Search
Close this search box.

Geral

MDHC recebe Comissão Interamericana de Direitos Humanos para dialogar sobre avanços e desafios na promoção de garantias no Brasil

Publicados

Geral

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) recebeu, na quarta-feira (10) em Brasília, representantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) a pedido da organização. O encontro resultou no compartilhamento de informações sobre as ações realizadas por ambas as instituições e no estreitamento de relações para a continuidade desse processo e o de colaboração.

A secretária-executiva adjunta da pasta, Isadora Lacava, celebrou o encontro com a CIDH e evidenciou a importância do momento para proporcionar avanços na agenda de direitos humanos no país: “Reafirmamos o nosso compromisso com a pauta e com a proteção de quem efetiva essas garantias em nosso país, que são as defensoras e defensores. Aproximar a Comissão dos nossos trabalhos é uma tarefa prioritária, pois colabora para o êxito de nossas ações”.

(Foto: Samara Prado/MDHC)
(Foto: Samara Prado/MDHC)

Já o coordenador-geral dos Sistemas Internacionais de Direitos Humanos, Davi Quintanilha, esclareceu a relevância da instituição para o Brasil e outros países das Américas: “A CIDH desempenha um papel relevante na partilha de experiências e no aperfeiçoamento das políticas públicas em nosso continente. O Brasil tem buscado contribuir ativamente para esse diálogo, apresentando boas práticas e também aprendendo com experiências desenvolvidas por nossos vizinhos”.

Compuseram a delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos o comissário e relator para o Brasil, José Luis Caballero Ochoa; a secretária-executiva, Tania Reneaum Panszi; a coordenadora de Medidas Cautelares e Provisórias, Fernanda dos Anjos; e o coordenador de Monitoramento, Miguel Mesquita.

Além de Isadora Lacava e Davi Quintanilha, representaram o MDHC a secretária Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat; o coordenador-geral do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, Igo Martini; o coordenador da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais, Lucas Santiago; entre outros colaboradores.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também acompanhou o momento por meio do chefe da Divisão de Contencioso em Direitos Humanos, Pedro Montenegro; e da diplomata Ana Cecília Colares.

Leia Também:  MTE e DIEESE realizam 3º Encontro Nacional da Rede de Observatórios do Trabalho

Proteção de defensoras e defensores de direitos humanos

Durante o compromisso, foram apresentados pelo MDHC recentes avanços nas políticas públicas voltadas à proteção de defensoras e defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas. Entre os temas debatidos estiveram a implementação do Plano Nacional de Proteção (Decreto n.º 12.710/25), a estruturação de mecanismos de monitoramento e governança da política pública e os esforços para aprovação do Projeto de Lei 6462/25 que institui o Sistema Nacional de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos.

Também foram abordados o acompanhamento da Medida Cautelar 449-22, que orienta o Brasil a adotar medidas para a integridade de membros da União dos Povos Indígenas do Vale de Javari (UNIVAJA) que atuam pela defesa do território e que se envolveram nas buscas dos corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. Ambos foram mortos por denunciarem crimes ambientais e violências contra pessoas indígenas na região norte do país, ameaçada por garimpeiros, pescadores ilegais, madeireiros e traficantes de drogas.

O MDHC expôs atualizações sobre as ações desenvolvidas no local, incluindo iniciativas voltadas à ampliação da conectividade, fortalecimento da proteção coletiva de comunidades indígenas e tradicionais e apoio a lideranças protegidas pelo Decreto n.º 12.710/25.

Sobre essas ações, Igo Martini destaca que a pasta tem atuado, no âmbito de suas atribuições, para contribuir com o cumprimento das medidas, com responsabilidade institucional, articulação federativa e diálogo permanente com os órgãos envolvidos: “Trata-se de uma agenda que exige continuidade, coordenação e compromisso concreto com a proteção da vida, o acesso à justiça e a não-repetição das violações. Oportunidades como essa proporcionam ainda mais transparência e efetividade de nossas ações”.

(Foto: Samara Prado/MDHC)
(Foto: Samara Prado/MDHC)

Pessoas LGBTQIA+

Outro destaque foi a apresentação das ações desenvolvidas pela Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (SLGBTQIA+). Foram compartilhados os avanços relacionados à implementação da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ (Portaria n.º 1.825/2025), bem como atividades voltadas à produção e qualificação de dados sobre violência e discriminação contra essa população.

