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MDS e MJSP firmam acordo para integrar Centros Pop à Rede Cais com investimento anual de R$ 50 milhões

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Integrar estratégias de redução de riscos e danos para cidadãos em extrema vulnerabilidade. Com esse intuito, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou um acordo de cooperação técnica e financeira com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a rede de serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A iniciativa prevê o investimento anual de R$ 50 milhões e viabilizará a integração de 263 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros-Pop) à Rede Centros de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). O acordo foi assinado nesta segunda-feira (22.06), em Brasília, durante solenidade para marcar o início da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os recursos devem ser transferidos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad), gerido pelo MJSP, diretamente para o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Na modalidade fundo a fundo, o repasse aos entes federados (estados, municípios e Distrito Federal) deve ocorrer de forma ágil e desburocratizada, garantindo a aplicação imediata na qualificação do atendimento socioassistencial e no suporte técnico adequado às equipes locais.

O titular do MDS, ministro Wellington Dias, destacou que a medida é fruto de um diagnóstico minucioso realizado em parceria com instituições de ensino superior e visitas técnicas a unidades de acolhimento. “A partir desse diagnóstico, fizemos com a nossa equipe uma série de avaliações em nossa rede e passamos a atuar junto com as universidades do Brasil, inspecionando as unidades de acolhimento que trabalham nessa área. O nosso objetivo é garantir a aplicação de protocolos que tragam plenas condições de segurança tanto para os profissionais que atuam na ponta quanto para os usuários que recebem os benefícios”, explicou.

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Wellington Dias também celebrou os indicadores positivos alcançados pela pasta e a união de esforços federais. “Quero destacar os avanços que tivemos. Levantamentos recentes demonstram o incremento dos benefícios humanos e o aumento da sensação de acolhimento dos atendidos, o que comprova a relevância e o impacto positivo dessas ações. Com esse trabalho conjunto, unindo recursos do MDS e do Ministério da Justiça, estamos fortalecendo os pontos de atenção voltados à população em situação de rua, criando uma rede de proteção robusta e eficiente”, ressaltou o ministro.

A articulação interministerial também foi defendida pelo ministro do MJSP, Wellington César, que apontou o acordo como um pilar essencial para a modernização das diretrizes de segurança pública no país. “Estamos estruturando uma política pública baseada em uma compreensão integrada, sistêmica e contemporânea da segurança pública. Trata-se de um exame que supera falsos dilemas e reconhece que o combate ao crime organizado e a prevenção da violência são faces indissociáveis de uma mesma estratégia nacional”, afirmou.

Segundo o titular do MJSP, as ações preventivas e o acolhimento social reduzem o espaço de atuação das organizações criminosas. “A segurança pública exige inteligência, investigação robusta, operação federativa, fortalecimento institucional e a firme capacidade de nos articularmos para desarticular as organizações criminosas que desafiam o Estado brasileiro”, complementou Wellington César.

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Também no evento, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, ressaltou o impacto macroeconômico e social de se investir na recuperação e reinserção de indivíduos vulneráveis antes que sejam capturados pelo sistema prisional. “Um dos itens fundamentais do plano de segurança pública do governo que está sendo lançado é, precisamente, o controle dos presídios, de onde muitas vezes o crime organizado comanda atividades que vitimizam as comunidades”, contextualizou Barroso.

O ministro alertou para a ineficácia do encarceramento em massa de pequenos delitos e defendeu o tratamento da dependência química sob a ótica da saúde pública. “O encarceramento hipertrofiado e desnecessário de réus primários acaba realimentando a criminalidade em vez de pacificar a sociedade. Devemos focar em quem realmente comanda o crime. Ações como esta retomam o grande propósito de uma política de drogas humanizada, voltada à saúde física, evitando o tratamento puramente penal e cuidando das pessoas que sofrem com esses transtornos”, ponderou Barroso. 

Assessoria de Comunicação – MDS

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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MinC abre mapeamento nacional de iniciativas de arte, cultura e saúde mental

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O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) e da Diretoria de Promoção da Diversidade Cultural (DPDC), em parceria com o Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad), do Ministério da Saúde, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulga a abertura do Mapeamento Nacional das Iniciativas de Arte, Cultura e Saúde Mental.

A ação integra a campanha Cultura é Mais Saúde e pretende identificar e dar visibilidade a experiências desenvolvidas em diferentes regiões do país que articulam cultura, cuidado, saúde mental e participação comunitária.

As informações coletadas irão contribuir para o aprimoramento de políticas públicas, fortalecer a articulação entre cultura e saúde e ampliar o reconhecimento de iniciativas que promovem direitos, inclusão e bem-estar.

Cultura como instrumento de cuidado

A proposta parte do entendimento de que a cultura desempenha papel fundamental na construção de vínculos sociais, no fortalecimento das comunidades e na promoção da qualidade de vida.

Para a secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, a integração entre cultura e saúde amplia o alcance das políticas públicas e fortalece a garantia de direitos.

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“A cultura é um direito e também um importante fator de proteção, pertencimento e convivência. Fortalecer essa articulação é reconhecer que o cuidado acontece nos territórios, nas relações comunitárias e nas diversas formas de expressão cultural presentes em nosso país”, destaca.

A diretora de Promoção da Diversidade Cultural, Karina Miranda, ressalta que o levantamento permitirá conhecer melhor as experiências já existentes e valorizar práticas que geram impactos positivos nas comunidades.

“Quando falamos de cuidado, memória, afeto e reconhecimento, também estamos falando de cultura. Esse mapeamento vai ajudar a tornar visíveis iniciativas que transformam vidas e fortalecem a construção de comunidades mais acolhedoras e inclusivas”, afirma.

Formação para agentes culturais e trabalhadores da saúde

Além do levantamento, a parceria prevê o lançamento do curso Arte, Cultura e Saúde, desenvolvido pela Fiocruz.

A formação será oferecida na modalidade de ensino a distância (EaD), com previsão de início no segundo semestre de 2026. O curso contará com certificado de conclusão e seleção por edital.

Quem pode participar

O mapeamento é voltado para:

Pontos e Pontões de Cultura;
Centros de Convivência e Cultura da Rede de Atenção Psicossocial (Cecos);
Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

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Os resultados irão subsidiar estratégias voltadas ao fortalecimento das ações de cultura e saúde em todo o país, contribuindo para a construção de políticas cada vez mais integradas e conectadas às realidades dos territórios.

Serviço

Mapeamento Nacional das Iniciativas de Arte, Cultura e Saúde Mental. Acesse AQUI

Fonte: Ministério da Cultura

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