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MDHC reforça agenda de direitos humanos no 9º Fórum da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável

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Entre os dias 13 e 16 de abril, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) participou do 9º Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável, realizado em Santiago, no Chile, na sede da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). O encontro reuniu governos, organismos internacionais e representantes da sociedade civil para avaliar os avanços e os desafios na implementação da Agenda 2030 na região.

O MDHC integrou a delegação brasileira com representantes da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (SNDH), da Assessoria de Participação Social e Diversidade (ASPAD) e da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais (AEI).

Na Mesa dedicada ao ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos substituto, Esly Eduardo Luz, apresentou políticas públicas brasileiras voltadas à construção de cidades mais inclusivas e sustentáveis, com base na centralidade dos direitos humanos.

“A governança urbana deve ser baseada em direitos humanos, com planejamento territorial inclusivo e reconhecimento dos impactos desproporcionais sobre populações em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Durante sua intervenção, foram destacadas ainda iniciativas como o Plano Ruas Visíveis, o Novo Viver sem Limite, o Meu Município pelos ODS, o Periferia Viva e as cozinhas solidárias, além da retomada de investimentos em habitação, mobilidade urbana e saneamento.

Ao abordar a população em situação de rua, o secretário ressaltou a complexidade dessa realidade e a necessidade de políticas integradas. “Trata-se de uma condição social multidimensional, que envolve desde a falta de moradia até a exclusão social e a discriminação estrutural”, pontuou.

Ele também destacou a recente resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, que condena violações e convoca os Estados a adotarem respostas articuladas e multissetoriais.

Participação social e governança democrática

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A delegação do MDHC também participou do evento paralelo “Governança Democrática e Territorialização Participativa da Agenda 2030”, no qual foi destacada a importância da participação social como elemento estruturante para o alcance dos ODS. Na ocasião, foram apresentados exemplos brasileiros, como a retomada das conferências nacionais e o fortalecimento de espaços de diálogo entre governo e sociedade civil, considerados fundamentais para a construção de políticas públicas mais inclusivas e efetivas.

Para a chefe da ASPAD, Anna Karla da Silva Pereira, o debate aponta para uma mudança na forma de compreender a Agenda 2030. “Não dá mais para falar de implementação dos ODS apenas como um exercício técnico ou institucional. Ela precisa ser, necessariamente, um processo político, socialmente enraizado, prezando pela participação social e pela escuta ativa das pessoas diretamente envolvidas”, explicou.

Segundo a gestora, o Brasil tem buscado evidenciar no fórum a retomada da participação social, com a reconstrução de espaços formais, como conselhos e conferências nacionais, e a reaproximação entre Estado e territórios. Esse movimento se expressa, por exemplo, no Plano Plurianual Participativo (PPA Participativo), que combina escuta presencial e participação digital, ampliando o acesso e a diversidade de vozes no planejamento público.

Anna Karla também destacou que o país enfrenta o desafio de reconstruir capacidades institucionais após um período de fragilização, inclusive com impactos na produção de dados. “O novo ciclo que estamos construindo desde 2023 aponta para uma reconstrução que não é só administrativa, mas também participativa, com a retomada da Comissão Nacional para os ODS e a elaboração do Relatório Nacional Voluntário”, concluiu.

Durante o fórum, a delegação brasileira ainda participou de reunião de trabalho no Escritório Regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) para a América do Sul, com a presença de representantes governamentais e da sociedade civil.

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No encontro, o MDHC apresentou iniciativas como o Memorando de Entendimento firmado com o ACNUDH, o Programa de Proteção a Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, o programa Aqui é Brasil e ações na área de educação em direitos humanos, incluindo o curso de letramento racial desenvolvido em parceria com o Ministério da Igualdade Racial.

Desafios regionais

Criado em 2016, por meio da chamada “Resolução do México”, o espaço é convocado anualmente sob os auspícios da Cepal e promove o intercâmbio de experiências entre países, além da participação ativa de diferentes atores, como academia, setor privado e sociedade civil. Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos, incluindo os ODS 6 (água e saneamento), 7 (energia), 9 (indústria e inovação), 11 (cidades sustentáveis) e 17 (parcerias), além de eventos paralelos sobre territorialização dos ODS e governança democrática.

