboratórios. “Essa base é essencial para viabilizar avaliações genéticas consistentes e, assim, identificar e desenvolver animais com características realmente relevantes para a produção”, explica a professora Fabiana Costa, responsável pela iniciativa.
Demanda histórica
O coordenador de Projetos Inovadores do MIDR e consultor da Rota do Mel, Samuel de Castro, ressalta que a iniciativa responde a uma demanda histórica dos produtores. “A proposta de melhoramento genético de rainhas surgiu a partir de uma parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, com a implementação de um projeto piloto no Sudoeste do Paraná. A ideia é avaliar os custos, a viabilidade e os resultados da iniciativa, para que ela possa ser replicada em outras regiões do país”, comenta.
Segundo Samuel, o programa amplia as possibilidades produtivas da apicultura brasileira. “O objetivo é desenvolver rainhas com maior potencial produtivo, não apenas para o aumento da produção de mel, mas também de apitoxina, própolis e pólen. Além disso, o melhoramento genético pode contribuir para a sanidade apícola, com abelhas mais resistentes a doenças e com comportamento mais manso”, observa Castro.
O coordenador também destaca o impacto estrutural da proposta para o setor. “A partir dos resultados desse projeto piloto, a expectativa é estruturar um programa nacional de melhoramento genético, fortalecendo a cadeia produtiva e ampliando o número de produtores de rainhas no Brasil. A renovação frequente das rainhas é um fator determinante para manter a produtividade dos apiários”, conclui.
Além do avanço científico, o programa aposta na construção coletiva das estratégias, com a participação ativa de apicultores, técnicos, pesquisadores, cooperativas e gestores públicos. A proposta é estabelecer metas de curto, médio e longo prazo que possam orientar a consolidação de um programa nacional de melhoramento genético de abelhas.
Transparência e fortalecimento institucional
Como parte das ações vinculadas ao TED, o projeto também contempla iniciativas de comunicação institucional para dar visibilidade aos resultados e garantir transparência na aplicação dos recursos públicos. Estão previstas a produção de vídeo institucional, materiais informativos e conteúdos para divulgação em diferentes plataformas.
A estratégia busca traduzir a complexidade técnica do projeto em linguagem acessível, ampliando o entendimento da sociedade sobre a importância do melhoramento genético na apicultura e seus impactos para o desenvolvimento regional.
Com duração estimada de dois anos, o projeto piloto deverá apresentar resultados que subsidiem a expansão do modelo para outras regiões do país. A expectativa é contribuir para o aumento da produção de mel, a melhoria na sobrevivência das colônias e a geração de renda para pequenos e médios produtores, especialmente da agricultura familiar.
Os benefícios também se estendem à formação de estudantes, ao fortalecimento de instituições de pesquisa e à dinamização de cooperativas e indústrias do setor, consolidando a apicultura como vetor de inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável.
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Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional
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