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Governo do Brasil realiza consulta pública para fortalecer políticas voltadas a migrantes, refugiados e apátridas no Brasil

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O Governo do Brasil realiza, até 30 de junho, consulta pública para receber sugestões que contribuam para o fortalecimento de políticas públicas voltadas a migrantes, refugiados e apátridas no Brasil. O objetivo é consolidar a versão final do I Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (I PlaNaMIGRA).

As contribuições, feitas por meio da plataforma Brasil Participativo, poderão integrar o plano que orientará o planejamento, a gestão e o monitoramento da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), publicada pelo Decreto nº 12.657/2025. As sugestões ainda poderão orientar União, estados, Distrito Federal e municípios no atendimento de demandas apresentadas por migrantes, refugiados e apátridas no país.

O plano é resultado de um amplo processo de diálogo e construção coletiva, alinhado ao compromisso do governo federal de assegurar a participação da sociedade. É nesse documento que propostas como o acesso à qualificação profissional, o reconhecimento de diplomas, o combate à discriminação no trabalho, o acesso a serviços de saúde e educação, entre outras, começam a ganhar forma.

Participe! Acesse a plataforma Brasil Participativo com sua conta GOV.BR.

Caso a cidadã ou o cidadão não tenha uma conta GOV.BR, a plataforma disponibiliza acesso a pessoas que não possuem CPF, na opção de usuário estrangeiro.

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A viabilidade e a legalidade das propostas serão avaliadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Posteriormente, será feito o aperfeiçoamento do texto-base e a consolidação da nova versão, que ocorrerá com a publicação e implementação do plano. As medidas devem ser executadas em um período inicial de quatro anos (2026-2030).

PlaNaMIGRA

O Plano Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia começou a ser elaborado em novembro de 2024, durante a 2ª Conferência Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (2ª Comigrar), evento coordenado pelo MJSP. Na ocasião, foram produzidas 60 propostas para aprimorar as políticas públicas voltadas a essas populações. O evento reuniu mais de 700 representantes do poder público, da sociedade civil e de organismos internacionais.

O documento conta com eixos temáticos, estratégias de implementação, ações e indicadores que possibilitam seu monitoramento e sua avaliação. O instrumento também inclui contribuições de oficinas com ministérios, órgãos públicos e organismos internacionais, além de dados qualitativos e quantitativos de pesquisas governamentais e metodologias consolidadas de monitoramento e avaliação de políticas públicas.

A primeira versão foi elaborada com apoio técnico da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para Migrações (OIM).

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Política nacional

A Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), publicada pelo Decreto nº 12.657/2025, visa coordenar e articular ações de diferentes áreas do Executivo Federal, em cooperação com estados, municípios, sociedade civil e organismos internacionais, para promover e proteger os direitos das pessoas migrantes, refugiadas e apátridas no país.

O MDHC tem papel central nessa política, sendo responsável por implementar, em cooperação com estados e municípios, serviços, programas e ações voltados à inclusão social, integração local e combate à discriminação e à violência contra esses grupos.

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Texto: A.L.

Edição: F.T.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões

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Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.

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Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.

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Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso. 

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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