O fórum é o principal mecanismo intergovernamental regional de monitoramento e revisão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A quatro anos do prazo final estabelecido pela Agenda 2030, o cenário regional é marcado por desafios estruturais, como a estagnação econômica, as crises climáticas e a fragmentação geopolítica, que impactam a capacidade de cooperação internacional e de implementação de políticas públicas.

A participação do Brasil reforçou o compromisso com a Agenda 2030, com ênfase na promoção dos direitos humanos como eixo estruturante das políticas públicas e na articulação entre desenvolvimento sustentável, inclusão social e participação democrática.

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Texto: E.G.

Edição: F.T.

Atendimento exclusivo à imprensa:

[email protected]

Assessoria de Comunicação Social do MDHC

(61) 2027-3538

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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MDS dá as boas-vindas aos novos municípios da Estratégia Alimenta Cidades

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Mais de mil municípios brasileiros passam a integrar uma nova etapa da Estratégia Alimenta Cidades, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O anúncio foi feito durante webinário de boas-vindas, realizado nesta sexta-feira (17.04), que marcou o início do ciclo Alimenta Cidades +1000 e apresentou diretrizes, ferramentas e experiências já implementadas no país.

Entre os exemplos apresentados, está o de Caxias do Sul (RS), que aderiu à estratégia ainda no primeiro edital, em 2024. À frente da implementação local, Cristina Fabian destacou os avanços conquistados desde então, especialmente em contextos de crise.

“Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, as cozinhas solidárias tiveram papel fundamental. A experiência mostrou que, como executores da política de segurança alimentar, também precisamos fortalecer essas iniciativas. Foi a partir desse movimento que estruturamos o primeiro fórum de cozinhas solidárias do estado”, relatou. 

Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan/MDS), a estratégia chega a uma nova fase com a publicação da Portaria nº 1.178. A ampliação para mais de mil municípios valoriza a atuação da gestão local, ao reconhecer que os territórios são o ponto de partida para respostas mais efetivas.

Com a adesão, os municípios passam a contar com apoio técnico e instrumentos para planejar e executar ações voltadas à garantia do direito à alimentação adequada.

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Durante o webinário, a secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destacou que o país já acumula experiências bem-sucedidas na área.

“O Brasil já demonstrou que é possível construir sistemas alimentares mais justos, saudáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é ampliar essa transformação, cidade por cidade, para que nós tenhamos um sistema de segurança alimentar vivo, presente em todos os territórios e é por isso que a gente faz esse chamado para que todos estejam conosco implementando no dia a dia o nosso sistema de segurança alimentar e nutricional”, afirmou.

A diretora do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do MDS, Patrícia Gentil, ressaltou que a estratégia contribui para identificar vazios de acesso à alimentação e organizar respostas estruturadas, especialmente em áreas mais vulneráveis.

“Muitas famílias vivem em territórios onde a comida saudável não chega ou chega com baixa qualidade e alto custo. É necessário organizar a ação pública para garantir que alimentos adequados cheguem, sobretudo, a quem mais precisa”, explicou. 

SISAN 

A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity, destacou o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) na implementação da estratégia. Segundo ela, cerca de 70% dos municípios já aderiram ao sistema.

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A estrutura permite a articulação entre União, estados, municípios e sociedade civil, contribuindo para maior integração e efetividade das políticas públicas.

 “Quando falamos em governança, tratamos de intersetorialidade, participação social e melhores resultados. Integrar as ações do Governo Federal com os municípios é fundamental para avançarmos”, afirmou. 

Destaque internacional

João Marcelo Intini, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que, dos 33 países que fazem parte da América Latina e do Caribe, o Brasil está entre os 11 que avançaram no combate à fome. 

“O Brasil, outra vez, saindo do mapa da fome, é um grande motor de inspiração, é um país que nos inspira, é um país que serve como uma grande referência de compromisso com o enfrentamento das desigualdades sociais e econômicas no campo e na cidade, isso nos serve como uma grande inspiração para dizer que sim, é possível”, afirmou.

Assessoria de Comunicação – MDS 

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

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