Leia Também:  Ministra assina portaria que institucionaliza a Escult e lança oficialmente o EscultAqui Recôncavo

A secretária Symmy Larrat pontuou que a visita da CIDH ao MDHC fortalece os sistemas internacionais de garantia de direitos e o multilateralismo, sistema que permite que as nações dialoguem sobre soluções de problemas comuns, equilibra o poder global e dá voz a países com menor influência.

“Essa reunião consolida a nossa atuação pelos direitos das pessoas LGBTQIA+ e todas as outras que necessitam do nosso trabalho e que se juntam a nós, como as defensoras e defensores”, chamou a atenção.

Encaminhamentos

Ao final do encontro, a CIDH manifestou o seu interesse em aprofundar o intercâmbio de experiências com o Brasil, especialmente em temas relacionados à proteção de defensoras e defensores de direitos humanos, a proteção coletiva de comunidades vulneráveis, a produção de dados sobre violência baseada em orientação sexual e identidade de gênero, e o fortalecimento da participação social na formulação de políticas públicas.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania demonstrou sua vontade em atuar por esse caminho e reafirmou a importância da cooperação entre o Estado brasileiro e os órgãos do Sistema Interamericano de Direitos Humanos para o fortalecimento da democracia, da proteção de grupos vulnerabilizados e da promoção dos direitos humanos na região.

Leia também:

Brasil defende combate à violência e inclusão econômica de pessoas LGBTQIA+ em encontros com OEA e Banco Mundial

Texto: R.B.

Edição: G.O.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

Acesse o canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania no WhatsApp.

Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL & MUNDO

Governo do Brasil lança MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP para compra de motos e bicicletas fabricadas no Brasil

Publicados

em

O Governo Federal anunciou o lançamento do MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP, uma versão do Programa MOVE BRASIL voltada à mobilidade produtiva e à inclusão financeira de entregadores e motoristas de aplicativos. A iniciativa tem como meta financiar a aquisição de aproximadamente 100 mil motocicletas, motonetas e ciclomotores, priorizando veículos produzidos no Brasil.

O programa funciona como uma linha de crédito subsidiada para pessoas físicas e jurídicas, operada diretamente pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Para garantir a viabilidade do crédito e a redução de riscos, a operação utiliza recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e conta com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O programa oferece condições facilitadas, com prazo de pagamento de 48 meses e carência de dois meses. O valor médio do financiamento é de cerca de R$ 21 mil, com parcelas mensais estimadas em R$ 552, o que representa um comprometimento aproximado de 19% da renda líquida do trabalhador. As taxas de juros serão de 12,5% ao ano para homens e 11,5% para mulheres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou que o Move Brasil Entregadores e Motoapp é uma forma de valorizar o sacrifício dos trabalhadores por aplicativo. “Pessoas que fazem sacrifício, mas pessoas que foram bem-educadas e pessoas que são honestas. Então, é importante que a gente tenha a plenitude de dizer: vocês não estão apenas conquistando o direito de ter uma moto, vocês estão deixando de pagar um aluguel para comprar um patrimônio. Não é uma dívida qualquer. Você está fazendo uma dívida, mas vai ter um patrimônio”, disse o presidente.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, ressaltou que o sistema que dará acesso ao financiamento estará aberto ainda hoje. “Também na data de hoje vocês já poderão fazer o cadastramento no portal do programa e, em cinco dias úteis, ter a resposta sobre a elegibilidade, ou seja, se vocês terão acesso à linha ou não. Caixa e Banco do Brasil, a partir do dia 13 de julho, já estarão operando para que vocês possam tomar esse recurso, comprar a moto nova ou comprar a bicicleta elétrica nova”, explicou o ministro.

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, lembrou que a iniciativa não é apenas uma linha de financiamento. “Isso é tirar da invisibilidade. É dar o reconhecimento merecido para milhares e milhares de trabalhadores que arriscam sua vida 10 horas em cima de uma moto para levar comida quente na nossa casa, para poder fazer uma entrega de uma encomenda na nossa casa, ou dos mototaxistas, para poder transportar as pessoas para chegarem mais rápido no lugar”, disse Boulos, que completou: “Mais do que uma linha de crédito, isso é um reconhecimento, é uma valorização. Nunca o governo tinha dado um reconhecimento de chegar para esses trabalhadores e falar: ‘Vocês existem’”.

