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MDHC defende redes de cooperação e protagonismo feminino no Fórum Internacional de Mulheres do Turismo
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Por meio da Assessoria de Participação Social (ASPAD), o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participa, entre os dias 3 e 4 de junho, do Fórum Internacional de Mulheres do Turismo. O evento, realizado no Centro de Convenções Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa (PB), reuniu lideranças nacionais e internacionais para discutir temas estratégicos como empreendedorismo feminino, segurança das mulheres, diversidade, inclusão e os impactos da Copa do Mundo Feminina de 2027 para o turismo brasileiro.
De acordo com Anna Karla Pereira, chefe da Assessoria, as pautas tratadas no evento dialogam diretamente com a atuação do MDHC, que trabalha para fortalecer a participação social, combater desigualdades e promover políticas públicas que garantam dignidade, autonomia e acesso a direitos para diferentes grupos da população.
“A promoção dos direitos humanos passa pelo reconhecimento e pela valorização do papel das mulheres na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática. Participar deste Fórum é uma oportunidade de dialogar sobre desafios e avanços relacionados à igualdade de gênero, à diversidade e à ampliação de oportunidades”, afirmou.
Para a titular da ASPAD, é preciso reconhecer que os direitos humanos perpassam todas as áreas, inclusive o turismo, com a plena participação feminina: “Quando fortalecemos a participação das mulheres, incentivamos sua autonomia econômica e promovemos ambientes mais seguros e acolhedores, estamos fortalecendo a cidadania e a democracia. O turismo tem um enorme potencial de transformação social, e é fundamental que esse desenvolvimento aconteça com respeito à diversidade, à inclusão e aos direitos humanos.”
A presença do Ministério na agenda também possibilita a troca de experiências e o fortalecimento da articulação entre governo, organismos internacionais, setor produtivo e sociedade civil, contribuindo para a construção de estratégias mais inclusivas e democráticas para o desenvolvimento do turismo. Temas como afroturismo, pertencimento, valorização das identidades culturais, acessibilidade e segurança das mulheres evidenciam a importância de incorporar a perspectiva dos direitos humanos às políticas e iniciativas voltadas para o setor.
Nesse contexto, o MDHC tem desenvolvido ações voltadas ao fortalecimento da participação social e da diversidade, promovendo o diálogo com diferentes segmentos da sociedade e contribuindo para a formulação de políticas públicas que ampliem oportunidades, enfrentam discriminações e valorizem a pluralidade de experiências das mulheres brasileiras. A participação no Fórum representa uma oportunidade de ampliar parcerias institucionais, conhecer experiências exitosas e fortalecer iniciativas que promovam inclusão, autonomia econômica e equidade de gênero.
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Texto: R.M.
Edição: F.T.
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BRASIL & MUNDO
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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