PERSEGUIÇÃO
Morador de MT é preso por stalking contra jovem de Goiás
O investigado passou a direcionar comportamentos insistentes à vítima a partir de 2021, quando ela ainda era menor de idade
POLÍCIA
Um homem residente em Barra do Garças foi preso preventivamente na segunda-feira (1º) durante a Operação Conduta Obsessiva, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás para apurar crimes de perseguição e violência psicológica contra uma jovem e integrantes de sua família.
A ordem judicial foi cumprida em Mato Grosso com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças. A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Goiânia.
De acordo com a apuração policial, o investigado passou a direcionar comportamentos insistentes à vítima a partir de 2021, quando ela ainda era menor de idade. As investigações apontam que ele enviava presentes sem autorização, mantinha contato frequente por mensagens e realizava tentativas reiteradas de aproximação, apesar da falta de reciprocidade.
Com o passar do tempo, a conduta teria ultrapassado a relação com a jovem e alcançado outros membros da família. Segundo a Polícia Civil, o suspeito buscava informações pessoais dos parentes, localizando números de telefone e perfis em redes sociais para manter contato constante.
As diligências indicam que a prática se prolongou por aproximadamente quatro anos. Durante esse período, familiares relataram episódios recorrentes de invasão de privacidade, além de receio diante da insistência do investigado em manter algum tipo de vínculo com a família.
Além da prisão preventiva, foram cumpridas medidas judiciais para recolhimento de elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.
Conforme a Polícia Civil de Goiás, o suspeito também responde a um processo criminal por tentativa de homicídio.
O nome da operação faz referência ao comportamento atribuído ao investigado, caracterizado pela persistência nas tentativas de contato, monitoramento da rotina das vítimas e insistência em estabelecer proximidade, mesmo sem qualquer relação ou consentimento por parte delas.
POLÍCIA
Seminarista investigado por ataques a padre é alvo de operação
Apuração aponta uso de redes sociais, aplicativos de mensagens e e-mails para disseminar conteúdo ofensivo contra líder religioso
Um seminarista investigado por uma série de ataques virtuais contra um padre e líder religioso de Barra do Garças foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (3). A investigação apura supostos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição praticados por meio de plataformas digitais.
Segundo a apuração, as condutas teriam ocorrido de forma reiterada e se estendido por diversos canais de comunicação, incluindo aplicativos de mensagens, redes sociais, listas de transmissão e correios eletrônicos. O material divulgado continha conteúdos considerados ofensivos e acusatórios contra o pároco e outros integrantes da instituição religiosa.
As investigações tiveram início após o registro de uma representação criminal relatando que as publicações continuavam sendo feitas mesmo após o encerramento de procedimentos anteriores relacionados ao caso.
Durante a apuração, foram reunidos depoimentos de vítimas e testemunhas, além de capturas de tela, registros digitais, publicações em redes sociais e outros elementos que indicariam a continuidade dos ataques. A Polícia Civil também produziu relatórios técnicos para garantir a preservação das evidências digitais.
De acordo com os investigadores, havia o receio de que provas importantes fossem apagadas ou destruídas, especialmente conteúdos armazenados em dispositivos eletrônicos e plataformas digitais.
Com base nos elementos reunidos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em Cuiabá. Durante a ação, foram recolhidos celulares, computadores, notebooks, tablets, mídias digitais, documentos e anotações que poderão auxiliar no esclarecimento dos fatos.
Além da apreensão dos equipamentos, o investigado passou a cumprir medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. Entre elas estão a proibição de manter contato com as vítimas, a obrigação de permanecer a pelo menos 200 metros de distância dos envolvidos e a vedação de publicar ou compartilhar conteúdos relacionados ao caso.
Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, incluindo a recuperação de arquivos eventualmente apagados. A expectativa é que os dados coletados ajudem a identificar a extensão das condutas investigadas e eventuais responsabilidades criminais.
A operação, denominada Veritas, foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, que segue com as investigações para concluir o inquérito e encaminhar o caso à Justiça.
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