Leia Também:  Brasil amplia sinal 4G para mais 2 milhões de brasileiros que vivem em áreas rurais

O ministro da Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, fez questão de reconhecer a importância do trabalho dos entregadores e entregadoras para a vida de cada um. “Todos os dias, companheiras e companheiros, antes mesmo de o dia amanhecer, e mesmo depois de ter anoitecido, rodam as ruas de todas as cidades, pequenas e grandes cidades, levando remédio, comida, documento, melhorando a vida das pessoas. Nós ficamos lá ansiosos, esperando as companheiras e os companheiros chegarem com aquilo que vai melhorar a nossa vida. E essas pessoas que trabalham tanto dia após dia, levando o que é essencial para todos nós, não podem e não devem permanecer invisíveis de modo algum. São absolutamente essenciais”, disse o ministro.

A vice-presidente do Sindicato dos Entregadores por Aplicativo de Pernambuco, Raquel Nascimento, ressaltou a redução dos juros para mulheres prevista no Move Brasil Entregadores e MotoApp. “Eu trabalho de bicicleta, eu rodo com uma bicicleta. Eu tirei recentemente a minha habilitação e agora eu vou poder dar entrada numa moto. Eu não podia antes. Eu só trabalhava nos horários em que as minhas filhas estavam na creche. Mas agora vai ser ainda melhor porque eu vou tirar minha moto, eu vou poder trabalhar em outros horários”, afirmou Raquel.

O entregador Nicolas Santos, da Associação de Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora, destacou o avanço representado pelo financiamento oferecido pelo governo do Brasil. “A gente vai poder conseguir comprar a bike elétrica, principalmente os irmãos que entregam de bike e que têm poucas condições hoje de trabalhar com saúde, com segurança, pedalando morro acima. É uma linha de financiamento que não tem entrada. Você não começa pagando e é mais barato do que o aluguel da moto que a gente já paga hoje. Portanto, é uma entrega muito importante”, elogiou Nicolas.

Leia Também:  Operação Dark Chain prende investigado por abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital

A entregadora Nathalia Soares, da Associação de Trabalhadores de Aplicativos por Moto e Bike (ATAMB – RN), agradeceu pelo programa e disse que a iniciativa vai ajudá-la a comprar uma moto própria e a parar de pagar R$ 1.300 mensais pelo aluguel da moto. “Muitas meninas lá da minha terra, sou de Natal, Rio Grande do Norte, vieram falar comigo: ‘Independente de qualquer coisa do governo, a gente tá muito feliz, porque quantas mães de família que têm filho e trabalham com moto alugada?’. Isso é muito importante”, pontuou Nathália, que lembrou também da inclusão dos trabalhadores com bicicletas. “A gente tava na dúvida sobre a questão das bikes e vieram muitos meninos falar: ‘Cara, será que nós vamos entrar?’. Vamos entrar. Sabe por quê? Porque o governo tá olhando para nós”.

Para obter o financiamento, o profissional deve possuir CNH categoria A, atuar há pelo menos seis meses em plataformas de aplicativos e comprovar um histórico de, no mínimo, 100 corridas ou entregas. O crédito é limitado a um financiamento por CPF, sendo obrigatória a comprovação do uso dos recursos para a compra da moto.

Com foco no fomento à eletromobilidade e no fortalecimento da indústria nacional, além do apoio individual, o programa possui um componente para pessoas jurídicas, oferecendo crédito para a expansão industrial e para a criação de infraestrutura de baterias e recarga elétrica. A iniciativa também prevê a modalidade de leasing para aqueles que encontrarem dificuldades no acesso ao crédito bancário tradicional. Com essa medida, o governo busca incentivar a transição para motos elétricas, inserindo o Brasil de forma competitiva na cadeia global de eletromobilidade.

Impacto Social e Econômico

O MOVE BRASIL ENTREGADORES E MOTOAPP é uma política pública de impacto imediato, que visa não apenas estimular o consumo e dinamizar a cadeia produtiva das montadoras, mas também promover o reconhecimento institucional e a redução da vulnerabilidade econômica de uma categoria majoritariamente informal.

Fonte: Secretaria-Geral

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA